Viagem segura: Saiba como escolher o assento de carro ideal para crianças

Viagem segura: Saiba como escolher o assento de carro ideal para crianças

Cada fase tem um assento específico. Deve ser levado em consideração também peso e altura

Para viajar de carro é preciso planejamento. São itens básicos para uma viagem segura estar com a revisão do carro em dia, além de documentação regularizada. Se um dos tripulantes for uma criança, o cuidado tem de ser redobrado. Em qualquer trecho, menores de 10 anos devem estar acomodadas no banco traseiro do veículo e utilizando equipamentos de segurança apropriados.

Cada fase tem um assento específico, de acordo com a resolução 277 do Código de Trânsito Brasileiro. A indicação é que os bebês de até um ano devem estar acomodados em um bebê conforto como o keyfit Night da Chicco, que garante segurança ao pequeno em seu formato anatômico, que se assemelha a um ninho. Para transportar crianças de um a quatro anos é preciso utilizar uma cadeirinha. De quatro a sete anos e meio utiliza-se o acento de elevação. Um modelo versátil que dá para usar nestas duas fases é Auto Star Plus, pois tem também a função booster sem encosto. Após esta idade, a criança poderá utilizar apenas o cinto de segurança. Todos os equipamentos devem ser fixados em cinto de três pontos.

Entidades médicas como a Associação Brasileira de Medicina do Trânsito na Bahia (ABRAMET) indicam que é preciso levar em consideração, também, o peso e a altura da criança na hora que for comprar o equipamento. “A resolução só segue a idade e isso é limitante. A maioria das crianças brasileiras não atinge o peso e a altura ideal para utilizar o cinto sem o equipamento aos sete anos e meio, por exemplo”, explica Antônio Meira, presidente da ABRAMET-Ba.

Tem utilização indicada entre os 9 kg e 36 kg. O apoio da cabeça, o forro acolchoado e os protetores dos ombros garantem conforto e segurança

Uma dica é ler com atenção os manuais de instrução dos equipamentos para ver o que cada fabricante orienta para estes outros dois critérios. A partir disto, definir a opção que melhor se adequa à criança. Quanto à fixação, Antônio Meira ressalta que o dispositivo mais seguro é o sistema internacional ISOFIX – que prende o assento diretamente no chassis do carro. “A partir deste ano, todo carro tem que ser projetado no Brasil com esta tecnologia. A partir de 2020, todo carro brasileiro vai ter que sair com pelo menos um ponto de isofix. É a melhor maneira de fixar a cadeirinha, sem sombra de dúvidas”, ressalta o médico do tráfego.

Se a ideia é trocar de veículo em breve, não precisa se preocupar em comprar outro modelo de cadeirinha para seu filho. Se o carro já vier com isofix, uma boa solução é adquirir uma base BBC Terni. O equipamento vem com dois pontos de ancoragem e barra frontal para maior estabilidade, além de se acoplar à qualquer cadeirinha e ter ajuste de altura da haste para diferentes veículos.

Recomendada para o dia a dia com a criançada já maiorzinha. É confortável e super prática

Segurança – Desrespeitar essas normas de trânsito é uma infração gravíssima. Se o motorista for parado numa blitz com situação inadequada, será punido com multa, sete pontos na carreira e só poderá seguir viagem quando a criança estiver seguramente acomodada. “Os dispositivos de retenção são projetados para reduzir os riscos em casos de colisão. Não evitam os acidentes, mas sim as consequências do acidente. Crianças com estes equipamentos têm grandes chances de não sofrer riscos de lesões graves ou de mortes. É comprovado que o uso apropriado e adequado do dispositivo pode representar até 70% de redução no número de mortes”, destaca Antônio Meira.

Indicada para crianças de 0 meses a 25 kg. É possível usar até cerca de 5 anos de idade

Hoje, acidentes são a principal causa de morte de crianças de um a 14 anos no Brasil. Todos os anos, cerca de 3,7 mil crianças dessa faixa etária morrem e outras 113 mil são hospitalizadas devido a essas causas no país. Para garantir mais segurança e conforto aos pequenos, é recomendado analisar a reputação do fabricante, se há selo do INMETRO e se o tamanho do equipamento escolhido é compatível com o espaço do banco traseiro do veículo.

Equipamentos seguros podem ser adquiridos na Oito Baby, em Jardim Armação/Salvador, ou no ecommerce da loja oitobaby.com.br. Neste mês, diversos produtos estão com descontos de até 50%.

