Sleep Day 2019 – ABRAMET-BA

Resumo do evento SLEEP DAY 2019.

No dia 16 de março de 2019 a ABRAMET, através da ABRAMET-BA promoveu um encontro científico sobre o tema do Sleep Day 2019. Médicos de Tráfego , Otorrinolaringologistas, Geriatras e Especialistas em Sono estiveram reunidos na ABM (Associação Bahiana de Medicina) para tratarem do tema: Sono Envelhecimento e Direção. O evento contou com a presença da SBGG-BA ( Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia – BA) e o apoio do CREMEB e ABM, na pessoa do Presidente Dr. Robson Moura. Na abertura do evento, falou-se da importância do tema, onde infelizmente o sono é o segundo maior causador de mortes no trânsito. O Conselheiro Dr. Jorge Cerqueira esteve representando o CREMEB juntamente com o Conselheiro Dr. Guilherme Lazzari. Foi dada a palavra ao Dr. Jorge Cerqueira, o qual tem uma participação importante na história da fundação da ABRAMET. O mesmo discursou sobre a importância da instituição e sobre os trabalhos relevantes que vem sendo realizados ao longo dos 39 anos de fundação da Associação. O evento contou com palestras sobre o sono. Dr. Amaury Gomes, chefe do departamento de sono da ABRAMET-BA fez uma excelente explanação sobre a fisiologia e distúrbios do sono. O geriatra, Dr. Leonardo Oliva ( Presidente da SBGG-BA), falou sobre a importância do Sono no Envelhecimento. Tivemos ainda a participação de Dr. João Sobrinho, (médico de tráfego e membro da ABRAMET-BA) , Dr. Manoel Edgard ( psiquiatra e médico de tráfego) e Dr. Adriano Isabella ( diretor cientifico da ABRAMET-BA) que falaram sobre os aspectos importantes para avaliação do motorista idoso. Por fim, Dr. Adriano Isabella falou sobre a importância de manter esta campanha ativa, divulgando cada vez mais os perigos de dirigir sobre a influência de sono. Informou ainda que a campanha, sobre coordenação da ABRAMET, terá uma presença marcante ao longo dos meses. Agradeceu a presença de todos envolvidos e conclamou os médicos de tráfego para participarem ativamente de um objetivo comum: Reduzir a Morbimortalidade no Trânsito.

Visita Oficial da ABRAMET ao Ministro Tarcísio Freitas

Reunião com o Ministro da Infraestrutura, Tarcisio Freitas

Nesta terça-feira 12/03/2019 a ABRAMET se reuniu com o Ministro da Infraestrutura, Tarcisio Freitas para tratar dos assuntos referentes às modificações da CNH.
Estiveram presentes o Presidente Juarez Molinari, Diretor Científico Ricardo Hegele, Diretor de Federadas Antônio Meira, Presidente da AMMETRA Arilson Souza, Presidente da ABRAMET DF Geraldo Guttemberg acompanhados do Senador Lasier Martins e Dep.Fed. Mauro Lopes.
Participaram do encontro a equipe técnica do Ministério da Infraestrutura e Diretor do DENATRAN Jerry Adriane Dias Rodrigues. Foi explanado pelo Ministro acerca das intenções, motivos e necessidades das alterações que estão em estudo sobre habilitação e formação de condutores e garantiu-se a participação da ABRAMET nesta etapa técnica do estudo.
A ABRAMET está totalmente mobilizada, com uma grande equipe atuando em Brasília e com equipe de apoio em São Paulo trabalhando junto aos Ministérios e órgãos governamentais e também junto ao Senado e Câmara dos Deputados entregando subsídios técnicos para que as mudanças no ordenamento normativo garantam a segurança e preservem a vida no trânsito e que o trabalho dos profissionais médicos e psicólogos seja reconhecido e valorizado.

A importância do exame de aptidão física e mental

COMUNICADO

A IMPORTÂNCIA DO EXAME DE APTIDÃO FÍSICA E MENTAL

A Medicina de Tráfego é o ramo da ciência médica que trata da manutenção do bem-estar físico, psíquico e social do ser humano que se desloca, qualquer que seja o meio que propicie a sua mobilidade, cuidando também das interações deste deslocamento e dos mecanismos que o propiciam com o homem, visando ao equilíbrio ecológico.

A Medicina de Tráfego, uma das 55 Especialidades Médicas reconhecidas pela Associação Médica Brasileira (AMB), pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM), se propõe a estudar as causas do acidente de tráfego a fim de preveni-lo ou mitigar suas consequências, além de contribuir com subsídios técnicos para a elaboração do ordenamento legal e a modificação do comportamento do usuário do sistema de circulação viária.

Fundada em 1980, a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego – ABRAMET é uma entidade médica sem fins lucrativos, que congrega os especialistas em Medicina de Tráfego (Resolução do Conselho Federal de Medicina – CFM nº. 2.221/2018), desenvolvendo ações, estudos e pesquisas visando à prevenção de acidentes decorrentes da mobilidade humana, procurando evitá-los ou mitigar a dor deles decorrente.

