III Jornada Baiana de Medicina de Tráfego – Lançamento do Protocolo com presença do Presidente do DENATRAN

Na última sexta-feira (11), teve início a III Jornada Baiana de Medicina de Tráfego, na Bahia. O evento contou com a presença do Presidente da ABRAMET, Dr. Juarez Molinari, o Presidente da ABRAMET-BA, Dr. Antonio Meira Junior e a presença do Presidente do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), Dr. Maurício Alves Pereira.

Na ocasião, foi lançado o Protocolo de Normas Regulamentares para a atuação do Médico de Tráfego no Processo de Habilitação de Condutores e Candidatos a Condutores com Deficiência Física (Mobilidade Reduzida).
Também estiveram presentes o Detran Bahia, o Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (CREMEB), a Associação Médica Brasileira (AMB) e o Conselho Federal de Medicina (CFM).
A Jornada teve continuação no sábado (12/5), das 08h00 às 18h00.

Fotos: Alonso Photos

Conselho Federal de Medicina apoia o Movimento Maio Amarelo

Série de peças fazem parte de uma ação coordenada para colocar em pauta o tema segurança viária

O Conselho Federal de Medicina (CFM) é um dos parceiros do Movimento Maio Amarelo, que nasce com a proposta de chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortes e feridos no trânsito em todo o mundo.

A parceria foi estabelecida por meio da Câmara Técnica (CT) de Medicina do Tráfego da autarquia, que trabalha com os principais temas da especialidade e nesta ação está voltada à conscientização da sociedade para redução de acidentes de trânsito.

A Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) – que representa a especialidade no País – é outra importante parceira dessa iniciativa.

Antonio Meira Júnior, diretor da Abramet e membro da Câmara Técnica do CFM, destaca que mais de 90% dos acidentes de trânsito têm como causa o fator humano. “Então, não ocorrem por acaso. Nós conhecemos as causas e a maioria é passível de prevenção, como obedecer às normas de trânsito e álcool zero para uma dirigibilidade segura”, explica.

A mensagem da Abramet é – diz Meira – destacar a importância da prevenção e da conscientização. “Só conseguiremos diminuir essas tragédias com melhorias no setor saúde e de educação, fiscalização com diminuição da impunidade, e conscientização permanente”.

Assim, para chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortes e feridos no trânsito em todo o mundo, o CFM e a Abramet publicarão, em seus veículos de comunicação institucional e redes sociais, uma série de peças e textos alusivos ao tema. As peças, que começaram a ser veiculadas essa semana, destacam a importância da alcoolemia zero para uma dirigibilidade segura, e abordam temas como o uso correto do capacete, o risco da distração provocada pelo uso do celular no trânsito, segurança das crianças e gestantes, e atenção aos pedestres.

Números – Segundo dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, em 2016, os acidentes de transporte foram a segunda principal causa de morte não-natural (causas externas) no País. Esse tipo de acidente concentra 25% de todas as mortes por causas externas, ficando atrás apenas das agressões (que inclui homicídios e lesões infligidas por outra pessoa, por exemplo).

O estudo por Estados, no entanto, permite ver que, em alguns, como Tocantins, Piauí, São Paulo e Santa Catarina, as mortes no trânsito superam as mortes por agressões.

Para o coordenador da CT de Medicina do Tráfego do CFM, José Fernando Maia Vinagre, esses números mostram que os acidentes de trânsito constituem um grave problema de saúde pública.

A presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – SBOT, Patrícia Fucs, também anunciou essa semana que a entidade que dirige apoia a campanha. Ela disse que, “como responsáveis pelo atendimento de dezenas de milhares de vítimas de acidentes de trânsito, os ortopedistas brasileiros lembram que o trânsito mata no mundo, uma pessoa a cada 30 segundos, um total anual de 1,2 milhões de vítimas, segundo a Organização Mundial da Saúde”.

O Movimento – O objetivo do movimento é uma ação coordenada entre o Poder Público e a sociedade civil para colocar em pauta o tema segurança viária e mobilizar toda a sociedade, envolvendo os mais diversos segmentos: órgãos de governos, empresas, entidades de classe, associações, federações e sociedade civil organizada para discutir o tema e engajar-se em ações, propagar o conhecimento, e abordar toda a amplitude que a questão do trânsito exige, nas mais diferentes esferas.

