Em live, Abramet apresenta diretriz inédita no Brasil sobre transporte de crianças em ambulâncias

Focada em garantir a segurança do transporte de crianças em todo tipo de deslocamento, a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) produziu uma nova diretriz estabelecendo paradigmas para aumentar a segurança no transporte do público infantil por ambulâncias. Inédito no Brasil, o documento tem como referência práticas internacionais para o socorro seguro de crianças, indicando os equipamentos e procedimentos mais adequados para o uso pelas equipes de resgate. O documento foi lançado dura uma live promovida pela entidade nesta quinta-feira (8).

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“Estamos trabalhando em diversas frentes, para trazer ao médico do tráfego e profissionais de saúde, orientação e conhecimento atualizado sobre os temas mais importantes para a sociedade”, destacou Antonio Meira Júnior, presidente da Abramet. “Proteger a vida no trânsito é nossa prioridade e, nesse esforço, a criança é uma preocupação estratégica”.

Além do presidente da Abramet, participaram do evento o grupo de médicos de tráfego que construiu o documento: Josiene Germano, Helder Takeo Kogawa, José Heverardo Montal, Ricardo Eid, Ricardo Galesso e Ricardo Hegele. O debate foi moderado pelo diretor científico da Abramet, Flavio Emir Adura, e o coordenador da Comissão de Atendimento Pré-Hospitalar da Abramet, Carlos Eid.

Na abertura do evento, Carlos Eid, um dos idealizadores da diretriz, destacou o esforço da entidade em reunir especialistas para agregar e contribuir com a evolução desse tema no Brasil. “Esse é o fruto do nosso trabalho tentando melhorar as condições do transporte de uma criança – a exemplo do que fez a Abramet no ano passado no transporte veicular em geral – mas agora levando essa expertise dentro de um veículo muito especial e complexo”, disse.

A contribuição da entidade na promoção de saúde e bem-estar da população também foi pontuada por Flavio Adura durante sua fala inicial. “A Abramet continua escrevendo história neste País. Uma história que está preservando vidas nas rodovias brasileiras, reforçando a missão da Medicina do Tráfego. Essa é a nossa 14ª diretriz, sendo que seis delas já se tornaram leis federais”, explicou o especialista.

Vácuo normativo – A nova diretriz tem como principal preocupação garantir segurança à criança no interior da ambulância, minimizando o risco de eventual lesão durante o transporte. As orientações contemplam crianças sadias, doentes ou feridas, assim como o transporte de crianças acompanhadas por adultos, como bebês.

“Sinistros de trânsito envolvendo veículos automotores constituem-se em uma das principais causas de morte, ferimentos e incapacidades adquiridas em todo o mundo. Considerando-se a faixa etária de 5 (cinco) a 29 (vinte e nove) anos, a morte decorrente de ferimentos provocados pelos sinistros de trânsito é a primeira entre todas as mortes por causas definidas no mundo. Em nosso país, milhares de crianças sofrem ferimentos ou morrem em acidentes de trânsito todos os anos”, explica a diretriz.

“A ambulância é um veículo com características específicas e questões complexas para a proteção dos ocupantes, que podem ser transportados em assentos tradicionais voltados para a frente, mas também laterais e outros invertidos, voltados para trás. Há, portanto, necessidade de legislação pertinente, baseada em evidências científicas, uma vez que as especificações técnicas dos dispositivos de retenção para crianças determinadas pela Resolução do Contran nº 277/2008 não se aplicam para esse tipo de veículo”, esclarece.

A Abramet indica como a criança deve ser transportada e como devem ser usados equipamentos de segurança como o cinto, assentos conversíveis e outros. O documento também aborda os parâmetros adequados para a conformação interna do veículo.

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Segurança no Trânsito será tema de campanha global da ONU

A Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) anunciou o tema escolhido para a 6ª Semana Global de Segurança no Trânsito, iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU): “Ruas pela Vida”. O evento será realizado entre os dias 17 e 23 de maio, propondo o estabelecimento do limite de velocidade de 30km para vias em que as pessoas e o tráfego de veículos mais se misturam. Apoiada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a campanha será replicada também no Brasil.

“Essa é uma iniciativa de grande relevância e contará com todo o nosso apoio”, comenta o dr. Antonio Meira Junior, presidente da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (ABRAMET). Segundo ele, o tema para atuação mundial tem grande aderência ao trabalho realizado pela entidade na defesa do fortalecimento de mecanismos que tornem o trânsito mais seguro no Brasil. “Gerenciar limites de velocidade com critérios científicos é uma decisão de grande importância, especialmente quando consideramos que o excesso de velocidade é um dos principais motivos de sinistros de trânsito no país”.