Dentre as ações de vulto realizadas pela ABRAMET, podemos citar:

  • Colaboração com o Poder Público fornecendo subsídios necessários para aplicação de uma legislação adequada e eficiente relativa à segurança de tráfego:

Participação na elaboração da Lei nº 9.503, novo Código de Trânsito Brasileiro – CTB;

Resolução nº 51 do CONTRAN de 21 de maio de 1998;

Resolução nº 80 do CONTRAN de 19 de novembro 1998;

Portaria nº 48 do CONTRAN de 28 de agosto de 2002;

NBR nº.14.970 da ABNT de julho de 2003

Resolução nº 206 do CONTRAN de 20 de outubro de 2006;

Resolução nº 267 do CONTRAN de 15 de fevereiro 2008;

Lei nº 11.705, de 19 de junho de 2008;

Resolução nº 425 do CONTRAN de 27 de novembro de 2012;

Resolução nº.277 do CONTRAN (Lei das Cadeirinhas)

Leiº nº 12.760 de 20 de dezembro de 2012;

Resolução nº 432 do CONTRAN de 23 de janeiro de 2013;

  • Elaboração de Diretrizes de Condutas relacionadas a Saúde e Direção Veicular, incorporadas ao acervo da Associação Médica Brasileira e do Conselho Federal de Medicina:
    “Avaliação de condutores e candidatos a condutores com Epilepsia”;

“O uso do cinto de segurança durante a gravidez”;

“Diabetes mellitus e risco na direção veicular”;

“Segurança no Transporte veicular de crianças”- PARTE 1; “Segurança no Transporte veicular de crianças”- PARTE 2;

“Alcoolemia e direção veicular segura”;

“Uso de Benzodiazepínicos e Risco de Acidente de Trânsito”;

“Efeito do Uso de Drogas (cannabis, anfetaminas, cocaína, opiáceos e alucinógenos) sobre o Comportamento e a Cognição de Motoristas”;

“Diretrizes Brasileiras para Direção Veicular em Portadores de Dispositivos Cardíacos Eletrônicos Implantáveis e Arritmias Cardíacas”.

  • Elaboração de Consensos e Diretrizes para auxiliar o médico perito examinador:

“Protocolo para a Habilitação, como motorista, da pessoa com deficiência física motora”.

  • “Publicações relevantes sobre a Epidemiologia dos Acidentes de Trânsito:

Acidentes de Trânsito no Brasil, um Atlas da sua Distribuição”, (três edições de atualizações;

“Acidentes de Trânsito no Brasil: a situação nas capitais”.

Segundo o Relatório de Status Global Sobre Segurança Viária 2018, da ONU/ OMS, refletindo informações de 180 países, o número total a cada ano de mortes por acidentes de trânsito alcançou 1,35 milhão e o de feridos 50 milhões, a grande maioria em países de baixa renda, como o Brasil. Os acidentes de trânsito representam agora a oitava principal causa de morte no mundo, embora pudessem ser evitados.

As lesões no trânsito são hoje a principal causa de morte de crianças e adultos jovens de 5 a 29 anos e a 3ª na faixa de 30-44 anos de idade.

A OMS estima que, se nada for feito, devemos ter 1,9 milhão de mortes no trânsito em 2020 e 2,4 milhões em 2030. Entre 20 e 50 milhões sobrevivem a estes acidentes com sequelas.

A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, no dia 2 de março de 2010, proclamou oficialmente o período de 2011 a 2020 como a Década Mundial da Ação pela Segurança no Trânsito, com o objetivo de estimular esforços em todo o mundo para conter e reverter a tendência crescente de fatalidades e ferimentos graves em acidentes de trânsito no planeta. Países bem ranqueados nesta classificação, alguns europeus e outros asiáticos, registram taxas em torno de 5 mortes por 100 mil habitantes.

No Brasil, dados do Ministério da Saúde mostram que no ano de 2017 morreram 32.615 pessoas (cerca de 90, em média, por dia), com uma taxa de 18,1 óbitos por acidentes de trânsito para cada cem mil habitantes.

Os acidentes de trânsito representam a 2ª. causa de morte não natural no Brasil, sendo que em oito dos seus Estados desponta como trágica liderança. Causam anualmente mais de 180.000 (cento e oitenta mil) internações computados só na rede já extremamente carente e demandada do SUS, e acarretam sequelas em mais de quarenta e cinco mil vítimas.

No caso de ocorrência do acidente de trânsito, as despesas com hospitais, médicos, infraestrutura, medicamentos, pronto-atendimento, entre outros, são custeadas por meio dos impostos recolhidos dos cidadãos brasileiros, impedindo que esses recursos sejam direcionados para ações que resultariam em melhorias para a população.

As lesões e mortes no trânsito são responsáveis por consideráveis perdas econômicas às vítimas, suas famílias e ao país em geral. O sofrimento humano, combinado aos custos estimados em R$ 40 bilhões ao ano só nas rodovias brasileiras (http://www.ipea.gov.br/portal/index), R$ 146 bilhões, equivalente a 2,6% do PIB brasileiro em 2016 (https://www1.folha.uol.com.br/seminariosfolha/2017/05), R$ 12 bilhões anuais para o INSS (http://www.brasil.gov.br/noticias/emprego-e-previdencia/2013/12/acidentes-de-transito) tornam a redução das mortes e das lesões no trânsito prioridade urgente para a nação brasileira.