Fonte: https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/viagem-segura-saiba-como-escolher-o-assento-de-carro-ideal-para-criancas/

Acidente de trânsito passa a integrar lista de doenças de notificação compulsória

De acordo com a publicação no Diário Oficial do Estado da Bahia na sexta-feira (10), a Bahia incluiu os acidentes de trânsito na lista de doenças de notificação compulsória. Desde a referida data, médicos (as) lotados (as) em municípios baianos devem atentar para o devido preenchimento de documentos, tendo em vista a obrigatoriedade de especificação quando o caso for decorrente de acidentes no trânsito. A medida é fruto também do constante pleito realizado pela Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet), entidade engajada historicamente na luta por esse feito.

Para o presidente da Abramet-BA, Dr. Antônio Meira Júnior, a conquista será fundamental para avançar nas estratégias de prevenção e tratamento dos eventos de trânsito. “Não é possível combater um inimigo que não se conhece. A não identificação dos acidentes de trânsito como doença de notificação compulsória dificulta a tomada de decisões nos planejamentos em saúde”, explica Dr. Meira Júnior.

O médico do tráfego acredita ainda que não haverá dificuldade na implementação do decreto nas unidades de saúde, visto que o Código Internacional de Doenças (CID) já permitia isso, apesar da pouca utilização. “No preenchimento dos documentos médicos, o CID: V23.4 especifica, por exemplo, motociclista traumatizado em colisão com um automóvel (carro), pick up ou caminhonete, mas, às vezes, o registro era feito com outro código”, pontua.

Já para a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), a conquista “busca aperfeiçoar as estatísticas do setor e avançar no mapeamento das localidades e zonas de maior incidência”. Ainda de acordo com a pasta, apenas na Bahia, entre os anos de 2000 e 2017, foram registradas 34.534 mortes em acidentes de trânsito, o equivalente à população de cidades baianas como Cachoeira ou Riachão do Jacuípe. Deste total, 6.695 pessoas estavam dirigindo motos, enquanto 12.080 eram ocupantes de carros.

Os números da secretaria apontam ainda que, apenas nos seis primeiros meses de 2015, o Hospital Geral do Estado (HGE), na capital, bem como o Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), em Feira de Santana, Hospital Geral de Camaçari (HGC) e o Hospital Geral de Guanambi (HGC) registraram 3.571 acidentes envolvendo motociclistas, o que dá uma média de quase 20 entradas na emergência por dia.

Fonte: http://www.cremeb.org.br/index.php/noticias/acidente-de-transito-passa-a-integrar-lista-de-doencas-de-notificacao-compulsoria/

Portaria determina que casos de vítimas de acidentes de trânsito na BA sejam notificados por profissionais de saúde

Publicada no Diário Oficial do Estado desta sexta (10), portaria busca estimar com precisão número de vítimas não fatais em acidentes.

Profissionais de saúde terão que notificar casos de acidentes de trânsito — Foto: Alex de Paula/G1 Bahia

Profissionais de saúde terão que notificar casos de acidentes de trânsito — Foto: Alex de Paula/G1 Bahia

Uma portaria publicada na edição desta sexta-feira (10) do Diário Oficial do Estado determina que os profissionais de saúde da Bahia notifiquem os casos de vítimas de acidentes de trânsito.

Em nota, a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) informou que, por conta dos registros do sistema de informações hospitalares do Sistema Único de Saúde (SUS), é possível estimar com precisão o número de mortos por acidentes de trânsito. No entanto, as vítimas não fatais são de difícil mensuração. A obrigatoriedade da notificação busca sanar esse problema.

Ainda segundo a Sesab, hoje não é possível identificar os casos de acidentes de trânsito que dão entrada nos hospitais, pois eles são registrados como politraumatismo, traumatismo craniano ou fraturas de membros, e não como acidentes de trânsito.

Para a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego – Seção Bahia (Abramet-Ba), não haverá dificuldade na implementação do decreto nas unidades de saúde, pois o Código Internacional de Doenças (CID) já permitia isso, apesar da pouca utilização. Segundo a entidade, no preenchimento dos documentos médicos, o “CID: V23.4” especifica, por exemplo, motociclista traumatizado em colisão com um automóvel (carro), picape ou caminhonete, mas às vezes o registro era feito com outro código.

De acordo com dados da Sesab, entre os anos de 2000 e 2017 foram registradas 34.534 mortes em acidentes de trânsito na Bahia, o equivalente à população de cidades baianas como Cachoeira ou Riachão do Jacuípe.

Fonte: https://g1.globo.com/bahia/noticia/portaria-determina-que-casos-de-vitimas-de-acidentes-de-transito-na-ba-sejam-notificados-por-profissionais-de-saude.ghtml

Apenas 7% dos passageiros usam cinto de segurança no banco traseiro

O mau hábito foi construído ao longo dos anos pela impressão de que os ocupantes traseiros não correm os mesmos riscos de quem está no banco dianteiro

Foto: Romildo de Jesus


Por Matheus Fortes

Fundamental para os passageiros, o cinto de segurança continua a ser um item parcialmente utilizado nos veículos. Embora o cuidado seja muito tomado pelo condutor e o carona, isso não se aplica a quem está nos bancos traseiros.