“As ruas de 30 km/h salvam vidas e protegem todos os que as utilizam, especialmente os mais vulneráveis, como pedestres, ciclistas, crianças, pessoas idosas e pessoas com deficiência. Assim, além de mais seguras, vias locais projetadas ou adaptadas para baixas velocidades, tornam as ruas mais acessíveis, agradáveis e equitativas, favorecendo o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, afirma Victor Pavarino, consultor de segurança no trânsito e mobilidade sustentável da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Mobilização mundial – O consultor explica que a Semana Global de Segurança no Trânsito da ONU é promovida desde 2007, segundo um planejamento feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Colaboração das Nações Unidas pela Segurança no Trânsito, com o objetivo de aumentar a conscientização global sobre a prevenção de lesões e mortes no trânsito. O evento é um esforço coordenado para gerar compromisso dos diversos países com a redução da velocidade nas vias urbanas, em busca de cidades mais sustentáveis.

Em 2021, o evento também será palco do lançamento oficial da Década de Ação para a Segurança no Trânsito 2021-2030 e seu Plano Global. “Limites de velocidades reduzidos nas vias urbanas já haviam sido explorados de alguma forma na Semana Mundial de Segurança no Trânsito em 2017. O fato de o tema da velocidade ter sido eleito novamente para a Semana de 2021, destacando agora espaços conhecidos como “Vias Calmas” ou “Zonas 30”, reforça a importância deste fator de risco primordial no trânsito”, declara Pavarino.

Segundo ele, limites de velocidade reduzidos podem parecer inviáveis em sociedades que já naturalizaram o uso de velocidades de 60km/h ou até 80km/h em vias urbanas, prática que aumenta o risco da incidência e letalidade de sinistros.

“No entanto, o respeito à prioridade dos pedestres nas faixas de travessia também já foi considerado algo utópico, assim como os ambientes livres de fumo”, ressalta Pavarino. “Brasília, uma cidade em que o respeito à faixa se consolidou nos anos 1990, a propósito, só logrou ter essas travessias viabilizadas após ter reduzido drasticamente as velocidades médias praticadas até então”.

Para ele, a humanização das vias, com velocidades reduzidas, terá um papel “pedagógico, à medida que demonstram a possibilidade de uma cidade diferente e abrem caminho para expandir gradualmente a experiência das vias calmas para outros lugares”.

Diário Oficial publica redação final do CTB, mantendo prerrogativa do médico do tráfego

O Diário Oficial da União (DOU) publicou na sexta-feira, 26, a redação final da Lei nº 14.071/2020, que modificou o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), restabelecendo a exigência de um médico do tráfego e do psicólogo do trânsito para aplicar o Exame de Aptidão Física e Mental (EAFM) e a avaliação psicológica, respectivamente, nos candidatos à concessão e renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A nova redação decorre da derrubada de veto presidencial pelo Congresso Nacional em votação realizada semanas atrás.

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“A preservação da vida no trânsito e o fortalecimento dos mecanismos que reduzem sinistros com vítimas fatais venceu”, comenta o dr. Antonio Meira Júnior, presidente da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (ABRAMET). “Foi uma vitória muito importante para a sociedade, que continuará contando com a medicina do tráfego para construir um trânsito menos violento com base na prevenção”.

Segundo ele, ao reconhecer a necessária especialização para a aplicação do EAFM, os parlamentares demonstraram sensibilidade sobre a importância de uma avaliação criteriosa do candidato a condutor e entenderam que o médico do tráfego, que acumula formação multidisciplinar e, agora, é o único profissional com a prerrogativa legal para realizá-lo.

A Abramet acompanhou toda a tramitação das mudanças no Código de Trânsito Brasileiro, desde o início da tramitação do PL 3267/2019. A entidade participou de audiências públicas, esteve presentes em todas as votações e mobilizou sua diretoria no diálogo institucional com integrantes do governo federal e parlamentares da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.