A Organização Mundial da Saúde publicou o Relatório Global 2015 (http://www.who.int/violence_injury_prevention/road_safety_status/2015/Summary_GSRRS2015_POR.) destacando cinco fatores de risco e prevenção para os acidentes de trânsito, concluindo que “nos últimos 3 anos, 17 países, representando 409 milhões de pessoas, alteraram as suas leis sobre um ou mais fatores de risco de traumatismos ocorridos no trânsito, para alinhar a legislação com as melhores práticas”.

Na sequência, por ocasião da 2ª Conferência Global de Alto Nível sobre Segurança no Trânsito, realizada em Brasília, em 18 e 19 de novembro de 2015, a declaração assinada pelos Estados participantes, chamou a atenção para outros fatores de risco, como condições médicas e medicamentos que afetam a direção segura; fadiga; uso de narcóticos, drogas psicotrópicas e substâncias psicoativas; telefones celulares e outros aparelhos eletrônicos e de mensagens de texto” (http://www.who.int/violence_injury_prevention/road_traffic/Final_Brasilia_declaration_PT.pdf?ua=1). Tal recomendação passou a fazer parte, expressamente, da nova edição da Resolução da Organização das Nações Unidas sobre Segurança Viária.

As evidências científicas fizeram com que a ONU/OMS recomendassem a utilização da ciência médica e de seus profissionais no combate daquela que é considerada a “Patologia do Século XXI”, o trauma dos chamados “acidentes” de trânsito.

Doenças orgânicas dos motoristas são responsáveis por cerca de 12% dos acidentes de trânsito fatais, elencando-se como principais as Cardiopatias, Epilepsia, Demências, Transtornos Mentais, Hipoglicemias e Apneia Obstrutiva do Sono.

O Exame de Aptidão Física e mental é de fundamental importância, já que a adequada avaliação médica permite o afastamento temporário ou definitivo do condutor ou candidato a condutor de veículo automotor, portador de doença de risco para a segurança de trânsito, muitas delas incidindo em adultos jovens, faixa etária mais comprometida nos acidentes de trânsito.

Dirigir um veículo motorizado é uma tarefa complexa que envolve percepção, julgamento e tempo de reação adequado. Uma gama de condições médicas, incapacidades e tratamentos podem influenciar estes pré-requisitos de condução segura. O Exame de Aptidão Física e Mental objetiva a redução da inaceitável morbimortalidade do trânsito brasileiro.

A avaliação médica, sempre iniciada com o candidato respondendo um “Questionário” sob pena de responsabilidade (Anexo I da Resolução nº 425/12 do CONTRAN que dispõe sobre o Exame de Aptidão Física e Mental), informado que constitui crime previsto no art. 299, do Código Penal Brasileiro, prestar declaração falsa com o fim de criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante, confere um documento de suma importância no caso de ocorrência de uma sinistralidade no trânsito (https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/motorista-escondeu-que-tinha-epilepsia-ao-tirar-carteira-de-motorista-diz-detran.ghtml).

Ha muitas evidencias que determinadas condições oftalmológicas aumentem o risco de acidentes de trafego. Revisões da literatura mais recentes demonstraram, com evidencias, esta correlação. Estudos indicam que indivíduos portadores de doenças oftalmológicas dirigem com menos segurança e tem alto risco de provocar acidentes. A avaliação oftalmológica é obrigatória e está prevista no Anexo II da Resolução nº 425/12 do CONTRAN que dispõe sobre o Exame de Aptidão Física e Mental.

Os motoristas devem ser capazes de detectar sons externos de alertas como sirenes, buzinas, sinos, alarmes, entre outros, bem como ruídos que denunciam avarias mecânicas. A avaliação otorrinolaringológica é obrigatória e está prevista nos Anexos III e IV da Resolução nº 425/12 do CONTRAN que dispõe sobre o Exame de Aptidão Física e Mental.

Portadores de cardiopatias, quando na condução de veículos automotores, podem sofrer incapacidades súbitas, que os impedem de manter a margem de segurança necessária para evitar acidentes. Os efeitos destrutivos da perda de controle de um caminhão de dezenas de toneladas ou de um ônibus, em uma zona povoada, podem ser devastadores. A avaliação cardiorrespiratória é obrigatória e está prevista nos Anexos V, VI e VII da Resolução nº 425/12 do CONTRAN que dispõe sobre o Exame de Aptidão Física e Mental.

Doenças neurológicas são importantes causas médicas de acidentes de trânsito. A condução de um veículo requer capacidade para executar ações complexas em resposta a um ambiente que está continuamente mudando. Para conduzir um veículo com segurança, o motorista deve ser capaz de realizar, sem hesitação, uma série contínua de movimentos musculares complexos, com grande precisão, quaisquer que sejam as condições do clima e das vias. Toda doença que altere a percepção, julgamento, vigilância e a capacidade de realizar ações necessárias para controlar um veículo poderá prejudicar a aptidão de um condutor, tornando a direção veicular insegura. A avaliação neurológica é obrigatória e está prevista no Anexo VIII da Resolução nº 425/12 do CONTRAN que dispõe sobre o Exame de Aptidão Física e Mental.

A avaliação médica de pessoas com epilepsia que pretendam se habilitar como motoristas deve ser iniciada com o candidato respondendo a um Questionário, sob pena de responsabilidade, que deve conter dados e informações pessoais de relevância para o Exame de aptidão Física e Mental, incluindo indagações sobre o uso de medicamentos antiepilépticos, epilepsia e convulsões. A avaliação da pessoa com epilepsia está prevista no Anexo IX da Resolução nº 425/12 do CONTRAN que dispõe sobre o Exame de Aptidão Física e Mental.