Segundo a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), o Brasil é um dos países onde os ocupantes que estão na frente mais usam o cinto de segurança. O índice chega a 97%. Mas, nos bancos de trás, a situação se inverte. Apenas 7% usam o acessório obrigatório. De acordo com a Transalvador, foram registradas até o último dia 10, 13.148 autuações por falta do cinto de segurança do condutor ou passageiro na capital. Nas rodovias estaduais, o número de infrações chega a 1.164, de acordo com a Polícia Militar da Bahia, sendo as BAs 001, 099 e 093 as de maiores ocorrências.

O mau hábito foi construído ao longo dos anos pela impressão de que os ocupantes traseiros dos veículos não correm os mesmos riscos de quem está no banco dianteiro. Uma impressão, que, conforme o Dr. Antônio Meira – que é médico de Tráfego e presidente da Abramet Bahia –, está completamente equivocada.

O não uso do acessório nos bancos traseiros representa um perigo não só para aqueles que estão deixando de usar, mas até para os ocupantes que fazem o uso correto. “Numa colisão, o passageiro que está sentado no banco traseiro sem o cinto de segurança, fica completamente solto, e, portanto, seu corpo pode ir para o teto do carro, para os lados, e inclusive para frente, podendo atingir o ocupante do banco dianteiro”, explicou Meira.

O artigo 65 do Código Nacional de Trânsito determina que todos os ocupantes do veículo devem estar usando o cinto de segurança, enquanto o carro estiver ligado. Se algum passageiro é flagrado sem o cinto, o motorista pode ser autuado, tendo que pagar uma multa de R$ 195, além de cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Mesmo assim, é muito comum, principalmente no interior do estado, que as pessoas não utilizem o item obrigatório, sob o motivo de fazerem percursos pequenos, e muitas vezes em velocidade reduzida, até por conta da estrutura dessas cidades, que não contam com grandes avenidas – como uma Paralela ou Bonocô, por exemplo.

Meira aponta que esse raciocínio também está errado: 60% dos acidentes graves acontecem com menos de 30 minutos de passeio. Ou seja, é naquele percurso simples, muito próximo da residência, ou quando a pessoa já está chegando em casa.

“Além disso, se uma pessoa de 50 kg está em um carro a 60 km/h no banco de trás, equivale ao peso de um rinoceronte. Então, se houver uma colisão, uma redução de velocidade brusca, será esse peso de uma tonelada, que irá pra cima do motorista, caso o passageiro não use o cinto”, explica Meira.

Uso correto e manutenção

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), os acidentes de trânsito são a maior causa de mortes de jovens em todo o mundo. No Brasil, ela é a segunda maior causa de óbitos em todas as faixas da população. Parte significativa dessas mortes poderia ser evitada pelo uso adequado do cinto de segurança.

Ao ser usado da forma correta, o acessório consegue evitar até 100% das lesões do quadril, 60% da coluna vertebral, 56% da cabeça, 45% do tórax, e 40% do abdômen.  O cinto de três pontos é o tipo mais comum do acessório e está presente em praticamente todos os carros, porém ele depende de uso correto.

A faixa diagonal tem que ser condicionada passando pelo terço médio da clavícula, entre o ombro e o pescoço e passando pelo tórax, prendendo de fato a pessoa ao banco. A parte subabdominal, tem que passar na parte mais baixa possível, passando pela protuberância abdominal, no quadril.

Tendo uma base científica sólida comprovando sua eficiência, na minimização de conseqüências graves dos acidentes de trânsito, o cinto também precisa de revisões e manutenções periodicamente.

Lubrificação nos pontos de fixação com óleo spray é o mais recomendado, além de que o motorista deve sempre estar atendo quando o acessório começa a “desfiar” – o que é um sinal de desgaste do material, que pode estar precisando de uma substituição urgente.

Fonte: https://www.trbn.com.br/materia/I3219/apenas-7-dos-passageiros-usam-cinto-de-seguranca-no-banco-traseiro

III Jornada Baiana de Medicina de Tráfego – Lançamento do Protocolo com presença do Presidente do DENATRAN

Na última sexta-feira (11), teve início a III Jornada Baiana de Medicina de Tráfego, na Bahia. O evento contou com a presença do Presidente da ABRAMET, Dr. Juarez Molinari, o Presidente da ABRAMET-BA, Dr. Antonio Meira Junior e a presença do Presidente do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), Dr. Maurício Alves Pereira.