Abramet comunica o falecimento de Trajano Roberto Alfonso Henke

Com pesar, a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) comunica o falecimento de Trajano Roberto Alfonso Henke, médico do tráfego, do trabalho e pneumologista que presidia a Federada da Abramet no Rio Grande do Sul. Batalhador, Trajano atuava na linha de frente contra a covid-19 na cidade de Rio Pardo (RS), onde morava, e recentemente foi acometido pela doença que tanto ajudou a combater e vencer na vida de muitos pacientes.
O 1º vice-presidente da Abramet, Ricardo Hegele, exalta a trajetória do médico e amigo. “Um homem ponderado, conciliador, colega e grande parceiro. Era também muito espirituoso, sempre alegre e disponível. Foi um grande mestre na Medicina do Tráfego, mas certamente fará muita falta para toda a Medicina brasileira. Vai em paz, com a missão cumprida”.
“Perdi um grande amigo e irmão. Nesse momento de tristeza, a desejamos que o conforto encontre o coração de sua família, amigos e admiradores. Está é, sem dúvida, uma perda dolorosa para todos, em especial para o Rio Grande do Sul, que perde um colega tão dedicado ao cuidado de seus pacientes”, lamentou o conterrâneo e ex-presidente da Abramet, Juarez Molinari.
Dr. Trajano, como era conhecido, era presidente da Abramet-RS desde 2014. Foi também diretor de Ética Médica da Abramet em gestões anteriores e na atual era membro suplente do Conselheiro Fiscal da instituição nacional. Além disso, fazia parte do Conselho de Representantes da Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS) e era membro da Câmara Técnica de Medicina de Tráfego do Conselho Regional de Medicina (Cremers).

Abramet não é signatária da “Carta aos Médicos”, da AMB

A Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) tem realizado iniciativas diversas de apoio à prevenção do novo coronavírus e contribuído no esforço nacional para conter a disseminação da Covid-19. Desde o início da pandemia, em março de 2020, a entidade uniu-se à diversas sociedades de especialidades médicas e outras instituições para orientar a população e estimular o cuidado, assim como para garantir a segurança e a qualidade do atendimento prestado pelo médico de tráfego. Para isso, a Abramet produziu diretrizes, cartilhas, organizou palestras e lives, sempre com o objetivo de colaborar no enfrentamento e controle da grave crise sanitária.

No momento em que a pandemia ganha contornos ainda mais desafiadores, com o aumento alarmante do contágio, a entidade endossa a importância de manter a população mobilizada pela prevenção e o papel relevante da classe médica. Além de cuidar e tratar os pacientes, cabe aos médicos de todas as especialidades orientar de forma segura, com base em informações qualificadas e evidências científicas, de forma que todo cidadão possa lidar com a covid-19 em um ambiente de segurança.

Compartilhando desse objetivo, a Abramet tem sido parceira de diversas entidades médicas, fortalecendo iniciativas que atendam o objetivo maior de proteger a saúde e a vida da população. A entidade, entretanto, não conferiu sua assinatura em documento institucional divulgado pela Associação Médica Brasileira (AMB), à qual é filiada. A chamada “Carta aos Médicos”, que trata do uso de medicamentos sem eficácia comprovada contra a covid-19, não foi submetida à diretoria da Abramet.

Para a sua diretoria, parcerias institucionais exigem diálogo prévio. A Abramet está à disposição de seus pares para colaborar em tudo o que for necessário para orientar a preservar a vida da população

União Europeia adotará exame mais rigoroso para concessão de habilitação, prática difundida há anos pela Abramet no Brasil

Estudo publicado pela European Transport Safety Council (ETSC) concluiu que condições médicas específicas, o uso de substâncias químicas, a presença de transtornos mentais e outras doenças, como a epilepsia e o diabetes, são fatores mais importantes do que a idade no que diz respeito à capacidade do indivíduo para dirigir. A organização defende ainda maior rigor na avaliação médica associada à concessão e renovação das carteiras de habilitação.

Divulgado nessa terça-feira (23), o documento vai nortear premissas a serem adotadas por países da União Europeia e corroboram diretrizes exaradas pela Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) no Brasil.

“A ETSC está recomendando que é preciso realizar um exame de aptidão física e mental padronizado e cuidadoso, paradigma que temos defendido de forma incansável nas últimas décadas, dentro do entendimento de que a condição de saúde geral do condutor tem impacto direto sobre sua capacidade de dirigir e a segurança no trânsito”, avalia o dr. Antonio Meira Junior, presidente da Abramet.

“A Europa anuncia hoje que irá adotar premissas que já são realidade no Brasil, fruto do trabalho que temos feito para prevenir e reduzir sinistros no trânsito”, acrescenta Ricardo Hegele, 1º vice-presidente da entidade.

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Em seus mais de 40 anos de trajetória, a Abramet tem atuado para garantir que o Exame de Aptidão Física e Mental (EAFM), que avalia a saúde do candidato a condutor, seja um mecanismo para a prevenção de sinistros no trânsito e, consequentemente, para a redução de sua incidência. Nesse campo, a entidade acumula ampla produção científica ancorada em livros, estudos e diretrizes coordenadas pelo dr. Flávio Emir Adura, atual diretor científico, e José Montal, diretor administrativo da Abramet, dois dos especialistas mais respeitados na medicina do tráfego no País.