O sono é uma das principais causas de acidentes de trânsito. Cochilar ao volante é uma das situações mais perigosas, estimando-se que cerca de 30% dos acidentes rodoviários noturnos são provocados por motoristas que dormem na direção, o que provocaria aproximadamente 20% das mortes nas vias. O sono e as bebidas alcoólicas disputam, praticamente de igual para igual, a liderança de principal causa de acidentes. Cerca de 16% dos motoristas profissionais admitem cochilar enquanto dirigem, mas a real proporção de profissionais que já dormiram no volante chega a quase 50%. A avaliação dos distúrbios do sono é obrigatória e está prevista nos Anexos X e XI da Resolução nº 425/12 do CONTRAN que dispõe sobre o Exame de Aptidão Física e Mental.

A habilitação, como motorista, da pessoa com deficiência deve atender o disposto na Resolução nº 168 do CONTRAN de 14/12/2004, que regulamenta o processo de formação e habilitação de condutores de veículos automotores, a Resolução nº425/2012 do CONTRAN que dispõe sobre o Exame de Aptidão Física e Mental e os procedimentos regulamentados pela NBR nº 14.970/2003 da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. A avaliação da pessoa com deficiência é obrigatoriamente realizada por uma Junta Médica Especial e está prevista no artigo 4º da Resolução nº 425/12 do CONTRAN que dispõe sobre o Exame de Aptidão Física e Mental.

Em consonância com o interesse público, que obriga o Estado a cuidar das questões que ameacem a coletividade e que tornou o Exame de Aptidão Física e Mental um procedimento médico de natureza compulsória, a ser realizado por ocasião do acesso ao universo do trânsito motorizado terrestre (muitas vezes único profissional médico a que tenham acesso), os médicos peritos examinadores são instruídos pela Associação Brasileira de Medicina de Tráfego a orientar e aconselhar os candidatos a motorista em consonância com as peculiaridades de cada examinando ( motociclista, gestante, idoso, jovem, diabético, que fazem uso de medicamentos que interferem na condução veicular, imoderado de álcool, entre outras).

Em decorrência das considerações acima elencadas, a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego – ABRAMET, considera despropositada, sem fundamentação científica e de altíssimo risco individual e coletivo para a morbimortalidade nas vias brasileiras, que seja alterado para maior o prazo de validade do Exame de Aptidão previsto no artigo 2º do artigo nº 147 do CTB:

  • 2º O exame de aptidão física e mental será preliminar e renovável a cada cinco anos, ou a cada três anos para condutores com mais de sessenta e cinco anos de idade, no local de residência ou domicílio do examinado. (Incluído pela Lei nº 9.602, de 1998)

e art. 4º da Resolução nº 168, de 14 de dezembro de 2004:

  • Art. 4º O Exame de Aptidão Física e Mental será preliminar e renovável a cada cinco anos, ou a
    cada três anos para condutores com mais de sessenta e cinco anos de idade, no local de
    residência ou domicílio do examinado.

Ressalta-se que a desburocratização pretendida pode ser alcançada com a alteração § 10 do art. 159 do CTB, não mais condicionando a renovação da CNH ao prazo de vigência do Exame de Aptidão Física e Mental.

  • 10. A validade da Carteira Nacional de Habilitação está condicionada ao prazo de vigência do exame de aptidão física e mental. (Incluído pela Lei nº 9.602, de 1998)

Cada país terá o número de mortos e feridos no trânsito que estiver disposto a suportar (OMS). Temos certeza que o Brasil não está mais disposto a tolerar tanto sofrimento e tragédias no asfalto.

Respeitosamente,

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE MEDICINA DE TRÁFEGO – ABRAMET

Viagem segura: Saiba como escolher o assento de carro ideal para crianças

Viagem segura: Saiba como escolher o assento de carro ideal para crianças

Cada fase tem um assento específico. Deve ser levado em consideração também peso e altura

Para viajar de carro é preciso planejamento. São itens básicos para uma viagem segura estar com a revisão do carro em dia, além de documentação regularizada. Se um dos tripulantes for uma criança, o cuidado tem de ser redobrado. Em qualquer trecho, menores de 10 anos devem estar acomodadas no banco traseiro do veículo e utilizando equipamentos de segurança apropriados.

Cada fase tem um assento específico, de acordo com a resolução 277 do Código de Trânsito Brasileiro. A indicação é que os bebês de até um ano devem estar acomodados em um bebê conforto como o keyfit Night da Chicco, que garante segurança ao pequeno em seu formato anatômico, que se assemelha a um ninho. Para transportar crianças de um a quatro anos é preciso utilizar uma cadeirinha. De quatro a sete anos e meio utiliza-se o acento de elevação. Um modelo versátil que dá para usar nestas duas fases é Auto Star Plus, pois tem também a função booster sem encosto. Após esta idade, a criança poderá utilizar apenas o cinto de segurança. Todos os equipamentos devem ser fixados em cinto de três pontos.

