CFM reconhece valor do médico de tráfego para a avaliação da saúde dos condutores e à segurança no trânsito

O reconhecimento do trabalho desenvolvido pelos médicos que se dedicam à segurança no trânsito foi o destaque da Sessão Plenária do Conselho Federal de Medicina (CFM) realizada nesta quinta-feira (19). Durante o encontro, os conselheiros aprovaram nota pública em que enfatizam a relevância do trabalho desenvolvido pela medicina de tráfego.

O posicionamento da autarquia, que hoje representa os 475 mil médicos brasileiros, atende à recomendação da Câmara Técnica de Medicina do Tráfego do CFM, da qual fazem parte representantes da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet). Segundo a nota, os exames em candidatos à Carteira Nacional de Habilitação (CNH) devem ser conduzidos de modo criterioso, por se tratarem de atos periciais a respeito da aptidão física e mental de condutores de veículos, conforme preconiza a Resolução CFM nº 1.636/2002.

“Os médicos com título de especialidade em Medicina de Tráfego […] são os profissionais que possuem o conhecimento, as competências, as habilidades e as atitudes necessários à correta avaliação dos candidatos à CNH”, enfatiza a manifestação pública do CFM. Além disso, ressalta que “o preparo exigido para o cumprimento dessas atribuições, dentre outras, consta da matriz curricular para a Medicina do Tráfego, definida pelo Ministério da Educação”.

O diretor de Relações com Federadas da Abramet e membro da Câmara Técnica do CFM, Antônio Meira Júnior, esteve em Brasília (DF) nesta semana, acompanhado dos especialistas Arilson Souza, Geraldo Guttemberg e João Pimentel. Na ocasião, eles apresentaram ao presidente do CFM, Carlos Vital, e aos conselheiros federais Hermann Tiesenhausen (MG), Hiran Gallo (RO) e Hideraldo Cabeça (PA), a importância dos mais de 6 mil médicos de tráfego para a prevenção à ocorrência de agravos no trânsito.

Em agosto, o CFM, juntamente com a Abramet e a Associação Médica Brasileira (AMB), já havia divulgado manifesto em defesa da vida, da saúde e da segurança no trânsito. À época, as entidades médicas expressaram preocupação com os possíveis ajustes no texto da legislação em vigor que, se alterados com base no Projeto de Lei do Executivo sobre o tema, podem ter impacto negativo nos indicadores de morbidade e de mortalidade

Confira abaixo a íntegra da nota do Conselho Federal de Medicina (CFM):

SEGURANÇA NAS PISTAS
O papel fundamental do médico de tráfego

Desde 11 de março de 1994, por meio da publicação da Resolução nº 1.402, do Conselho Federal de Medicina (CFM), a Medicina do Tráfego passou a ser reconhecida como especialidade médica.

Dentre as atividades realizadas pelos médicos que se dedicam a esta área está a elaboração de estudos epidemiológicos e científicos sobre questões que afetam a segurança do trânsito.

No Brasil, estudos coordenados pela Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) contribuíram para que o País adotasse normas, como o uso das cadeirinhas no transporte de crianças e impor limitação ao consumo de álcool para condutores.

Além disso, os cerca de 6 mil médicos de tráfego realizam exames em candidatos à Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para prevenir a ocorrência de agravos que contribuam para o aumento dos indicadores de morbidade e de mortalidade relativos ao trânsito.

Esses exames, conforme preconiza a Resolução CFM nº 1.636/2002, devem ser conduzidos de modo criterioso, por se tratarem de atos periciais a respeito da aptidão física e mental de condutores de veículos.

O preparo exigido para o cumprimento dessas atribuições, dentre outras, consta da matriz curricular para a Medicina do Tráfego, definida pelo Ministério da Educação, a qual foi elaborada com base em contribuições da Comissão Mista de Especialidades (CME) e Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM), ambas com participação de representantes do CFM.

Diante desse arcabouço normativo e técnico, o Conselho Federal de Medicina entende que:

Os médicos com título de especialidade em Medicina de Tráfego (expedidos de acordo com normas da Abramet/AMB ou após conclusão de Residência Médica em Medicina de Tráfego) são os profissionais que possuem o conhecimento, as competências, as habilidades e as atitudes necessários à correta avaliação dos candidatos à CNH, utilizando como subsídios condutas padronizadas que contribuem com a redução de riscos de acidentes, e à participação em processos de elaboração, análise e avaliação de políticas públicas voltadas ao aumento da segurança no trânsito.

Brasília, 19 de setembro de 2019.
CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA

Fonte: https://www.abramet.com.br/noticias/cfm-reconhece-valor-do-medico-de-trafego/

Em São Paulo, cresce a adesão ao cinto de segurança no banco traseiro

No encerramento da Semana Nacional do Trânsito, a boa notícia vem de São Paulo, que dá exemplo. Segundo levantamento, em cinco anos a porcentagem de pessoas que usam o cinto de segurança no banco de trás passou de 46% para 73%.