A Assembleia-Geral das Nações Unidas editou, em março de 2010, uma resolução definindo o período de 2011 a 2020 como a “Década de Ações para a Segurança no Trânsito”. O documento foi elaborado com base em um estudo da OMS (Organização Mundial da Saúde) que contabilizou, em 2009, cerca de 1,3 milhão de mortes por acidente de trânsito em 178 países. Aproximadamente 50 milhões de pessoas sobreviveram com sequelas.

Segundo a organização, são três mil vidas perdidas por dia nas estradas e ruas ou a nona maior causa de mortes no mundo. Os acidentes de trânsito são o primeiro responsável por mortes na faixa de 15 a 29 anos de idade; o segundo, na faixa de 5 a 14 anos; e o terceiro, na faixa de 30 a 44 anos. Atualmente, esses acidentes já representam um custo de US$ 518 bilhões por ano ou um percentual entre 1% e 3% do PIB (Produto Interno Bruto) de cada país.

Se nada for feito, a OMS estima que 1,9 milhão de pessoas devem morrer no trânsito em 2020 (passando para a quinta maior causa de mortalidade) e 2,4 milhões, em 2030. Nesse período, entre 20 milhões e 50 milhões de pessoas sobreviverão aos acidentes a cada ano com traumatismos e ferimentos. A intenção da ONU com a “Década de Ação para a Segurança no Trânsito” é poupar, por meio de planos nacionais, regionais e mundial, cinco milhões de vidas até 2020.

Participe! Conheça as peças, baixe e compartilhe nas redes sociais e WhatsApp:

Peça 1
Peça 2
Peça 3
Peça 4
Peça 5
Peça 6
Peça 7

Saiba mais: https://www.maioamarelo.com/

MAIO AMARELO – #NÓSSOMOSOTRÂNSITO

Para chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortes e feridos no trânsito em todo o mundo, a AMB alia-se ao CFM e a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) divulgando em seus veículos de comunicação institucional e redes sociais, peças alusivas ao tema.

As peças destacam a importância da alcoolemia zero para uma dirigibilidade segura, e abordam temas como o uso correto do capacete, o risco da distração provocada pelo uso do celular no trânsito, segurança das crianças e gestantes, e atenção aos pedestres.

Antonio Meira Júnior, diretor da Abramet e membro da Câmara Técnica do CFM, destaca que mais de 90% dos acidentes de trânsito têm como causa o fator humano. “Então, não ocorrem por acaso. Nós conhecemos as causas e a maioria é passível de prevenção, como obedecer às normas de trânsito e álcool zero para uma dirigibilidade segura”, explica.

A mensagem da Abramet é – diz Meira – destacar a importância da prevenção e da conscientização. “Só conseguiremos diminuir essas tragédias com melhorias no setor saúde e de educação, fiscalização com diminuição da impunidade, e conscientização permanente”.

O objetivo do movimento é uma ação coordenada entre o Poder Público e a sociedade civil para colocar em pauta o tema segurança viária e mobilizar toda a sociedade, envolvendo os mais diversos segmentos: órgãos de governos, empresas, entidades de classe, associações, federações e sociedade civil organizada para discutir o tema e engajar-se em ações, propagar o conhecimento, e abordar toda a amplitude que a questão do trânsito exige, nas mais diferentes esferas.

A Assembleia-Geral das Nações Unidas editou, em março de 2010, uma resolução definindo o período de 2011 a 2020 como a “Década de Ações para a Segurança no Trânsito”. O documento foi elaborado com base em um estudo da OMS (Organização Mundial da Saúde) que contabilizou, em 2009, cerca de 1,3 milhão de mortes por acidente de trânsito em 178 países. Aproximadamente 50 milhões de pessoas sobreviveram com sequelas.

Segundo a organização, são três mil vidas perdidas por dia nas estradas e ruas ou a nona maior causa de mortes no mundo. Os acidentes de trânsito são o primeiro responsável por mortes na faixa de 15 a 29 anos de idade; o segundo, na faixa de 5 a 14 anos; e o terceiro, na faixa de 30 a 44 anos. Atualmente, esses acidentes já representam um custo de US$ 518 bilhões por ano ou um percentual entre 1% e 3% do PIB (Produto Interno Bruto) de cada país.