Na ocasião, foi lançado o Protocolo de Normas Regulamentares para a atuação do Médico de Tráfego no Processo de Habilitação de Condutores e Candidatos a Condutores com Deficiência Física (Mobilidade Reduzida).
Também estiveram presentes o Detran Bahia, o Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (CREMEB), a Associação Médica Brasileira (AMB) e o Conselho Federal de Medicina (CFM).
A Jornada teve continuação no sábado (12/5), das 08h00 às 18h00.

Fotos: Alonso Photos

Conselho Federal de Medicina apoia o Movimento Maio Amarelo

Série de peças fazem parte de uma ação coordenada para colocar em pauta o tema segurança viária

O Conselho Federal de Medicina (CFM) é um dos parceiros do Movimento Maio Amarelo, que nasce com a proposta de chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortes e feridos no trânsito em todo o mundo.

A parceria foi estabelecida por meio da Câmara Técnica (CT) de Medicina do Tráfego da autarquia, que trabalha com os principais temas da especialidade e nesta ação está voltada à conscientização da sociedade para redução de acidentes de trânsito.

A Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) – que representa a especialidade no País – é outra importante parceira dessa iniciativa.

Antonio Meira Júnior, diretor da Abramet e membro da Câmara Técnica do CFM, destaca que mais de 90% dos acidentes de trânsito têm como causa o fator humano. “Então, não ocorrem por acaso. Nós conhecemos as causas e a maioria é passível de prevenção, como obedecer às normas de trânsito e álcool zero para uma dirigibilidade segura”, explica.

A mensagem da Abramet é – diz Meira – destacar a importância da prevenção e da conscientização. “Só conseguiremos diminuir essas tragédias com melhorias no setor saúde e de educação, fiscalização com diminuição da impunidade, e conscientização permanente”.

Assim, para chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortes e feridos no trânsito em todo o mundo, o CFM e a Abramet publicarão, em seus veículos de comunicação institucional e redes sociais, uma série de peças e textos alusivos ao tema. As peças, que começaram a ser veiculadas essa semana, destacam a importância da alcoolemia zero para uma dirigibilidade segura, e abordam temas como o uso correto do capacete, o risco da distração provocada pelo uso do celular no trânsito, segurança das crianças e gestantes, e atenção aos pedestres.

Números – Segundo dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, em 2016, os acidentes de transporte foram a segunda principal causa de morte não-natural (causas externas) no País. Esse tipo de acidente concentra 25% de todas as mortes por causas externas, ficando atrás apenas das agressões (que inclui homicídios e lesões infligidas por outra pessoa, por exemplo).

O estudo por Estados, no entanto, permite ver que, em alguns, como Tocantins, Piauí, São Paulo e Santa Catarina, as mortes no trânsito superam as mortes por agressões.

Para o coordenador da CT de Medicina do Tráfego do CFM, José Fernando Maia Vinagre, esses números mostram que os acidentes de trânsito constituem um grave problema de saúde pública.

A presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – SBOT, Patrícia Fucs, também anunciou essa semana que a entidade que dirige apoia a campanha. Ela disse que, “como responsáveis pelo atendimento de dezenas de milhares de vítimas de acidentes de trânsito, os ortopedistas brasileiros lembram que o trânsito mata no mundo, uma pessoa a cada 30 segundos, um total anual de 1,2 milhões de vítimas, segundo a Organização Mundial da Saúde”.

O Movimento – O objetivo do movimento é uma ação coordenada entre o Poder Público e a sociedade civil para colocar em pauta o tema segurança viária e mobilizar toda a sociedade, envolvendo os mais diversos segmentos: órgãos de governos, empresas, entidades de classe, associações, federações e sociedade civil organizada para discutir o tema e engajar-se em ações, propagar o conhecimento, e abordar toda a amplitude que a questão do trânsito exige, nas mais diferentes esferas.

A Assembleia-Geral das Nações Unidas editou, em março de 2010, uma resolução definindo o período de 2011 a 2020 como a “Década de Ações para a Segurança no Trânsito”. O documento foi elaborado com base em um estudo da OMS (Organização Mundial da Saúde) que contabilizou, em 2009, cerca de 1,3 milhão de mortes por acidente de trânsito em 178 países. Aproximadamente 50 milhões de pessoas sobreviveram com sequelas.

Segundo a organização, são três mil vidas perdidas por dia nas estradas e ruas ou a nona maior causa de mortes no mundo. Os acidentes de trânsito são o primeiro responsável por mortes na faixa de 15 a 29 anos de idade; o segundo, na faixa de 5 a 14 anos; e o terceiro, na faixa de 30 a 44 anos. Atualmente, esses acidentes já representam um custo de US$ 518 bilhões por ano ou um percentual entre 1% e 3% do PIB (Produto Interno Bruto) de cada país.