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Fonte: https://noticias.r7.com/jr-na-tv/videos/em-sao-paulo-cresce-a-adesao-ao-cinto-de-seguranca-no-banco-traseiro-25092019

Abramet celebra prêmio da ONU e defende reforço nas ações e normas para reverter mortes no trânsito

O Brasil foi agraciado com o Prêmio da Força-Tarefa Interagências da Organização das Nações Unidas (ONU) pelos resultados colhidos em ações destinadas à redução de mortes no trânsito e ao combate do consumo de tabaco. A láurea foi entregue nesta segunda-feira (23) ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, na cidade de Nova York. Dados oficiais registram que, entre 2010 e 2017, Brasil reduziu em 17,4% a incidência de mortes por acidentes de trânsito: o número de óbitos caiu de 42.844 para 35.374, fruto da implantação do Projeto Vida no Trânsito (PVT).

“Esse prêmio é muito importante para o Brasil e para os brasileiros, pois reconhece e fortalece o grande esforço que tem sido feito para preservar vidas no trânsito”, afirma Juarez Molinari, presidente da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet). No momento em que se discute a flexibilização de normas do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que poderão comprometer os avanços já registrados, a entidade enxerga na premiação um convite à reflexão.

Entidade parceira do Ministério da Saúde no PVT, a Abramet avalia que o reconhecimento das Nações Unidas será um estímulo importante para a manutenção das diversas ações do governo brasileiro e torna-se estratégico para sensibilizar o governo federal e o Congresso Nacional sobre a necessidade de aperfeiçoar a legislação sem afrouxar regras que, hoje, favorecem a redução dos indicadores de morte no trânsito. A entidade acompanha com preocupação a tramitação do Projeto de Lei 3267/2019, enviado pela Presidência da República e apreciado por comissão especial da Câmara dos Deputados.

Entre outras mudanças, a proposta prevê aumento no prazo de validade da carteira de habilitação e, consequentemente, do exame médico que garante ao motorista o direito de dirigir em segurança. O projeto também retira a aplicação de multa para a condução de crianças sem o uso de cadeirinhas, um dos principais fatores de risco apontado pela ONU. Mantido como está o PL terá impacto negativo nos indicadores de morbidade e mortalidade da população, com reflexos sobre o sistema previdenciário, de saúde e a economia.

Medicina de tráfego engajada – O Projeto Vida no Trânsito foi criado em 2010 para atender as metas colocadas pela ONU para a Década de Ações pela Segurança no Trânsito 2011/2020 e tem como foco combater dois fatores de risco priorizados no Brasil: a direção após o consumo de bebida alcoólica e o excesso de velocidade. Também merecem atenção outros fatores e grupos de vítimas de acordo com avaliação nas diversas localidades, tendo como um dos focos principais acidentes com motociclistas.

“Tenho orgulho de ser membro do PVT em Salvador, uma das capitais que mais salvou vidas no trânsito”, afirma Antônio Meira Junior, diretor da Abramet. Segundo ele, a entidade tem dialogado com o governo federal e parlamentares da comissão especial para apresentar dados estatísticos e científicos que serão decisivos para uma visão mais clara do problema. Meira enfatiza que o CTB pode ser aperfeiçoado, mas que não se pode desconsiderar que seu impacto é sobre a vida humana.

O PVT estabeleceu como meta reduzir em 50% a incidência de óbitos por acidentes de trânsito até 2020 – implantado em 26 capitais e 26 municípios, o projeto alcança 50,6 milhões de pessoas. Dados do Ministério da Saúde indicam que nas capitais mais atuantes houve redução acima de 40%: Aracaju, 55,8%; Porto Velho, de 52,0%; São Paulo, de 46,7; Belo Horizonte, de 44,7; Salvador, de 42,7%; e Maceió (de 41,9%).

Especialistas brasileiros defendem que os critérios emanados pela ONU continuem ancorando ações e políticas públicas no Brasil. A instituição definiu o conjunto de 11 fatores de risco à segurança no trânsito mais importantes: o não uso do cinto de segurança; o não uso de capacete; o não uso de dispositivos para transporte de crianças; consumo de bebida alcoólica;  excesso de velocidade; baixa visibilidade; condições médicas; medicamentos que afetam a condução segura;  fadiga; uso de estupefacientes e substâncias psicotrópicas e psicoativa; telefones celulares; e outros produtos eletrônicos e dispositivos de mensagens de texto.