Se nada for feito, a OMS estima que 1,9 milhão de pessoas devem morrer no trânsito em 2020 (passando para a quinta maior causa de mortalidade) e 2,4 milhões, em 2030. Nesse período, entre 20 milhões e 50 milhões de pessoas sobreviverão aos acidentes a cada ano com traumatismos e ferimentos. A intenção da ONU com a “Década de Ação para a Segurança no Trânsito” é poupar, por meio de planos nacionais, regionais e mundial, cinco milhões de vidas até 2020.

28 MAIO ABRAMET, AMB E CFM APOIAM O MOVIMENTO MAIO AMARELO

Para chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortes e feridos no trânsito em todo o mundo, a ABRAMET (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego), a AMB (Associação Médica Brasileira) e o CFM (Conselho Federal de Medicina) apoiam o Movimento Maio Amarelo.

As peças da campanha destacam a importância da alcoolemia zero para uma dirigibilidade segura, e abordam temas como o uso correto do capacete, o risco da distração provocada pelo uso do celular no trânsito, segurança das crianças e gestantes, e atenção aos pedestres.

Antonio Meira Júnior, diretor da Abramet e membro da Câmara Técnica do CFM, destaca que mais de 90% dos acidentes de trânsito têm como causa o fator humano. “Então, não ocorrem por acaso. Nós conhecemos as causas e a maioria é passível de prevenção, como obedecer às normas de trânsito e álcool zero para uma dirigibilidade segura”, explica.

A mensagem da Abramet é – diz Meira – destacar a importância da prevenção e da conscientização. “Só conseguiremos diminuir essas tragédias com melhorias no setor saúde e de educação, fiscalização com diminuição da impunidade, e conscientização permanente”.

O objetivo do movimento é uma ação coordenada entre o Poder Público e a sociedade civil para colocar em pauta o tema segurança viária e mobilizar toda a sociedade, envolvendo os mais diversos segmentos: órgãos de governos, empresas, entidades de classe, associações, federações e sociedade civil organizada para discutir o tema e engajar-se em ações, propagar o conhecimento, e abordar toda a amplitude que a questão do trânsito exige, nas mais diferentes esferas.

MANIFESTO da SBTox sobre os exames toxicológicos de ‘larga janela de detecção” para a aquisição ou renovação da habilitação de motoristas das categorias C. D e E.

A 15 de Maio de 2018.

MANIFESTO

Em maio de 2014, a Sociedade Brasileira de Toxicologia (SBTox) veio a público manifestar-se contra a Resolução 460/2013, que incluía exames toxicológicos de ‘larga janela de detecção’, ou seja, análises em cabelo, pelos ou unhas, para a pesquisa de drogas como obrigatoriedade na aquisição ou renovação da habilitação de motoristas das categorias C. D e E. Na ocasião, foram apresentados em documento, diversos argumentos justificando nossa contrariedade, sendo o principal o fato de que não há nenhuma evidência científica de que a obrigatoriedade da realização do exame toxicológico de ‘larga janela de detecção’ na habilitação e renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) tenha impacto na redução de acidentes de trânsito. De fato, o Brasil é o único país do mundo que adota este tipo de medida como parte de uma política pública que visa a redução de acidentes de trânsito. Em adição ao uso de etilômetro, Estados Unidos, Austrália e países da Europa tem monitorado o uso de substâncias psicoativas por motoristas através da coleta e análise de amostras que informam uso recente, como o fluido oral e o sangue, de forma randômica ou quando se há suspeita de uso [1-5]. Na época, o manifesto da SBTox recebeu o apoio de diversas sociedades científicas, conselhos de classe profissional e outras associações.