Entidades médicas como a Associação Brasileira de Medicina do Trânsito na Bahia (ABRAMET) indicam que é preciso levar em consideração, também, o peso e a altura da criança na hora que for comprar o equipamento. “A resolução só segue a idade e isso é limitante. A maioria das crianças brasileiras não atinge o peso e a altura ideal para utilizar o cinto sem o equipamento aos sete anos e meio, por exemplo”, explica Antônio Meira, presidente da ABRAMET-Ba.

Tem utilização indicada entre os 9 kg e 36 kg. O apoio da cabeça, o forro acolchoado e os protetores dos ombros garantem conforto e segurança

Uma dica é ler com atenção os manuais de instrução dos equipamentos para ver o que cada fabricante orienta para estes outros dois critérios. A partir disto, definir a opção que melhor se adequa à criança. Quanto à fixação, Antônio Meira ressalta que o dispositivo mais seguro é o sistema internacional ISOFIX – que prende o assento diretamente no chassis do carro. “A partir deste ano, todo carro tem que ser projetado no Brasil com esta tecnologia. A partir de 2020, todo carro brasileiro vai ter que sair com pelo menos um ponto de isofix. É a melhor maneira de fixar a cadeirinha, sem sombra de dúvidas”, ressalta o médico do tráfego.

Se a ideia é trocar de veículo em breve, não precisa se preocupar em comprar outro modelo de cadeirinha para seu filho. Se o carro já vier com isofix, uma boa solução é adquirir uma base BBC Terni. O equipamento vem com dois pontos de ancoragem e barra frontal para maior estabilidade, além de se acoplar à qualquer cadeirinha e ter ajuste de altura da haste para diferentes veículos.

Recomendada para o dia a dia com a criançada já maiorzinha. É confortável e super prática

Segurança – Desrespeitar essas normas de trânsito é uma infração gravíssima. Se o motorista for parado numa blitz com situação inadequada, será punido com multa, sete pontos na carreira e só poderá seguir viagem quando a criança estiver seguramente acomodada. “Os dispositivos de retenção são projetados para reduzir os riscos em casos de colisão. Não evitam os acidentes, mas sim as consequências do acidente. Crianças com estes equipamentos têm grandes chances de não sofrer riscos de lesões graves ou de mortes. É comprovado que o uso apropriado e adequado do dispositivo pode representar até 70% de redução no número de mortes”, destaca Antônio Meira.

Indicada para crianças de 0 meses a 25 kg. É possível usar até cerca de 5 anos de idade

Hoje, acidentes são a principal causa de morte de crianças de um a 14 anos no Brasil. Todos os anos, cerca de 3,7 mil crianças dessa faixa etária morrem e outras 113 mil são hospitalizadas devido a essas causas no país. Para garantir mais segurança e conforto aos pequenos, é recomendado analisar a reputação do fabricante, se há selo do INMETRO e se o tamanho do equipamento escolhido é compatível com o espaço do banco traseiro do veículo.

Equipamentos seguros podem ser adquiridos na Oito Baby, em Jardim Armação/Salvador, ou no ecommerce da loja oitobaby.com.br. Neste mês, diversos produtos estão com descontos de até 50%.

Fonte: https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/viagem-segura-saiba-como-escolher-o-assento-de-carro-ideal-para-criancas/

Acidente de trânsito passa a integrar lista de doenças de notificação compulsória

De acordo com a publicação no Diário Oficial do Estado da Bahia na sexta-feira (10), a Bahia incluiu os acidentes de trânsito na lista de doenças de notificação compulsória. Desde a referida data, médicos (as) lotados (as) em municípios baianos devem atentar para o devido preenchimento de documentos, tendo em vista a obrigatoriedade de especificação quando o caso for decorrente de acidentes no trânsito. A medida é fruto também do constante pleito realizado pela Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet), entidade engajada historicamente na luta por esse feito.

Para o presidente da Abramet-BA, Dr. Antônio Meira Júnior, a conquista será fundamental para avançar nas estratégias de prevenção e tratamento dos eventos de trânsito. “Não é possível combater um inimigo que não se conhece. A não identificação dos acidentes de trânsito como doença de notificação compulsória dificulta a tomada de decisões nos planejamentos em saúde”, explica Dr. Meira Júnior.

O médico do tráfego acredita ainda que não haverá dificuldade na implementação do decreto nas unidades de saúde, visto que o Código Internacional de Doenças (CID) já permitia isso, apesar da pouca utilização. “No preenchimento dos documentos médicos, o CID: V23.4 especifica, por exemplo, motociclista traumatizado em colisão com um automóvel (carro), pick up ou caminhonete, mas, às vezes, o registro era feito com outro código”, pontua.

Já para a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), a conquista “busca aperfeiçoar as estatísticas do setor e avançar no mapeamento das localidades e zonas de maior incidência”. Ainda de acordo com a pasta, apenas na Bahia, entre os anos de 2000 e 2017, foram registradas 34.534 mortes em acidentes de trânsito, o equivalente à população de cidades baianas como Cachoeira ou Riachão do Jacuípe. Deste total, 6.695 pessoas estavam dirigindo motos, enquanto 12.080 eram ocupantes de carros.

Os números da secretaria apontam ainda que, apenas nos seis primeiros meses de 2015, o Hospital Geral do Estado (HGE), na capital, bem como o Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), em Feira de Santana, Hospital Geral de Camaçari (HGC) e o Hospital Geral de Guanambi (HGC) registraram 3.571 acidentes envolvendo motociclistas, o que dá uma média de quase 20 entradas na emergência por dia.