Os fatores de risco, entre eles a saúde do motorista, foram amplamente discutidos no XIII Congresso de Medicina do Tráfego, realizado pela Abramet e instituições parceiras em Brasília, dias atrás. Análise da entidade sobre dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) mostrou um cenário alarmante: nos últimos cinco anos, ao menos 250 mil acidentes em rodovias brasileiras foram motivados pela condição de saúde dos motoristas. No mesmo período, foram registradas ao menos 12,5 mil vítimas de acidentes fatais.

O levantamento da PRF também demonstrou que, durante o primeiro semestre de 2019, metade dos acidentes com vítimas pode estar relacionada com a saúde física e mental dos motoristas. O mapeamento aponta a falta de atenção à condução, ingestão de álcool e sonolência ao volante entre as dez principais causas de acidentes. No primeiro semestre de 2019, foram registrados 11.736 casos de acidentes decorrentes da falta de atenção; 2.568 casos por ingestão de álcool e 1.182 casos por sono ao volante. Nos últimos cinco anos, 1.788 pessoas morreram após o condutor ter dormido ao volante e outras 19.450 ficaram feridas.

Instalada a comissão especial que mudará o Código Brasileiro de Trânsito e dirigentes da Abramet acompanham sessão

A Câmara dos Deputados instalou nesta terça-feira (17) a comissão especial que apreciará o projeto de lei 3267/2019, que propõe alterações no Código Brasileiro de Trânsito (CBT]. Formado por 34 deputados titulares e 34 suplentes, o colegiado será conduzido pelos integrantes da chapa oficial apresentada após acordo entre os partidos e eleita por 20 votos favoráveis. O deputado Luiz Carlos Motta (PL-SP) foi eleito presidente; o deputado Leur Lomanto Junior (DEM-BA), primeiro vice-presidente; o deputado Hugo Leal (PSD-RJ), segundo vice-presidente e o deputado Lucas Gonzalez (NOVO-MG), terceiro vice-presidente. O deputado Juscelino Filho (DEM-MA) foi confirmado relator da proposta.

Presidente da Abramet, Juarez Molinari presenciou a sessão em Brasília, acompanhado dos dirigentes Geraldo Guttemberg, que presidiu o XIII Congresso Brasileiro de Medicina de Tráfego, e Allysson Carvalho. Segundo Molinari, o relator apresentará sua proposta de plano de trabalho na próxima reunião da comissão e planeja realizar audiências públicas para colher a contribuição de todos os atores envolvidos no tema.

“O Código já tem 20 anos e é importante aperfeiçoá-lo. Com diálogo aberto e democrático vamos encontrar a melhor forma de aperfeiçoar o projeto e ter um código de trânsito de melhor qualidade”, comentou. O prazo para apresentação de emendas terá início no dia 19 de setembro. O projeto será apreciado em regime de prioridade e terá tramitação terminativa na comissão especial.

“Nós falamos com o presidente da comissão, com o relator e outros integrantes. Queremos ser vitoriosos de uma melhoria no trânsito brasileiro”, afirmou Molinari. Ele afirmou que a Abramet abriu diálogo com diversos parlamentares da comissão especial e estará permanentemente presente nas sessões. O presidente da entidade informou que vai insistir em uma audiência com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, e o ministro da Saúde, Luis Henrique Mandetta.

CAUTELA E DIÁLOGO – Em seu pronunciamento, o deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS), que presidiu a sessão até a eleição dos integrantes da comissão, destacou a presença da delegação da entidade. Cumprimentando o presidente da Abramet, ele anunciou que apresentará requerimento convidando a Associação para audiência pública. “É uma entidade importante, com grande conhecimento do tema”, justificou. Mattos defendeu que seja estudado um ponto de equilíbrio para o prazo de validade da carteira de habilitação. “Cinco (anos) pode ser pouco ou ser demais”, avaliou. Para ele, a questão médica não pode ser menosprezada. “Precisamos de motoristas bem avaliados para dar segurança ao trânsito”.

Durante a sessão inaugural, a maioria dos parlamentares defendeu cuidado com as mudanças, de forma que a modernização do Código de Trânsito Brasileiro não comprometa a segurança do motorista e do trânsito. Para eles, é importante encontrar um ponto de equilíbrio entre esses dois objetivos e avaliar com rigor medidas como as que barateiam o custo da habilitação.

Médico, o deputado Mauro Nazif (PSB-RO) afirmou que o trânsito se tornou um dos principais fatores de impacto sobre a Previdência Social, traduzido em altos índices de óbitos e sequelas ou mutilações. “Nós vamos falar de vida, que é o mais importante”, avisou. O parlamentar apresentou requerimento para a realização de duas audiências públicas: uma delas convida os principais atores envolvidos no tema, como os ministros da Infraestrutura e da Saúde e dirigentes da Abramet, entre outros.