Se nada for feito, a OMS estima que 1,9 milhão de pessoas devem morrer no trânsito em 2020 (passando para a quinta maior causa de mortalidade) e 2,4 milhões, em 2030. Nesse período, entre 20 milhões e 50 milhões de pessoas sobreviverão aos acidentes a cada ano com traumatismos e ferimentos. A intenção da ONU com a “Década de Ação para a Segurança no Trânsito” é poupar, por meio de planos nacionais, regionais e mundial, cinco milhões de vidas até 2020.

Participe! Conheça as peças, baixe e compartilhe nas redes sociais e WhatsApp:

Peça 1
Peça 2
Peça 3
Peça 4
Peça 5
Peça 6
Peça 7

Saiba mais: https://www.maioamarelo.com/

MAIO AMARELO – #NÓSSOMOSOTRÂNSITO

Para chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortes e feridos no trânsito em todo o mundo, a AMB alia-se ao CFM e a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) divulgando em seus veículos de comunicação institucional e redes sociais, peças alusivas ao tema.

As peças destacam a importância da alcoolemia zero para uma dirigibilidade segura, e abordam temas como o uso correto do capacete, o risco da distração provocada pelo uso do celular no trânsito, segurança das crianças e gestantes, e atenção aos pedestres.

Antonio Meira Júnior, diretor da Abramet e membro da Câmara Técnica do CFM, destaca que mais de 90% dos acidentes de trânsito têm como causa o fator humano. “Então, não ocorrem por acaso. Nós conhecemos as causas e a maioria é passível de prevenção, como obedecer às normas de trânsito e álcool zero para uma dirigibilidade segura”, explica.

A mensagem da Abramet é – diz Meira – destacar a importância da prevenção e da conscientização. “Só conseguiremos diminuir essas tragédias com melhorias no setor saúde e de educação, fiscalização com diminuição da impunidade, e conscientização permanente”.

O objetivo do movimento é uma ação coordenada entre o Poder Público e a sociedade civil para colocar em pauta o tema segurança viária e mobilizar toda a sociedade, envolvendo os mais diversos segmentos: órgãos de governos, empresas, entidades de classe, associações, federações e sociedade civil organizada para discutir o tema e engajar-se em ações, propagar o conhecimento, e abordar toda a amplitude que a questão do trânsito exige, nas mais diferentes esferas.

A Assembleia-Geral das Nações Unidas editou, em março de 2010, uma resolução definindo o período de 2011 a 2020 como a “Década de Ações para a Segurança no Trânsito”. O documento foi elaborado com base em um estudo da OMS (Organização Mundial da Saúde) que contabilizou, em 2009, cerca de 1,3 milhão de mortes por acidente de trânsito em 178 países. Aproximadamente 50 milhões de pessoas sobreviveram com sequelas.

Segundo a organização, são três mil vidas perdidas por dia nas estradas e ruas ou a nona maior causa de mortes no mundo. Os acidentes de trânsito são o primeiro responsável por mortes na faixa de 15 a 29 anos de idade; o segundo, na faixa de 5 a 14 anos; e o terceiro, na faixa de 30 a 44 anos. Atualmente, esses acidentes já representam um custo de US$ 518 bilhões por ano ou um percentual entre 1% e 3% do PIB (Produto Interno Bruto) de cada país.

Se nada for feito, a OMS estima que 1,9 milhão de pessoas devem morrer no trânsito em 2020 (passando para a quinta maior causa de mortalidade) e 2,4 milhões, em 2030. Nesse período, entre 20 milhões e 50 milhões de pessoas sobreviverão aos acidentes a cada ano com traumatismos e ferimentos. A intenção da ONU com a “Década de Ação para a Segurança no Trânsito” é poupar, por meio de planos nacionais, regionais e mundial, cinco milhões de vidas até 2020.

28 MAIO ABRAMET, AMB E CFM APOIAM O MOVIMENTO MAIO AMARELO

Para chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortes e feridos no trânsito em todo o mundo, a ABRAMET (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego), a AMB (Associação Médica Brasileira) e o CFM (Conselho Federal de Medicina) apoiam o Movimento Maio Amarelo.

As peças da campanha destacam a importância da alcoolemia zero para uma dirigibilidade segura, e abordam temas como o uso correto do capacete, o risco da distração provocada pelo uso do celular no trânsito, segurança das crianças e gestantes, e atenção aos pedestres.