Fonte: http://www.cremeb.org.br/index.php/noticias/acidente-de-transito-passa-a-integrar-lista-de-doencas-de-notificacao-compulsoria/

Portaria determina que casos de vítimas de acidentes de trânsito na BA sejam notificados por profissionais de saúde

Publicada no Diário Oficial do Estado desta sexta (10), portaria busca estimar com precisão número de vítimas não fatais em acidentes.

Profissionais de saúde terão que notificar casos de acidentes de trânsito — Foto: Alex de Paula/G1 Bahia

Profissionais de saúde terão que notificar casos de acidentes de trânsito — Foto: Alex de Paula/G1 Bahia

Uma portaria publicada na edição desta sexta-feira (10) do Diário Oficial do Estado determina que os profissionais de saúde da Bahia notifiquem os casos de vítimas de acidentes de trânsito.

Em nota, a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) informou que, por conta dos registros do sistema de informações hospitalares do Sistema Único de Saúde (SUS), é possível estimar com precisão o número de mortos por acidentes de trânsito. No entanto, as vítimas não fatais são de difícil mensuração. A obrigatoriedade da notificação busca sanar esse problema.

Ainda segundo a Sesab, hoje não é possível identificar os casos de acidentes de trânsito que dão entrada nos hospitais, pois eles são registrados como politraumatismo, traumatismo craniano ou fraturas de membros, e não como acidentes de trânsito.

Para a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego – Seção Bahia (Abramet-Ba), não haverá dificuldade na implementação do decreto nas unidades de saúde, pois o Código Internacional de Doenças (CID) já permitia isso, apesar da pouca utilização. Segundo a entidade, no preenchimento dos documentos médicos, o “CID: V23.4” especifica, por exemplo, motociclista traumatizado em colisão com um automóvel (carro), picape ou caminhonete, mas às vezes o registro era feito com outro código.

De acordo com dados da Sesab, entre os anos de 2000 e 2017 foram registradas 34.534 mortes em acidentes de trânsito na Bahia, o equivalente à população de cidades baianas como Cachoeira ou Riachão do Jacuípe.

Fonte: https://g1.globo.com/bahia/noticia/portaria-determina-que-casos-de-vitimas-de-acidentes-de-transito-na-ba-sejam-notificados-por-profissionais-de-saude.ghtml

Apenas 7% dos passageiros usam cinto de segurança no banco traseiro

O mau hábito foi construído ao longo dos anos pela impressão de que os ocupantes traseiros não correm os mesmos riscos de quem está no banco dianteiro

Foto: Romildo de Jesus


Por Matheus Fortes

Fundamental para os passageiros, o cinto de segurança continua a ser um item parcialmente utilizado nos veículos. Embora o cuidado seja muito tomado pelo condutor e o carona, isso não se aplica a quem está nos bancos traseiros.

Segundo a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), o Brasil é um dos países onde os ocupantes que estão na frente mais usam o cinto de segurança. O índice chega a 97%. Mas, nos bancos de trás, a situação se inverte. Apenas 7% usam o acessório obrigatório. De acordo com a Transalvador, foram registradas até o último dia 10, 13.148 autuações por falta do cinto de segurança do condutor ou passageiro na capital. Nas rodovias estaduais, o número de infrações chega a 1.164, de acordo com a Polícia Militar da Bahia, sendo as BAs 001, 099 e 093 as de maiores ocorrências.

O mau hábito foi construído ao longo dos anos pela impressão de que os ocupantes traseiros dos veículos não correm os mesmos riscos de quem está no banco dianteiro. Uma impressão, que, conforme o Dr. Antônio Meira – que é médico de Tráfego e presidente da Abramet Bahia –, está completamente equivocada.

O não uso do acessório nos bancos traseiros representa um perigo não só para aqueles que estão deixando de usar, mas até para os ocupantes que fazem o uso correto. “Numa colisão, o passageiro que está sentado no banco traseiro sem o cinto de segurança, fica completamente solto, e, portanto, seu corpo pode ir para o teto do carro, para os lados, e inclusive para frente, podendo atingir o ocupante do banco dianteiro”, explicou Meira.

O artigo 65 do Código Nacional de Trânsito determina que todos os ocupantes do veículo devem estar usando o cinto de segurança, enquanto o carro estiver ligado. Se algum passageiro é flagrado sem o cinto, o motorista pode ser autuado, tendo que pagar uma multa de R$ 195, além de cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Mesmo assim, é muito comum, principalmente no interior do estado, que as pessoas não utilizem o item obrigatório, sob o motivo de fazerem percursos pequenos, e muitas vezes em velocidade reduzida, até por conta da estrutura dessas cidades, que não contam com grandes avenidas – como uma Paralela ou Bonocô, por exemplo.

Meira aponta que esse raciocínio também está errado: 60% dos acidentes graves acontecem com menos de 30 minutos de passeio. Ou seja, é naquele percurso simples, muito próximo da residência, ou quando a pessoa já está chegando em casa.

“Além disso, se uma pessoa de 50 kg está em um carro a 60 km/h no banco de trás, equivale ao peso de um rinoceronte. Então, se houver uma colisão, uma redução de velocidade brusca, será esse peso de uma tonelada, que irá pra cima do motorista, caso o passageiro não use o cinto”, explica Meira.