“Essa é a proposta mais irresponsável que já recebemos aqui. A vida não tem custo”, afirmou o deputado Mauro Lopes (MDB-MG), para quem a proposta teria de passar pelo plenário da Câmara dos Deputados. “Todos os deputados têm o direito de participar”.

O deputado Bacelar (PODE-BA) criticou posicionamento do governo federal que, segundo ele, estaria buscando soluções fáceis para questões difíceis. “Imagina o que é o presidente da República ir à televisão dizer que não precisa de autoescola, não precisa de clínica médica, que chega a qualquer médico e o médico atesta se a pessoa pode dirigir ou não, esquecendo os avanços da medicina de transito no Brasil”, comentou.

“Depois que morre a gente enterra”, alertou a deputada Cristiane Yared (PL-PR), defendendo rigor na apreciação do projeto de lei. Para ela, a flexibilização das regras pode levar ao aumento na incidência de acidentes de trânsito com vítimas fatais e sequelas. Lembrando ter perdido um filho em acidente fatal, a deputada defendeu responsabilidade e diálogo.

Problemas de saúde de motoristas contribuem para acidentes em estradas

(Divulgação/ Corpo de Bombeiros do DFl)

Em cinco anos 250 mil acidentes foram registrados em rodovias federais

Problemas relacionados à saúde dos motoristas contribuíram para a ocorrência de cerca de 250 mil acidentes de trânsitos registrados em rodovias federais entre janeiro de 2014 e junho de 2019. A conclusão é da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), a partir de dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Segundo os especialistas da associação, as ocorrências deixaram um saldo de 12.449 mortos e 208.716 feridos. De acordo com a pesquisa, doenças orgânicas dos motoristas são responsáveis por cerca de 12% do total de acidentes de trânsito fatais. Como não foram contabilizados os casos registrados nos centros urbanos e rodovias estaduais, os números representam apenas uma mostra dos acidentes de trânsito cuja causa está, de certa forma, relacionada ao quadro geral de saúde dos condutores.

De acordo com o diretor da Abramet e membro da Câmara Técnica do Conselho Federal de Medicina (CFM), Antonio Meira Júnior, as seis principais causas de acidentes nas rodovias federais – falta de atenção; ingestão de álcool; sono ao volante; mal súbito; visão restrita ou ingestão de substâncias psicoativas – estão, em maior ou menor grau, relacionadas a problemas de saúde dos motoristas.

O diretor da Associação Brasileira de Medicina de Trafego, Antonio Meira Junior, critica mudançasno Código de Transito Brasileiro – Antonio Cruz/Agência Brasil

“A maioria dos acidentes não é incidental. Eles não acontecem por acaso e, na grande maioria, são passíveis de ser prevenidos. E uma das formas mais eficazes de prevenção é a realização periódica do exame de aptidão física e mental por um médico de tráfego apto a avaliar se o condutor tem alguma doença que possa influenciar na direção”, disse Meira ao apresentar o resultado da análise da base de dados da PRF.

Ainda segundo Meira, motoristas com doenças cardiovasculares, diabetes e epilepsia são os que mais devem estar atentos a eventuais prejuízos à capacidade de dirigir. Para a Abramet, as implicações dessas doenças podem comprometer a visão e a capacidade de prestar atenção, além de, eventualmente, provocarem comprometimento motor ou do raciocínio, além de distúrbios de sono.

Avaliação médica

A divulgação dos números reforça os argumentos da Abramet e de outras entidades, como a Associação Brasileira de Psicologia de Tráfego, o Fórum Nacional dos Conselhos Estaduais de Trânsito (Focotran) e a Associação Nacional dos Detrans (And), quanto à importância da adequada e periódica avaliação médica dos motoristas e de candidatos a obtenção de novas Carteiras Nacional de Habilitação (CNH).

“A realização do Exame de Aptidão Física e Mental é importante, pois caso o condutor tenha alguma comorbidade que possa prejudicar [sua capacidade de dirigir um veículo], o médico especialista em medicina de tráfego poderá diagnosticar sua inaptidão temporária ou definitiva para dirigir”, acrescentou Meira.

Ele criticou o Projeto de Lei 3.267/2019, que propõe várias mudanças no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), como a ampliação da validade do Exame de Aptidão Física e Mental dos atuais cinco anos para dez anos e de três anos para cinco no caso de condutores com mais de 65 anos de idade. O projeto de autoria do Poder Executivo também propõe elevar o limite de pontos para a suspensão da CNH dos atuais 20 pontos anuais para 40 pontos e extingue a cobrança de multa para quem transporta crianças fora da cadeirinha.

“Achamos que a aprovação do projeto pode aumentar as tragédias no trânsito. Por isso, estamos colaborando com o Poder Público com estudos e com dados científicos. Na medicina não trabalhamos com achismos. É tudo baseado em evidências científicas”, disse Meira, assegurando que pesquisas apontam a importância do exame de aptidão.