Antonio Meira Júnior, diretor da Abramet e membro da Câmara Técnica do CFM, destaca que mais de 90% dos acidentes de trânsito têm como causa o fator humano. “Então, não ocorrem por acaso. Nós conhecemos as causas e a maioria é passível de prevenção, como obedecer às normas de trânsito e álcool zero para uma dirigibilidade segura”, explica.

A mensagem da Abramet é – diz Meira – destacar a importância da prevenção e da conscientização. “Só conseguiremos diminuir essas tragédias com melhorias no setor saúde e de educação, fiscalização com diminuição da impunidade, e conscientização permanente”.

O objetivo do movimento é uma ação coordenada entre o Poder Público e a sociedade civil para colocar em pauta o tema segurança viária e mobilizar toda a sociedade, envolvendo os mais diversos segmentos: órgãos de governos, empresas, entidades de classe, associações, federações e sociedade civil organizada para discutir o tema e engajar-se em ações, propagar o conhecimento, e abordar toda a amplitude que a questão do trânsito exige, nas mais diferentes esferas.

MANIFESTO da SBTox sobre os exames toxicológicos de ‘larga janela de detecção” para a aquisição ou renovação da habilitação de motoristas das categorias C. D e E.

A 15 de Maio de 2018.

MANIFESTO

Em maio de 2014, a Sociedade Brasileira de Toxicologia (SBTox) veio a público manifestar-se contra a Resolução 460/2013, que incluía exames toxicológicos de ‘larga janela de detecção’, ou seja, análises em cabelo, pelos ou unhas, para a pesquisa de drogas como obrigatoriedade na aquisição ou renovação da habilitação de motoristas das categorias C. D e E. Na ocasião, foram apresentados em documento, diversos argumentos justificando nossa contrariedade, sendo o principal o fato de que não há nenhuma evidência científica de que a obrigatoriedade da realização do exame toxicológico de ‘larga janela de detecção’ na habilitação e renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) tenha impacto na redução de acidentes de trânsito. De fato, o Brasil é o único país do mundo que adota este tipo de medida como parte de uma política pública que visa a redução de acidentes de trânsito. Em adição ao uso de etilômetro, Estados Unidos, Austrália e países da Europa tem monitorado o uso de substâncias psicoativas por motoristas através da coleta e análise de amostras que informam uso recente, como o fluido oral e o sangue, de forma randômica ou quando se há suspeita de uso [1-5]. Na época, o manifesto da SBTox recebeu o apoio de diversas sociedades científicas, conselhos de classe profissional e outras associações.

Em março de 2015, o que era Resolução se tornou Lei Federal (Lei 13.103/2015) e os exames toxicológicos obrigatórios passaram a ser realizados em todo país no começo do ano seguinte (2016) para motoristas que possuem CNH das categorias C, D e E. Dados do DENATRAN, de março de 2016 a junho de 2017 apontam que, neste período, 1.868.907 exames toxicológicos foram realizados, sendo que 29.522 (1,58%) foram positivos. Os dados de prevalência de substâncias específicas detectadas nestas amostras não foram informados. Apesar de ser considerado exame de ‘larga janela de detecção’, o índice de resultados positivos mostrou ser bem menor que os índices encontrados em estudos científicos prévios, nos quais amostras de urina e fluido oral (que demonstram exposição recente) foram coletadas de forma randômica de motoristas de caminhão. O índice de resultados positivos para canabinoides (maconha), cocaína e anfetaminas foram de 5,2% [6] e 9,3% [7] quando analisadas amostras de fluido oral e 8,1% quando analisadas amostras de urina [8].

Os apoiadores da aplicação do exame toxicológico ‘de larga janela de detecção’ cunharam o termo ‘positividade escondida’ para explicar o relativo baixo índice de resultados positivos encontrados até o momento. Alegam que muitos motoristas com CNH das categorias C, D e E, que seriam usuários de drogas ilícitas, teriam migrado para as categorias A e B para não serem detectados no exame [4]. Contudo, não é possível comprovar esta afirmação, e o mais plausível é que estes motoristas tenham solicitado alteração de categoria simplesmente por não exercerem atividade profissional e não arcarem com as despesas de seu próprio exame toxicológico, que está na ordem de R$200 a R$400. Além disso, essa inferência não é baseada em preceitos científicos que postulam uma metodologia a ser estabelecida no delineamento da pesquisa e que comprovem ou não a hipótese formulada.

Apoiadores do exame também afirmam que a medida teria reduzido em mais de um terço o número de acidentes de trânsito em um período de apenas seis meses após a implantação da lei [9]. Entretanto, não é demonstrada, mais uma vez, a metodologia científica utilizada para se chegar a esta conclusão. De fato, essa observação é altamente improvável, haja vista que países desenvolvidos somente alcançaram significante redução de acidentes de trânsito anos após a adoção de políticas amplas de segurança viária baseada em evidências científicas [10-12].