Uso correto e manutenção

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), os acidentes de trânsito são a maior causa de mortes de jovens em todo o mundo. No Brasil, ela é a segunda maior causa de óbitos em todas as faixas da população. Parte significativa dessas mortes poderia ser evitada pelo uso adequado do cinto de segurança.

Ao ser usado da forma correta, o acessório consegue evitar até 100% das lesões do quadril, 60% da coluna vertebral, 56% da cabeça, 45% do tórax, e 40% do abdômen.  O cinto de três pontos é o tipo mais comum do acessório e está presente em praticamente todos os carros, porém ele depende de uso correto.

A faixa diagonal tem que ser condicionada passando pelo terço médio da clavícula, entre o ombro e o pescoço e passando pelo tórax, prendendo de fato a pessoa ao banco. A parte subabdominal, tem que passar na parte mais baixa possível, passando pela protuberância abdominal, no quadril.

Tendo uma base científica sólida comprovando sua eficiência, na minimização de conseqüências graves dos acidentes de trânsito, o cinto também precisa de revisões e manutenções periodicamente.

Lubrificação nos pontos de fixação com óleo spray é o mais recomendado, além de que o motorista deve sempre estar atendo quando o acessório começa a “desfiar” – o que é um sinal de desgaste do material, que pode estar precisando de uma substituição urgente.

Fonte: https://www.trbn.com.br/materia/I3219/apenas-7-dos-passageiros-usam-cinto-de-seguranca-no-banco-traseiro

III Jornada Baiana de Medicina de Tráfego – Lançamento do Protocolo com presença do Presidente do DENATRAN

Na última sexta-feira (11), teve início a III Jornada Baiana de Medicina de Tráfego, na Bahia. O evento contou com a presença do Presidente da ABRAMET, Dr. Juarez Molinari, o Presidente da ABRAMET-BA, Dr. Antonio Meira Junior e a presença do Presidente do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), Dr. Maurício Alves Pereira.

Na ocasião, foi lançado o Protocolo de Normas Regulamentares para a atuação do Médico de Tráfego no Processo de Habilitação de Condutores e Candidatos a Condutores com Deficiência Física (Mobilidade Reduzida).
Também estiveram presentes o Detran Bahia, o Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (CREMEB), a Associação Médica Brasileira (AMB) e o Conselho Federal de Medicina (CFM).
A Jornada teve continuação no sábado (12/5), das 08h00 às 18h00.

Fotos: Alonso Photos

Conselho Federal de Medicina apoia o Movimento Maio Amarelo

Série de peças fazem parte de uma ação coordenada para colocar em pauta o tema segurança viária

O Conselho Federal de Medicina (CFM) é um dos parceiros do Movimento Maio Amarelo, que nasce com a proposta de chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortes e feridos no trânsito em todo o mundo.

A parceria foi estabelecida por meio da Câmara Técnica (CT) de Medicina do Tráfego da autarquia, que trabalha com os principais temas da especialidade e nesta ação está voltada à conscientização da sociedade para redução de acidentes de trânsito.

A Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) – que representa a especialidade no País – é outra importante parceira dessa iniciativa.

Antonio Meira Júnior, diretor da Abramet e membro da Câmara Técnica do CFM, destaca que mais de 90% dos acidentes de trânsito têm como causa o fator humano. “Então, não ocorrem por acaso. Nós conhecemos as causas e a maioria é passível de prevenção, como obedecer às normas de trânsito e álcool zero para uma dirigibilidade segura”, explica.

A mensagem da Abramet é – diz Meira – destacar a importância da prevenção e da conscientização. “Só conseguiremos diminuir essas tragédias com melhorias no setor saúde e de educação, fiscalização com diminuição da impunidade, e conscientização permanente”.

Assim, para chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortes e feridos no trânsito em todo o mundo, o CFM e a Abramet publicarão, em seus veículos de comunicação institucional e redes sociais, uma série de peças e textos alusivos ao tema. As peças, que começaram a ser veiculadas essa semana, destacam a importância da alcoolemia zero para uma dirigibilidade segura, e abordam temas como o uso correto do capacete, o risco da distração provocada pelo uso do celular no trânsito, segurança das crianças e gestantes, e atenção aos pedestres.

Números – Segundo dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, em 2016, os acidentes de transporte foram a segunda principal causa de morte não-natural (causas externas) no País. Esse tipo de acidente concentra 25% de todas as mortes por causas externas, ficando atrás apenas das agressões (que inclui homicídios e lesões infligidas por outra pessoa, por exemplo).

O estudo por Estados, no entanto, permite ver que, em alguns, como Tocantins, Piauí, São Paulo e Santa Catarina, as mortes no trânsito superam as mortes por agressões.

Para o coordenador da CT de Medicina do Tráfego do CFM, José Fernando Maia Vinagre, esses números mostram que os acidentes de trânsito constituem um grave problema de saúde pública.

A presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – SBOT, Patrícia Fucs, também anunciou essa semana que a entidade que dirige apoia a campanha. Ela disse que, “como responsáveis pelo atendimento de dezenas de milhares de vítimas de acidentes de trânsito, os ortopedistas brasileiros lembram que o trânsito mata no mundo, uma pessoa a cada 30 segundos, um total anual de 1,2 milhões de vítimas, segundo a Organização Mundial da Saúde”.