De acordo ainda com Meira, os dados revelam que a obrigatoriedade do uso da cadeirinha para crianças no banco traseiro dos veículos ajudou a reduzir o número de crianças mortas em acidentes.

Segundo o presidente da Abramet, Juarez Monteiro Molinari, representantes de várias entidades ligadas à Medicina do Tráfego estão percorrendo a Esplanada dos Ministérios e o Congresso Nacional para tentar sensibilizar o governo e parlamentares sobre o que classifica como “aspectos eleitoreiros” do projeto de lei.

“Já tivemos audiências com os ministérios da Saúde, da Previdência Social, da Infraestrutura e com membros de comissões parlamentares e apresentamos diversas estatísticas. Não somos contra a desburocratização dos procedimentos de obtenção da CNH, mas entendemos que, em primeiro lugar, está a vida dos cidadãos e com a redução dos índices de acidentes. Acidentes que vitimam principalmente jovens de 18 a 30 anos e causam prejuízos ao Sistema Único de Saúde [SUS] e para a Previdência Social”.

Molinari rebateu os argumentos de que o aumento do prazo de validade do exame médico é uma resposta para a demanda pelo barateamento dos custos de obtenção da CNH. “Essa redução de custo não traz benefícios para a comunidade. O custo do exame médico não chega a 5% do valor total da CNH. Há muitas outras coisas que a encarecem. Ampliar a validade do exame para dez anos é até compreensível para jovens até os 30 anos, mas, acima disso, é recomendável a revisão periódica.”

 

Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2019-09/problemas-de-saude-de-motoristas-contribuem-para-acidentes-em-estradas

Deputados federais recebem apelo da Abramet sobre PL que pretende flexibilizar regras do Código de Trânsito

Deputados que integram a Comissão de Viação e Transportes (CVT) da Câmara Federal receberam, nesta semana, diretores da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), que pediram apoio para impedir a flexibilização do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). O objetivo do encontro foi esclarecer aos parlamentares os pontos controversos do Projeto de Lei nº 3.267/2019, encaminhado pela Presidência da República, e que aguarda a instalação de uma Comissão Especial para ser analisado.

A decisão de fazer o apelo foi tomada como resultado do compromisso institucional de defesa da especialidade e do bem-estar da população. Além do presidente da CVT, Eli Corrêa Filho (DEM/SP), os representantes da Abramet conversaram longamente com os titulares Hugo Leal (PSD/RJ) e Chirstiane Yared (PL/PR), que se demonstraram sensíveis aos argumentos e informações apresentadas pelos médicos.

Na ocasião, três ex-presidentes da Abramet – José Montal, Flavio Adura e Fabio Racy –, juntamente com o presidente eleito para a gestão 2020-2021, Antonio Meira Júnior, reiteraram, por exemplo, a importância da obrigação da renovação da carteira a cada cinco anos. “Por meio desse exame é possível verificar inaptidão temporária ou definitiva, física ou mental, de quem tem doenças que podem interferir na segurança do trânsito”, destacou Meira Júnior.

Também defenderam a necessidade de que os exames de aptidão física e mental para motoristas e candidatos à Carteira Nacional de Habilitação (CNH) sejam realizados em locais de atividade médica exclusivos para esse tipo de procedimento. “Se esse projeto for aprovado do jeito que está, podemos ter uma tragédia”, asseverou Fabio Racy.

“Na medicina, e na medicina do tráfego, trabalhamos com evidências científicas e não com achismos. Esse projeto, que vai na contramão da vida, certamente aumentará o número de acidentes e, consequentemente, o saldo de mortes e feridos no trânsito brasileiro”, completou José Montal.

Conquistas de décadas – Na mesma tônica que os colegas de diretoria, Flavio Adura enfatizou a importância de manter em vigor conquistas que transformaram o trânsito no Brasil e no mundo ao longo dos anos. Ele lembrou, por exemplo, que em 2019 é celebrado o aniversário de 60 anos da invenção do cinto de segurança pelo engenheiro sueco Nils Bohlin.

“Muita gente, sem saber, deve sua vida a este inventor. Sem saber, deve sua vida a projetos que se transformam em leis, como os de autoria dos nobres deputados Hugo Leal, Christiane Yared e Eli Corrêa. Do mesmo modo, sem saber, muita gente também deve sua vida às Diretrizes da Abramet, que fundamentaram a Lei Seca, a Lei das Cadeirinhas, e tantas outras”, destacou.

Na oportunidade, Adura também defendeu junto aos parlamentares que o Exame de Aptidão Física e Mental seja realizado pelo especialista de Medicina de Tráfego. Por meio da Medicina de Tráfego, os médicos que realizam o Exame têm a oportunidade de promover a saúde e a segurança no trânsito, sendo sistematicamente disponibilizados conceitos fundamentais para sua execução, embasados nos consensos e nas diretrizes da especialidade”, disse.