Em março de 2015, o que era Resolução se tornou Lei Federal (Lei 13.103/2015) e os exames toxicológicos obrigatórios passaram a ser realizados em todo país no começo do ano seguinte (2016) para motoristas que possuem CNH das categorias C, D e E. Dados do DENATRAN, de março de 2016 a junho de 2017 apontam que, neste período, 1.868.907 exames toxicológicos foram realizados, sendo que 29.522 (1,58%) foram positivos. Os dados de prevalência de substâncias específicas detectadas nestas amostras não foram informados. Apesar de ser considerado exame de ‘larga janela de detecção’, o índice de resultados positivos mostrou ser bem menor que os índices encontrados em estudos científicos prévios, nos quais amostras de urina e fluido oral (que demonstram exposição recente) foram coletadas de forma randômica de motoristas de caminhão. O índice de resultados positivos para canabinoides (maconha), cocaína e anfetaminas foram de 5,2% [6] e 9,3% [7] quando analisadas amostras de fluido oral e 8,1% quando analisadas amostras de urina [8].

Os apoiadores da aplicação do exame toxicológico ‘de larga janela de detecção’ cunharam o termo ‘positividade escondida’ para explicar o relativo baixo índice de resultados positivos encontrados até o momento. Alegam que muitos motoristas com CNH das categorias C, D e E, que seriam usuários de drogas ilícitas, teriam migrado para as categorias A e B para não serem detectados no exame [4]. Contudo, não é possível comprovar esta afirmação, e o mais plausível é que estes motoristas tenham solicitado alteração de categoria simplesmente por não exercerem atividade profissional e não arcarem com as despesas de seu próprio exame toxicológico, que está na ordem de R$200 a R$400. Além disso, essa inferência não é baseada em preceitos científicos que postulam uma metodologia a ser estabelecida no delineamento da pesquisa e que comprovem ou não a hipótese formulada.

Apoiadores do exame também afirmam que a medida teria reduzido em mais de um terço o número de acidentes de trânsito em um período de apenas seis meses após a implantação da lei [9]. Entretanto, não é demonstrada, mais uma vez, a metodologia científica utilizada para se chegar a esta conclusão. De fato, essa observação é altamente improvável, haja vista que países desenvolvidos somente alcançaram significante redução de acidentes de trânsito anos após a adoção de políticas amplas de segurança viária baseada em evidências científicas [10-12].

O exame toxicológico de ‘larga janela de detecção’ é ineficaz para o propósito a que se destina e está sendo altamente custoso para os trabalhadores. Estima-se, até o momento, a movimentação de mais de R$ 500 milhões, que tem saído diretamente do bolso de brasileiros. Levando-se em consideração que existe projeto de lei para estender o exame toxicológico para a obtenção primeira habilitação e para as categorias A e B que exerçam atividade remunerada (taxistas e motociclistas) e para todos os motoristas do país (PL 6187/2016 e PL 2823/2011), podemos observar que a conta poderá ficar ainda mais alta para os brasileiros no futuro.

Obviamente, a questão do uso de substâncias psicoativas, seja álcool ou drogas ilícitas, por motoristas e o consequente risco do aumento de acidentes é de grande preocupação da sociedade em geral e da comunidade científica. Contudo, a SBTox, sociedade científica que reúne os Toxicologistas brasileiros, não pode concordar com procedimento oneroso para o país, sem fundamento científico que comprove sua eficácia e sem qualquer paralelo com políticas públicas bem sucedidas adotadas em outros países. Infelizmente, a atual política de segurança viária brasileira relacionada ao uso de drogas no trânsito trafega na contramão daquelas ensejadas no mundo e está sendo conduzida por interesses espúrios sem que a comunidade científica tenha assento nas discussões. Entendemos que somente a adoção de políticas públicas baseadas em evidências científicas fidedignas é que pode recolocar o Brasil no rumo correto.

 

Atenciosamente,
Sociedade Brasileira de Toxicologia (SBTox)

 

REFERÊNCIAS:

1. Logan B.K., Lowrie K.J., Turri J.L., Yeakel J.K., Limoges J.F., Miles A.K., Scarneo C.E., Kerrigan S., Farrell L.J. Recommendations for toxicological investigation of drug-impaired driving and motor vehicle fatalities. J Anal Toxicol 2013; 37: 552-8.DuPont R.L., Voas R.B., Walsh J.M., Shea C., Talpins S.K., Neil M.M. The need for drugged driving per se laws: a commentary. Traffic Inj Prev 2012; 13: 31-42.