O exame toxicológico de ‘larga janela de detecção’ é ineficaz para o propósito a que se destina e está sendo altamente custoso para os trabalhadores. Estima-se, até o momento, a movimentação de mais de R$ 500 milhões, que tem saído diretamente do bolso de brasileiros. Levando-se em consideração que existe projeto de lei para estender o exame toxicológico para a obtenção primeira habilitação e para as categorias A e B que exerçam atividade remunerada (taxistas e motociclistas) e para todos os motoristas do país (PL 6187/2016 e PL 2823/2011), podemos observar que a conta poderá ficar ainda mais alta para os brasileiros no futuro.

Obviamente, a questão do uso de substâncias psicoativas, seja álcool ou drogas ilícitas, por motoristas e o consequente risco do aumento de acidentes é de grande preocupação da sociedade em geral e da comunidade científica. Contudo, a SBTox, sociedade científica que reúne os Toxicologistas brasileiros, não pode concordar com procedimento oneroso para o país, sem fundamento científico que comprove sua eficácia e sem qualquer paralelo com políticas públicas bem sucedidas adotadas em outros países. Infelizmente, a atual política de segurança viária brasileira relacionada ao uso de drogas no trânsito trafega na contramão daquelas ensejadas no mundo e está sendo conduzida por interesses espúrios sem que a comunidade científica tenha assento nas discussões. Entendemos que somente a adoção de políticas públicas baseadas em evidências científicas fidedignas é que pode recolocar o Brasil no rumo correto.

 

Atenciosamente,
Sociedade Brasileira de Toxicologia (SBTox)

 

REFERÊNCIAS:

1. Logan B.K., Lowrie K.J., Turri J.L., Yeakel J.K., Limoges J.F., Miles A.K., Scarneo C.E., Kerrigan S., Farrell L.J. Recommendations for toxicological investigation of drug-impaired driving and motor vehicle fatalities. J Anal Toxicol 2013; 37: 552-8.DuPont R.L., Voas R.B., Walsh J.M., Shea C., Talpins S.K., Neil M.M. The need for drugged driving per se laws: a commentary. Traffic Inj Prev 2012; 13: 31-42.

2. Driving Under the Influence of Drugs, Alcohol, and Medicines (DRUID, 2012). TRB 91st Annual Meeting, 2012. Available at: http://www.druid-project.eu/Druid/EN/Dissemination/downloads_and_links/2012_Washington_Brochure.pdf?__blob=publicationFile (acessed 10 March 2015).

3. Musshoff F., Hokamp E.G., Bott U., Madea B. Performance evaluation of on-site oral fluid drug screening devices in normal police procedure in Germany. Forensic Sci Int 2014; 238: 120-4.

4. Gjerde H., Christophersen A.S., Normann P.T., Assum T., Oiestad E.L., Mørland J. Norwegian roadside survey of alcohol and drug use by drivers (2008-2009). Traffic Inj Prev 2013; 14: 443-52.

5. Davey J., Armstrong K., Martin P. Results of the Queensland 2007-2012 roadside drug-testing program: The prevalence of three illicit drugs. Accid Anal Prev 2014; 65: 11-7.

6. Bombana H. S., Gjerde H., Dos Santos M. F., Jamt R. E., Yonamine M., Rohlfs W. J. et al. Prevalence of drugs in oral fluid from truck drivers in Brazilian highways. Forensic Sci Int 2017; 273: 140–3.

7. Leyton V., Sinagawa D. M., Oliveira K. C. B. G., Schmitz W., Andreuccetti G., De Martinis B. S. et al. Amphetamine, cocaine and cannabinoids use among truck drivers on the roads in the State of Sao Paulo, Brazil. Forensic Sci Int 2012; 215: 25–7.

8. Peixe T. S., de Almeida R. M., Girotto E., de Andrade S. M., Mesas A. E. Use of illicit drugs by truck drivers arriving at Paranagua port terminal, Brazil. Traffic Inj Prev 2014; 15: 673–7.

9. Folha de São Paulo. Congresso na ONU avalia política brasileira que salva vidas. São Paulo, 06 de maio de 2018.

10. National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA). Traffic Safety Facts. Washington, DC: US Department of Transportation; 2010. Available at: (accessed 9 June 2017) (Archived at http://www.webcitation.org/6u5PU6PkF on 9 October 2017).