Para ele, é imprescindível ainda que se leve em conta “o conhecimento científico para controlar os fatores de risco que podem interferir na saúde do condutor e que também é tão importante para a inserção segura de pessoas com deficiência no trânsito”, finalizou.

Fonte: http://www.abramet.com.br/noticias/deputados-federais-recebem-apelo-abramet-pl-pretende-flexibilizar-regras-codigo-transito-brasileiro/

Ações da Abramet em defesa do Código Brasileiro de Trânsito têm ampla repercussão na imprensa

A cartilha “Medicina de Tráfego:  transporte seguro de crianças em veículos automotores”, em conjunto com outras ações recentemente capitaneadas pela Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet), conquistou amplo destaque em importantes veículos da imprensa brasileira. Apenas entre os meses de maio e julho deste ano, quase 600 reportagens em TVs, rádios, jornais, revistas e veículos online reproduziram dados e informações sobre acidentes de trânsito, a partir da perspectiva dos especialistas da medicina de tráfego.

A publicação, elaborada em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), reforça critérios cientificamente comprovados sobre segurança no trânsito, em contraposição a itens do Projeto de Lei nº 3.267/2019, que prevê, por exemplo, o fim das penalidades aos condutores que deixarem de usar as cadeirinhas e outros dispositivos de segurança.

Em reportagem exibida pelo Jornal Nacional, da TV Globo, por exemplo, o diretor de Relações com Federadas da Abramet, Antônio Meira Júnior, defendeu a utilização das cadeirinhas como política pública de segurança. Para amparar seu discurso, o especialista citou levantamento elaborado em parceria com o CFM, que demonstra em números como a obrigatoriedade do uso do equipamento ajudou a reduzir os indicadores de morbidade e mortalidadeentre crianças de zero a nove anos de idade.

Em sua avaliação, o médico ressaltou que a maioria dos países com sucesso na diminuição destes indicadores agiu de forma rígida, estabelecendo punições para os infratores. “Se a pessoa entende que vai ser penalizada com o pagamento de uma multa, ela passa a respeitar com mais seriedade as leis de trânsito. Não é razoável flexibilizar leis instituídas com o objetivo de proteger a vida”, disse.

A cartilha com orientações práticas para ensinar pais e responsáveis sobre a maneira correta de transportar crianças dentro de um carro também foi destaque em matérias da Agência Brasil, Tribuna do Norte, A Gazeta, Diário de Pernambuco, Hoje em Dia e outros periódicos. Nas rádios e televisões, as discussões sobre segurança no trânsito foram repercutidas em veículos como Globo News, Band News FM, Rádio Bandeirantes e CBN.

No Jornal do SBT, o diretor da Abramet ressaltou a importância de o Brasil aprimorar, de maneira técnica, as leis que regulamentam o trânsito, inclusive para contribuir na melhora do Sistema Único de Saúde (SUS). “Se o País avançar na prevenção de acidentes, um número relevante de leitos será disponibilizado para o tratamento de outros agravos. Existe uma margem importante de recursos sendo gastos com problemas evitáveis”, concluiu, em referência ao estudo do CFM sobre o custo dos acidentes de trânsito para o SUS”.  

IMPACTO POLÍTICO – Como reflexo das estratégias políticas e também de comunicação adotadas pela Abramet, as ações pela manutenção de pontos importantes do Código de Trânsito Brasileiro têm mobilizado e sensibilizado as autoridades brasileiras. Durante os últimos meses, diretores da Abramet, acompanhados de técnicos e assessores, percorreram diversos gabinetes pelo Congresso Nacional, em Brasília (DF), para reiterar a importância do zelo pelo transporte seguro das crianças por meio do uso da cadeirinha, bem como da obrigação da renovação da carteira a cada cinco anos.

Além disso, os representantes da entidade apresentaram ao ministro da Economia, Paulo Guedes, dados que atestam o impacto negativo nas áreas da economia e assistência previdenciária que podem surgir caso o Projeto de Lei nº 3.267/2019 seja aprovado pelo Congresso em sua versão original. Os números expostos apontam o alto custo de internações no âmbito do SUS, além da repercussão em pagamento de pensões e licenças de longo prazo.

Entidades divulgam Manifesto em defesa da vida, da saúde e da segurança no trânsito

A Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), a Associação Médica Brasileira (AMB) e o Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgaram o Manifesto em defesa da vida, da saúde e da segurança no trânsito onde expressam sua preocupação com possíveis ajustes no texto da legislação em vigor que, se alterados com base no PL encaminhado, podem ter impacto negativo nos indicadores de morbidade e de mortalidade relacionados a acidentes de trânsito no País. Leia a seguir: 

ALERTA À POPULAÇÃO BRASILEIRA E ÀS AUTORIDADES

Manifesto em defesa da vida, da saúde e da segurança no trânsito

O Congresso Nacional se prepara para discutir o Projeto de Lei nº 3.267/2019, o qual prevê mudanças importantes em diferentes pontos do Código Brasileiro de Trânsito (CBT).