Ao recomendar um exame clínico mais rigoroso, o estudo da ETSC conclui que “a triagem obrigatória com base na idade de motoristas mais velhos não se mostrou eficaz na prevenção de colisões graves”. Entre os países que participaram da pesquisa, informa a instituição, a maioria exige algum tipo de exame médico para a habilitação de condutores. Não há, porém, um procedimento padrão, tal como é feito no Brasil.

“O relatório recomenda que seja considerado um processo de rastreio normalizado em todos os Estados-Membros ao avaliar a aptidão do condutor para conduzir. O processo deve ser baseado nas melhores práticas internacionais e, idealmente, consistente em todas as jurisdições”, acrescenta, sinalizando a necessidade da padronização da avaliação médica.

Congresso Nacional derruba veto, restabelece prerrogativa do médico de tráfego e fortalece Código de Trânsito Brasileiro

A proteção da vida no trânsito prevaleceu. O Congresso Nacional derrubou nesta quarta-feira (17) o veto presidencial 52/2020, que havia modificado os dispositivos 8 (artigo 147), 12 (artigo 268) e 13 (artigo 5) do novo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), e restabeleceu a exigência de um médico do tráfego e do psicólogo do trânsito para aplicar o Exame de Aptidão Física e Mental (EAFM) e a avaliação psicológica, respectivamente, nos candidatos à concessão e renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Imposto pelo governo federal na sanção do Projeto de Lei 3267/2019, o veto foi rejeitado pelo Congresso Nacional.

A votação foi acompanhada de perto pelo presidente da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), Antonio Meira Júnior, e os membros da Comissão de Assuntos Políticos da entidade, Arilson de Sousa e Alysson Coimbra. “Hoje a Medicina de Tráfego de tráfego entra para a história, ao ser expressamente incluída no novo Código de Trânsito Brasileiro. Antes, porém, é uma vitória de toda a sociedade, que continuará amparada por uma ferramenta decisiva para prevenir sinistros e evitar tantas mortes no trânsito brasileiro”, reagiu Meira Júnior.

Segundo ele, o resultado mostra a grande sensibilidade do poder Legislativo federal, que acolheu os argumentos da ciência médica e enxergou o grande potencial de dano para a população caso o veto fosse mantido. “Trabalhamos de forma incansável, convencidos de que a ciência e o respeito à vida prevaleceriam. Foi possível mostrar que é possível modernizar o Código sem aumentar o risco de sinistros”, completou

A vitória foi construída pela Abramet com o apoio decisivo da Frente Parlamentar da Medicina, na pessoa de seu presidente, o deputado Hiran Gonçalves (PP/RR), além do empenho pessoal de diversos parlamentares que atuam na área médica e da saúde, como os senadores Eduardo Gomes (MDB-TO) e Davi Alcolumbre (DEM-AP), bem como os deputados Hugo Leal (PSD-RJ), Ricardo Barros (PP-PR) e Christiane Yared (PL-PR), com destaque para o relator da matéria na Câmara, Juscelino Filho (DEM-MA). O tema também mobilizou outras entidades médicas nacionais, entre elas a Associação Brasileira de Psicologia de Tráfego (Abrapsit), a Associação Médica Brasileira (AMB), a Federação Nacional dos Médicos (Fenam) e o Conselho Federal de Medicina (CFM). Por todo o País, a diretoria da entidade e suas federadas aturam fortemente no convencimento dos parlamentares em suas bases.

Reconhecimento – No encaminhamento das votações, parlamentares defenderam a manutenção da exigência de um médico do tráfego e psicólogo de trânsito para a correta aplicação do exame e avaliação, respectivamente, do candidato a condutor. Eles também destacaram a importância da atuação da Abramet, agradecendo seu auxílio para a adequada modernização do Código de Trânsito Brasileiro.

“Quero em nome da medicina do Brasil, da Abramet, agradecer a todos os líderes que aquiesceram com a nossa sugestão de derrubada do veto 52, que garante que os especialistas tenham condição de estabelecer seus exames com segurança para o povo brasileiro”, destacou o deputado Hiran Gonçalves (PP-RR), presidente da Frente Parlamentar da Medicina. “Também quero parabenizar toda a diretoria da Abramet, que nos auxiliou muito na construção desse novo Código, que foi ao encontro das expectativas do governo, do presidente Jair Bolsonaro e da segurança das pessoas”, completou.