2. Driving Under the Influence of Drugs, Alcohol, and Medicines (DRUID, 2012). TRB 91st Annual Meeting, 2012. Available at: http://www.druid-project.eu/Druid/EN/Dissemination/downloads_and_links/2012_Washington_Brochure.pdf?__blob=publicationFile (acessed 10 March 2015).

3. Musshoff F., Hokamp E.G., Bott U., Madea B. Performance evaluation of on-site oral fluid drug screening devices in normal police procedure in Germany. Forensic Sci Int 2014; 238: 120-4.

4. Gjerde H., Christophersen A.S., Normann P.T., Assum T., Oiestad E.L., Mørland J. Norwegian roadside survey of alcohol and drug use by drivers (2008-2009). Traffic Inj Prev 2013; 14: 443-52.

5. Davey J., Armstrong K., Martin P. Results of the Queensland 2007-2012 roadside drug-testing program: The prevalence of three illicit drugs. Accid Anal Prev 2014; 65: 11-7.

6. Bombana H. S., Gjerde H., Dos Santos M. F., Jamt R. E., Yonamine M., Rohlfs W. J. et al. Prevalence of drugs in oral fluid from truck drivers in Brazilian highways. Forensic Sci Int 2017; 273: 140–3.

7. Leyton V., Sinagawa D. M., Oliveira K. C. B. G., Schmitz W., Andreuccetti G., De Martinis B. S. et al. Amphetamine, cocaine and cannabinoids use among truck drivers on the roads in the State of Sao Paulo, Brazil. Forensic Sci Int 2012; 215: 25–7.

8. Peixe T. S., de Almeida R. M., Girotto E., de Andrade S. M., Mesas A. E. Use of illicit drugs by truck drivers arriving at Paranagua port terminal, Brazil. Traffic Inj Prev 2014; 15: 673–7.

9. Folha de São Paulo. Congresso na ONU avalia política brasileira que salva vidas. São Paulo, 06 de maio de 2018.

10. National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA). Traffic Safety Facts. Washington, DC: US Department of Transportation; 2010. Available at: (accessed 9 June 2017) (Archived at http://www.webcitation.org/6u5PU6PkF on 9 October 2017).

11. Australian Government. Road deaths Australia. Canberra: Department of Infrastructure and Regional Development; 2015. Available at: https://bitre.gov.au/publications/ongoing/road_deaths_australia_monthly_bulletins.aspx (accessed 9 June 2017) (Archived at http://www.webcitation.org/6u5PdulIM on 9 October 2017).12) Eurostat. People killed in road accidents. Luxemburg: European Statistical System; 2015. Available at: http://ec.europa. eu/eurostat/tgm/table.do?tab=table&init=1&plugin=1&language=en&pcode=tsdtr420 (accessed 9 June 2017).

 

Fonte: https://www.sbtox.org/single-post/Manifesto-exame-toxicologico

Detran-BA lança campanha para prevenção de acidentes

Lúcio Gomes, diretor-geral do Detran-BA, fala durante o evento de lançamento da campanha Maio Amarelo

O ano de 2017 teve 3.006 mortes por acidentes de trânsito na Bahia, 12.361 casos causaram invalidez. Na média nacional, o número do último ano foi de uma morte a cada 13 minutos. De 2011 a 2017, foram 343.070 mortes e 2.778.134 inválidos permanentes no País.

Com atenção especial para os motociclistas, envolvidos em cerca de 70% dos acidentes, o Departamento de Trânsito da Bahia (Detran-BA) lançou nesta quarta-feira, 2, a campanha Maio Amarelo, no centro de convenções do Hotel Fiesta (Itaigara).

A campanha, cujo tema é “Eu Sou o Trânsito”, faz parte de uma tentativa internacional, promovida pela Organização das Nações Unidas (ONU), de diminuir os números de mortes no trânsito. Durante todo o mês de maio serão realizadas ações pedagógicas, formativas, educativas, fiscalizatórias e de mobilização social, para maior conscientização nas vias.

O programa Trânsito Cidadão deverá atender a 480 escolas e 83.251 alunos, dos ensinos fundamental e médio. Também estará em destaque a Operação Paz no Trânsito, que realizará ações de fiscalização de condutores e veículos nas vias urbanas e rodovias.