Nesse sentido, a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), a Associação Médica Brasileira (AMB) e o Conselho Federal de Medicina (CFM) expressam sua preocupação com possíveis ajustes no texto da legislação em vigor que, se alterados com base no PL encaminhado, podem ter impacto negativo nos indicadores de morbidade e de mortalidade relacionados a acidentes de trânsito no País.

Ressalte-se que esses agravos representam a segunda maior causa de morte não natural no Brasil, sendo que em oito Estados despontam como trágica liderança. Somente em 2017, o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, registrou 35,3 mil mortes decorrentes de acidentes de transportes terrestres.

No período de 2009 a 2019, estatísticas do Ministério da Saúde acusam ainda a existência de 1.636.878 vítimas graves do tráfego. Desse total, 60% eram pessoas com idades entre 15 e 39 anos e quase 80% do sexo masculino.

Diante desse quadro, que delineia grave problema de saúde pública, solicitamos à população, aos gestores e aos parlamentares que, durante a discussão do PL nº 3.267/2019, os aspectos a seguir sejam considerados, na perspectiva de preservar a segurança de motoristas e pedestres:

  1.  Os exames de aptidão física e mental para motoristas e candidatos à Carteira Nacional de Habilitação (CNH) devem ser realizados em locais de atividade médica exclusivos para esse tipo de procedimento;
  2.  Os motoristas que não zelarem pela vida e pelo transporte seguro de crianças por meio do uso de dispositivo de retenção específicos (cadeirinha, assentos conforto e cintos adequados) devem continuar sofrendo sanções previstas na legislação atual;
  3.  A imparcialidade nas avaliações deve ser mantida, impedindo-se que exames periciais sejam realizados em centros de formação de condutores ou em qualquer outro serviço (público ou privado) onde possam existir interesses em resultados positivos.

Com a observação desses pontos, o País poderá oferecer aos cidadãos o escopo legal e operacional capaz de defender a vida, o bem-estar e a saúde no trânsito.

Brasília, 15 de agosto de 2019.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE MEDICINA DE TRAFEGO

ASSOCIAÇÃO MÉDICA BRASILEIRA

CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA

Parlamentares são sensibilizados pela Abramet sobre riscos do PL que muda regras do Código de Trânsito Brasileiro

Mais um grupo de parlamentares foi abordado pela Associação Brasileira de Medicina de Trafego (Abramet) nesta semana, em nova tentativa de conquistar apoio para impedir mudanças no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) que coloquem em risco conquistas e avanços alcançados ao longo dos últimos anos.

Desta vez, além de levar o assunto à pauta do Instituto Brasil de Medicina (IBDM), entidade de apoio à Frente Parlamentar da Medicina, as reuniões aconteceram com os deputados federais Dr. Frederico (Patriota-MG), Hiran Gonçalves (PP-RR), Juscelino Filho (DEM-MA), Leur Lomanto Júnior (DEM-BA), Luizinho (PP-RJ), Mauro Lopes (MB-MG) e Mauro Nazif (PSB-RO).

Na terça-feira (13), diretores da entidade, acompanhados de técnicos e assessores, percorreram gabinetes na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF), onde conversaram com os políticos sobre o texto do Projeto de Lei nº 3.267/2019, encaminhado pela Presidência da República, e que aguarda a instalação de uma Comissão Especial para ter sua etapa de análise iniciada.

Nas reuniões, entre outros pontos, a Abramet reiterou a importância da obrigação da renovação da carteira a cada cinco anos e a necessidade de que os exames de aptidão física e mental para motoristas e candidatos à Carteira Nacional de Habilitação (CNH) sejam realizados em locais de atividade médica exclusivos para esse tipo de procedimento.

Também defenderam a manutenção de penalidades e multas aos motoristas que não zelarem pela vida e pelo transporte seguro das crianças por meio do uso de dispositivo de retenção específicos (cadeirinha, assentos conforto e cintos adequados).

“Como representante dos médicos especializados em Medicina de Trafego, a Abramet se compromete a se manter firme nessa cruzada para defender questões de alta relevância para os brasileiros e para os profissionais que atuam na área. Esse é nosso dever”, disse Antônio Meira Júnior, diretor de Relações com Federadas.

Agenda Parlamentar – Na quarta-feira (14), Meira Júnior, acompanhado do presidente da Associação Mineira de Medicina de Trafego (Ammetra), Arilson Carvalho Júnior, participou ainda do lançamento da Agenda Parlamentar da Saúde Responsável, que elenca as proposições de interesse dos médicos em tramitação no Congresso Nacional.