11. Australian Government. Road deaths Australia. Canberra: Department of Infrastructure and Regional Development; 2015. Available at: https://bitre.gov.au/publications/ongoing/road_deaths_australia_monthly_bulletins.aspx (accessed 9 June 2017) (Archived at http://www.webcitation.org/6u5PdulIM on 9 October 2017).12) Eurostat. People killed in road accidents. Luxemburg: European Statistical System; 2015. Available at: http://ec.europa. eu/eurostat/tgm/table.do?tab=table&init=1&plugin=1&language=en&pcode=tsdtr420 (accessed 9 June 2017).

 

Fonte: https://www.sbtox.org/single-post/Manifesto-exame-toxicologico

Detran-BA lança campanha para prevenção de acidentes

Lúcio Gomes, diretor-geral do Detran-BA, fala durante o evento de lançamento da campanha Maio Amarelo

O ano de 2017 teve 3.006 mortes por acidentes de trânsito na Bahia, 12.361 casos causaram invalidez. Na média nacional, o número do último ano foi de uma morte a cada 13 minutos. De 2011 a 2017, foram 343.070 mortes e 2.778.134 inválidos permanentes no País.

Com atenção especial para os motociclistas, envolvidos em cerca de 70% dos acidentes, o Departamento de Trânsito da Bahia (Detran-BA) lançou nesta quarta-feira, 2, a campanha Maio Amarelo, no centro de convenções do Hotel Fiesta (Itaigara).

A campanha, cujo tema é “Eu Sou o Trânsito”, faz parte de uma tentativa internacional, promovida pela Organização das Nações Unidas (ONU), de diminuir os números de mortes no trânsito. Durante todo o mês de maio serão realizadas ações pedagógicas, formativas, educativas, fiscalizatórias e de mobilização social, para maior conscientização nas vias.

O programa Trânsito Cidadão deverá atender a 480 escolas e 83.251 alunos, dos ensinos fundamental e médio. Também estará em destaque a Operação Paz no Trânsito, que realizará ações de fiscalização de condutores e veículos nas vias urbanas e rodovias.

Ações de orientações legais para pedestres e condutores e curso de aperfeiçoamento de motociclistas também estão previstos.

Outro pilar da campanha é o Provítima, implantado há dois anos em Salvador e que oferece apoio jurídico, social e psicológico aos familiares e vítimas de acidentes de trânsito.

Em 2017, os maiores casos de vítimas atendidas englobavam os motociclistas (870) e motoristas (581). Os homens são maioria entre os atendidos pelo Provítima, com 70% de atendidos.

O número de contato do programa é (71) 3033-3849 ou (71) 3022-3849. Quem preferir também pode se dirigir à sede do Provítima, na rua Barro Vermelho, no Rio Vermelho, 32.

De acordo com o diretor-geral do Detran, Lúcio Gomes, na Bahia 60% dos leitos dos hospitais são preenchidos por vítimas de acidentes de trânsito.

Evitáveis

Ele destaca que 95% dos acidentes são considerados evitáveis e ocorrem por conta de um conjunto de fatores, dentre eles o desrespeito às leis de trânsito e irresponsabilidade do condutor.

“O Nordeste concentra 38% do número de mortes e invalidez em acidentes de trânsito, segundo especialistas, pelo grande número de motos e cinquentinhas que circulam na região. As leis de condução e fiscalização estão se tornando mais rígidas, para diminuir esses acidentes”, diz o diretor-geral do Detran na Bahia.

No estado, das indenizações para vítimas de acidentes automobilísticos, 68% são para condutores. Passageiros e pedestres representam 16%, cada, segundo o seguro de danos pessoais causados por veículos automotores de via terrestre (DPVat). Ainda na Bahia, o ciclomotor representa 74% das indenizações.

O presidente da Associação dos Profissionais Mototaxistas de Salvador (APMS), Sirlã Sousa, acredita que o número de acidentes da categoria tem diminuído ao longo do ano, principalmente após a regulamentação do curso de capacitação e situação trabalhista dos mototaxistas, em 2009, e que foi implantada em 2015 na capital baiana.

Capacitação

Hoje, segundo ele, há em Salvador 2.456 profissionais capacitados para exercer a função – e que realizam de maneira eficaz.

“Com certeza, houve uma grande redução do número de acidentes. A capacitação de mototaxistas nos mostrou que não conduzíamos passageiros da maneira correta. Eram muitas ultrapassagens indevidas, muita passagem pelos corredores e falta de uso dos equipamentos de segurança. Acredito que esse número irá diminuir ainda mais, a partir de mais ações de conscientização”, espera Souza.

* Sob a supervisão do jornalista Luiz Lasserre

Fonte: http://atarde.uol.com.br/bahia/noticias/1956603-detranba-lanca-campanha-para-prevencao-de-acidentes?utm_source=facebook.com