Diretor do Detran comemora suspensão do exame toxicológico: “É ineficiente”

15882,diretor-do-detran-comemora-suspensao-do-exame-toxicologico-e-ineficiente-2No início de abril, a Justiça Federal da Bahia concedeu liminar ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran-BA) que desobrigou o órgão a cumprir a resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que tornou obrigatório o exame toxicológico para a obtenção e renovação de habilitação nas categorias C, D e E.

Em entrevista à Rádio Metrópole nesta segunda-feira (25), o diretor geral do Detran, Lúcio Gomes comemorou a suspensão do exame, que segundo ele, acabava gerando um alto custo para os condutores e era ineficiente. “O Detran não é contra, é contra a forma que foi implementado [o exame]. É ineficiente. Na verdade, existe uma lei assim como existe o teste de alcoolemia, nos precisamos investigar essa questão. É evidente que precisamos fazer esse controle e o exame é importante, mas como foi proposta não dava. Apenas 3 laboratórios que fazem esse exame, poucos laboratórios na Bahia eram credenciados”, explica.

De acordo com o diretor, as amostras eram coletadas e enviadas para os Estados Unidos para que a análise fosse feita. “Existia dificuldade em ter acesso, muitos laboratórios não sabiam como coletar material. Eles não sabiam e o exame que nos propomos e achamos que é eficiente é o exame que é feito no momento que o motorista está utilizando a via e não no momento de atualizar a habilitação. Ele fazia o exame na renovação e depois não precisava mais, se parasse de usar drogas por 90 dias, tava limpo”, afirma.

Segundo Lúcio, atualmente quase oito mil carteiras de habilitação estão suspensas por conta do entrave causado pelo exame. “Estivemos em São Paulo e lá foi proposto e conseguimos em caráter liminar a suspensão desse exame. Então, tão logo, iremos fazer um mutirão para atender os motoristas que estão com o direito de dirigir suspenso. Esse exame e gente brinca e chama ele de ET. As vezes eles [Denatran] nos surpreendem por algumas regras, já teve o caso do extintor. Temos que ficar atentos. Daqui a pouco terá aí a placa Mercosul, que valeria a partir de janeiro de 2017, e nos já nos mostramos opostos”, conclui.

Fonte: Metro1