Elaborada pela Comissão de Assuntos Políticos do Conselho Federal de Medicina (CFM), a publicação traz o número da proposição, autor, relator e onde está tramitando (nas comissões ou no plenário de uma das casas do Legislativo Federal), além da posição do movimento médico, se é favorável ou contrário à proposta.

“Esse monitoramento do cenário político e a rotina de corpo-a-corpo serão mantidos, sempre na expectativa de conquistar apoio aos argumentos apresentados pelos médicos”, enfatizou Carvalho Júnior.

Fonte: https://www.abramet.com.br/index.php?nav=home/storage/9/80/9c/abramet6/public_html/parlamentares-sensibilizados-abramet-riscos-pl-codigo-transito-brasileiro

Abramet apresenta ao ministro Paulo Guedes impactos dos acidentes de trânsito para a economia do Brasil

Ministro Paulo Guedes (esquerda), Dr. Arilson Carvalho Júnior (centro) e Dr. Antônio Meira Júnior (direita)

Argumentos que comprovam o impacto negativo dos pontos de vista econômico e previdenciário que podem surgir caso o Projeto de Lei nº 3.267/2019, que altera o Código de Trânsito Brasileiro, seja aprovado pelo Congresso em sua versão original foram apresentados ao ministro da Economia, Paulo Guedes, durante reunião na quarta-feira (15). Diretores da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) estiveram no gabinete do ministro, em Brasília (DF), e levaram dados que apontam o alto custo de internações no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), além da repercussão em pagamento de pensões e licenças de longo prazo.

“O ministro ficou impressionado com os números e se comprometeu analisar a questão em profundidade. Ele ficou sensibilizado diante do peso das mudanças propostas para as finanças do País, sobretudo com o passar dos anos. O fato de nossa entidade ter caráter científico, sem qualquer característica sindical ou corporativista, facilitou o diálogo que, esperamos, se desdobrará em outras oportunidades”, disse o presidente da Associação Mineira de Medicina de Trafego (Ammetra), Arilson Carvalho Júnior.

Segundo o diretor de Relações com Federadas da Abramet, Antônio Meira Júnior, o encontro com Paulo Guedes deixou uma impressão positiva. “O ministro se mostrou um homem simples, objetivo e extremamente preparado. Seu interesse em recolocar o País nos trilhos do desenvolvimento certamente levará em conta as considerações que lhe foram entregues”, pontuou.

Despesas – Pelas informações apresentadas pelos representantes da medicina de Tráfego, estima-se que as consequências dos acidentes de trânsito respondam por uma despesa de aproximadamente R$ 25,6 bilhões nas contas da Previdência Social, num intervalo de 10 anos. “Além desse gasto, no mesmo período outros R$ 3 bilhões foram destinados ao custeio de internações e tratamentos de pacientes vítimas de colisões”, pontou Carvalho Júnior.

Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), também apresentados ao ministro, indicam que, em média, cada acidente custa à sociedade brasileira R$ 72,7 mil, sendo que um acidente envolvendo vítima fatal tem um custo médio de R$ 647 mil. Outro dado alarmante, também do Ipea, mostra que, em uma estimativa conservadora, os acidentes em rodovias e em áreas urbanas custam aos brasileiros cerca de R$ 50 bilhões por ano.

Além destas informações, os especialistas apresentaram ainda estudos que revelam o impacto das tragédias no Produto Interno Bruto (PIB). Pesquisa da Escola Nacional de Seguros mostrou que as regras do Código de Trânsito Brasileiro evitaram uma perda de produto estimada em R$ 61 bilhões no período 1998-2004. Já a Organização Mundial da Saúde (OMS), em análise mais recente, revelou que os acidentes de trânsito custam à maioria dos países 3% de seu PIB.

Discussão – A visita ao ministro da Economia acontece no momento que o Congresso Nacional se prepara para iniciar as discussões em torno do Projeto de Lei nº 3.267/2019, encaminhado pela Presidência da República, que prevê mudanças importantes em diferentes pontos do Código de Trânsito Brasileiro.

“Entende-se que propostas que visem o aperfeiçoamento de regras estabelecidas são necessárias e oportunas, desde que mantenham conquistas e avanços alcançados ao longo dos anos. Não podemos concordar que os ajustes permitam retrocessos que ameacem a vida e o bem-estar da população, assim como tragam prejuízos econômicos para o País”, disse Meira Júnior.

Fonte: https://www.abramet.com.br/index.php?nav=home/storage/9/80/9c/abramet6/public_html/abramet-apresenta-ministro-paulo-guedes-impactos-acidentes-transito-economia-brasil