Ações de orientações legais para pedestres e condutores e curso de aperfeiçoamento de motociclistas também estão previstos.

Outro pilar da campanha é o Provítima, implantado há dois anos em Salvador e que oferece apoio jurídico, social e psicológico aos familiares e vítimas de acidentes de trânsito.

Em 2017, os maiores casos de vítimas atendidas englobavam os motociclistas (870) e motoristas (581). Os homens são maioria entre os atendidos pelo Provítima, com 70% de atendidos.

O número de contato do programa é (71) 3033-3849 ou (71) 3022-3849. Quem preferir também pode se dirigir à sede do Provítima, na rua Barro Vermelho, no Rio Vermelho, 32.

De acordo com o diretor-geral do Detran, Lúcio Gomes, na Bahia 60% dos leitos dos hospitais são preenchidos por vítimas de acidentes de trânsito.

Evitáveis

Ele destaca que 95% dos acidentes são considerados evitáveis e ocorrem por conta de um conjunto de fatores, dentre eles o desrespeito às leis de trânsito e irresponsabilidade do condutor.

“O Nordeste concentra 38% do número de mortes e invalidez em acidentes de trânsito, segundo especialistas, pelo grande número de motos e cinquentinhas que circulam na região. As leis de condução e fiscalização estão se tornando mais rígidas, para diminuir esses acidentes”, diz o diretor-geral do Detran na Bahia.

No estado, das indenizações para vítimas de acidentes automobilísticos, 68% são para condutores. Passageiros e pedestres representam 16%, cada, segundo o seguro de danos pessoais causados por veículos automotores de via terrestre (DPVat). Ainda na Bahia, o ciclomotor representa 74% das indenizações.

O presidente da Associação dos Profissionais Mototaxistas de Salvador (APMS), Sirlã Sousa, acredita que o número de acidentes da categoria tem diminuído ao longo do ano, principalmente após a regulamentação do curso de capacitação e situação trabalhista dos mototaxistas, em 2009, e que foi implantada em 2015 na capital baiana.

Capacitação

Hoje, segundo ele, há em Salvador 2.456 profissionais capacitados para exercer a função – e que realizam de maneira eficaz.

“Com certeza, houve uma grande redução do número de acidentes. A capacitação de mototaxistas nos mostrou que não conduzíamos passageiros da maneira correta. Eram muitas ultrapassagens indevidas, muita passagem pelos corredores e falta de uso dos equipamentos de segurança. Acredito que esse número irá diminuir ainda mais, a partir de mais ações de conscientização”, espera Souza.

* Sob a supervisão do jornalista Luiz Lasserre

Fonte: http://atarde.uol.com.br/bahia/noticias/1956603-detranba-lanca-campanha-para-prevencao-de-acidentes?utm_source=facebook.com

Conselho Federal de Medicina – CFM cria a Câmara Técnica de Medicina de Tráfego.

As Câmaras Técnicas são instancias consultivas e de assessoramento do Conselho em áreas específicas do conhecimento médico. São responsáveis, entre outras atividades, pela elaboração de propostas de resolução e o atendimento de consultas técnicas e/ ou políticas encaminhadas.

As Comissões e Câmaras Técnicas, compostas por especialistas ou profissionais da área de atuação, auxiliam a Plenária do CFM, elaboração de pareceres/consultas e publicações, entre outros.

 

CÂMARA TÉCNICA DE MEDICINA DO TRÁFEGO

Nome Entidade Externa
JOSE FERNANDO MAIA VINAGRE
ANTONIO EDSON SOUZA MEIRA JÚNIOR ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE MEDICINA DE TRAFEGO
HIDERALDO LUIS SOUZA CABECA
JORGE RAIMUNDO DE CERQUEIRA E SILVA
JUAREZ MONTEIRO MOLINARI ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE MEDICINA DE TRAFEGO
LOUIS PHILIP MOSES CAMARAO
LUIS FERNANDO GAGLIARDI
MAURO LUIZ DE BRITTO RIBEIRO

Na foto da esquerda para direita:
 
Dr. Hideraldo Luís Souza Cabeça, Dr. Juarez Monteiro Molinari, Dr. Luís Fernando Gagliard; Dr. José Fernando Maia Vinagre, Dr. Antonio Edson Souza Meira Júnior, Dr. Carlos Vital Tavares Corrêa Lima, Dr. Jorge Raimundo de Cerqueira e Silva, Dr. Louis Philip Moses Camarão.