O Movimento – O objetivo do movimento é uma ação coordenada entre o Poder Público e a sociedade civil para colocar em pauta o tema segurança viária e mobilizar toda a sociedade, envolvendo os mais diversos segmentos: órgãos de governos, empresas, entidades de classe, associações, federações e sociedade civil organizada para discutir o tema e engajar-se em ações, propagar o conhecimento, e abordar toda a amplitude que a questão do trânsito exige, nas mais diferentes esferas.

A Assembleia-Geral das Nações Unidas editou, em março de 2010, uma resolução definindo o período de 2011 a 2020 como a “Década de Ações para a Segurança no Trânsito”. O documento foi elaborado com base em um estudo da OMS (Organização Mundial da Saúde) que contabilizou, em 2009, cerca de 1,3 milhão de mortes por acidente de trânsito em 178 países. Aproximadamente 50 milhões de pessoas sobreviveram com sequelas.

Segundo a organização, são três mil vidas perdidas por dia nas estradas e ruas ou a nona maior causa de mortes no mundo. Os acidentes de trânsito são o primeiro responsável por mortes na faixa de 15 a 29 anos de idade; o segundo, na faixa de 5 a 14 anos; e o terceiro, na faixa de 30 a 44 anos. Atualmente, esses acidentes já representam um custo de US$ 518 bilhões por ano ou um percentual entre 1% e 3% do PIB (Produto Interno Bruto) de cada país.

Se nada for feito, a OMS estima que 1,9 milhão de pessoas devem morrer no trânsito em 2020 (passando para a quinta maior causa de mortalidade) e 2,4 milhões, em 2030. Nesse período, entre 20 milhões e 50 milhões de pessoas sobreviverão aos acidentes a cada ano com traumatismos e ferimentos. A intenção da ONU com a “Década de Ação para a Segurança no Trânsito” é poupar, por meio de planos nacionais, regionais e mundial, cinco milhões de vidas até 2020.

Participe! Conheça as peças, baixe e compartilhe nas redes sociais e WhatsApp:

Peça 1
Peça 2
Peça 3
Peça 4
Peça 5
Peça 6
Peça 7

Saiba mais: https://www.maioamarelo.com/

MAIO AMARELO – #NÓSSOMOSOTRÂNSITO

Para chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortes e feridos no trânsito em todo o mundo, a AMB alia-se ao CFM e a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) divulgando em seus veículos de comunicação institucional e redes sociais, peças alusivas ao tema.

As peças destacam a importância da alcoolemia zero para uma dirigibilidade segura, e abordam temas como o uso correto do capacete, o risco da distração provocada pelo uso do celular no trânsito, segurança das crianças e gestantes, e atenção aos pedestres.

Antonio Meira Júnior, diretor da Abramet e membro da Câmara Técnica do CFM, destaca que mais de 90% dos acidentes de trânsito têm como causa o fator humano. “Então, não ocorrem por acaso. Nós conhecemos as causas e a maioria é passível de prevenção, como obedecer às normas de trânsito e álcool zero para uma dirigibilidade segura”, explica.

A mensagem da Abramet é – diz Meira – destacar a importância da prevenção e da conscientização. “Só conseguiremos diminuir essas tragédias com melhorias no setor saúde e de educação, fiscalização com diminuição da impunidade, e conscientização permanente”.

O objetivo do movimento é uma ação coordenada entre o Poder Público e a sociedade civil para colocar em pauta o tema segurança viária e mobilizar toda a sociedade, envolvendo os mais diversos segmentos: órgãos de governos, empresas, entidades de classe, associações, federações e sociedade civil organizada para discutir o tema e engajar-se em ações, propagar o conhecimento, e abordar toda a amplitude que a questão do trânsito exige, nas mais diferentes esferas.

A Assembleia-Geral das Nações Unidas editou, em março de 2010, uma resolução definindo o período de 2011 a 2020 como a “Década de Ações para a Segurança no Trânsito”. O documento foi elaborado com base em um estudo da OMS (Organização Mundial da Saúde) que contabilizou, em 2009, cerca de 1,3 milhão de mortes por acidente de trânsito em 178 países. Aproximadamente 50 milhões de pessoas sobreviveram com sequelas.

Segundo a organização, são três mil vidas perdidas por dia nas estradas e ruas ou a nona maior causa de mortes no mundo. Os acidentes de trânsito são o primeiro responsável por mortes na faixa de 15 a 29 anos de idade; o segundo, na faixa de 5 a 14 anos; e o terceiro, na faixa de 30 a 44 anos. Atualmente, esses acidentes já representam um custo de US$ 518 bilhões por ano ou um percentual entre 1% e 3% do PIB (Produto Interno Bruto) de cada país.

Se nada for feito, a OMS estima que 1,9 milhão de pessoas devem morrer no trânsito em 2020 (passando para a quinta maior causa de mortalidade) e 2,4 milhões, em 2030. Nesse período, entre 20 milhões e 50 milhões de pessoas sobreviverão aos acidentes a cada ano com traumatismos e ferimentos. A intenção da ONU com a “Década de Ação para a Segurança no Trânsito” é poupar, por meio de planos nacionais, regionais e mundial, cinco milhões de vidas até 2020.