Médicos são capacitados pelo Detran para atender pessoas com deficiência

Neste fim de semana, 60 médicos foram capacitados em Salvador para atuar na Junta Médica Especial do Departamento Estadual de Trânsito da Bahia (Detran-BA). Eles participaram do curso “O Exame de Aptidão Física e Mental da Pessoa com Deficiência”, em uma parceria com a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), com 20 horas de aulas teóricas e práticas sobre as regras do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e da Associação Brasileira de Normas Técnicas (Abnt), realizadas no Centro de Convenções do Hotel Fiesta e na sede do Detran. “Por meio desse curso, vamos reduzir o tempo de espera por perícia médica e compensar a redução no quadro de médicos, em função da aposentadoria de mais de 50% do pessoal”, afirmou o diretor-geral do Detran, Lúcio Gomes.

O presidente da Abramet na Bahia, Antônio Meira, destacou o papel do perito na avaliação de pessoas com deficiência física. “Observamos que 90% das pessoas que procuram o serviço no Detran não apresentam de fato uma deficiência ou incapacidade. Existe uma confusão  com a isenção que garante até 32% de desconto na compra de veículos adaptados. Por isso, o órgão tem tido uma grande demanda. O médico não pode fazer restrições acima daquelas necessárias. Quando negamos o laudo a uma pessoa, estamos permitindo que ela dirija qualquer veículo, não estamos tirando dela o direito de dirigir”.

A parte prática do curso, no Detran, teve a participação de instrutores de autoescolas da capital. Há três anos, Reginaldo Pereira dos Santos trabalha no setor e chama a atenção para o perfil de quem se submete à perícia. “Lidamos diariamente com candidatos que perderam algum membro em um acidente de trânsito e precisam voltar a dirigir. O nosso trabalho é mais psicológico do que técnico, pois eles querem ser reintegrados ao tráfego, mas em outra condição. A pessoa que tem paraplegia, por exemplo, deve dirigir um veículo com câmbio automático, acelerador e freios de mão, além de direção hidráulica”.

Detran e ABRAMET promovem capacitação em perícia médica no feriado

Depois de implantar mutirões para desafogar a grande demanda por perícia médica, o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-BA) promove, neste feriado, em Salvador, o curso de capacitação e treinamento “O Exame de Aptidão Física e Mental da Pessoa com Deficiência”, em parceria com a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet). O curso será ministrado pelos especialistas Flávio Adura e Dirceu Diniz, de acordo com as regras do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e da Associação Brasileira de Normas Técnicas (Abnt).

Os médicos terão aulas teóricas na sexta-feira (8), das 18h30 às 22h30, e no sábado (9), das 8h30 às 18h30, no Centro de Convenções do Hotel Fiesta, localizado no bairro do Itaigara. A aula prática de avaliação pericial será no domingo (10), das 8h30 às 14h30, nas instalações do Detran, na Avenida ACM. Os participantes receberão certificados e estarão aptos a atuar na Junta Médica Especial do departamento.

Senhores candidatos à obtenção do Título de Especialista em Medicina de Tráfego

Ratificamos que a ABRAMET não reconhece qualquer curso de pós-graduação em Medicina de Tráfego como treinamento na área da especialidade, ou seja, nem todos os cursos de pós-graduação em Medicina de Tráfego, ainda que reconhecidos pelo MEC, são aceitos como pré-requisito para inscrição e pontuação curricular para a prova de título. Essa decisão se deve pela proliferação de cursos que, embora sejam reconhecidos pelo MEC, não contemplam as exigências do Programa de Residência Médica em Medicina de Tráfego aprovado pela Comissão Nacional de Residência Médica – CNRM, e muitas vezes sequer têm médicos especialistas em Medicina de Tráfego em seu corpo docente.

Comissão de Provas e Títulos