O deputado Juscelino Filho (DEM-MA), relator do projeto que deu origem ao novo CTB (3267/2019) também fez questão de pontuar a importância do especialista. “Construímos consenso entre os partidos e o governo em torno da derrubada do veto. É grande a nossa preocupação com a vida de todos os que têm na malha viária o seu principal meio. É preciso estabelecer um padrão de segurança viária no trânsito e reconhecer a importância da avaliação física e mental, hoje feito por especialistas”.

“Estamos lutando e defendendo que os profissionais capacitados para exercer a medicina do tráfego tenham prioridade para executar exames e tratamento de pacientes. Vamos garantir mais segurança no trânsito, economia nos nossos hospitais e qualidade de vida mais digna as pessoas que enfrentam as estradas do Brasil”, afirmou o deputado Dr. Frederico (Patriota-MG).

“Em nome da Abramet, iniciamos esse trabalho dentro do Congresso Nacional para devolver a segurança para o usuário do trânsito, para o motorista. São os especialistas médicos que podem tirar da rua condutores não capacitados e proteger a vida da população”, endossou o deputado Luís Miranda (DEM-DF).

Defesa técnica – Na busca pela derrubada do veto, os representantes da Abramet levaram pessoalmente aos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, aos líderes das bancadas e parlamentares das duas Casas, argumentos e esclarecimentos técnicos para demonstrar a especificidade do Exame de Aptidão Física e Mental (EAFM) e a pertinência de sua aplicação por um médico do tráfego.

Com abordagem pericial, informou a entidade, a correta aplicação do exame requer o conhecimento multidisciplinar estabelecido na medicina do tráfego, que combina abordagens de diversas especialidades médicas como a clínica geral, cardiologia, oftalmologia, otorrinolaringologia, ortopedia e neurologia. Fixada no CTB, a obrigatoriedade da especialização para aplicação do EAFM já era prevista em resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

Na defesa da reversão do veto, a Abramet também esclareceu que a medicina do tráfego foi criada com o apoio da AMB há mais de 40 anos e é reconhecida pelo CFM como especialidade há 26 anos. A entidade destacou que essa é uma das poucas especialidades, reconhecidas pelo Conselho, que não é ministrada na grade curricular tradicional de graduação em Medicina. Atualmente, a residência em medicina do tráfego tem duração de dois anos e capacita o médico formado para o atendimento, remoção e transporte de vítimas de sinistros de trânsito; assim como para a perícia de condutores e candidatos à obtenção da CNH.

Na defesa da especialidade, os médicos do tráfego contaram ainda com o apoio de dezenas de instituições da área médica, mobilizando toda a sociedade em torno da preservação dos mecanismos que favoreçam a prevenção a sinistros de trânsito e, consequentemente, à redução dos óbitos e sequelas deles decorrentes. No Brasil, sinistros de trânsito representam a segunda maior causa de morte não natural, acumulando mais de 1,6 milhões de feridos nos últimos 10 anos. Com características de uma epidemia, os sinistros de trânsito geram custo de cerca de R$ 3 bilhões para o Sistema Único de Saúde (SUS).

Histórico de mobilização – Além da AMB, o CFM, a Fenam e a Abrapsit, também apoiaram esta causa o Conselho Federal de Psicologia (CFP), a Associação Brasileira dos Condutores de Ambulância (ABRAMCA), a Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (ABRAVA), a Associação Brasileira de Psicologia do Tráfego (ABRAPSIT), o  Sindicato dos Mensageiros Motociclistas, Ciclistas e Mototaxistas do Estado de SP (SindimotoSP), a Academia Nacional de Seguros e Previdência  (ANSP), a Fundação Thiago de Moraes Gonzaga, o Movimento Não Foi Acidente, e a Associação de Parentes, Amigos e Vítimas de Trânsito (Trânsito Amigo).

A Abramet acompanhou toda a tramitação das mudanças no Código de Trânsito Brasileiro, que foram apreciados pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal a partir de 2019, contribuindo com dados e estudos científicos em defesa do fortalecimento das normas destinadas a prevenção de sinistros com vítimas fatais e portadores de sequelas no trânsito brasileiro.

 

Fonte: https://www.abramet.com.br/noticias/congresso-nacional-derruba-veto-restabelece-prerrogativa-do-medico-de-trafego-e-fortalece-codigo-de-transito-brasileiro/

Um terço dos motoristas brasileiros tem algum problema de visão e que necessita de restrições na CNH

O número de Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs) emitidas e que constam a exigência do uso de lentes de contato ou óculos, por exemplo, aumentou 44%, entre 2014 e 2020. Atualmente, o grupo que necessita de restrições na CNH representa quase um terço da população habilitada no Brasil: são 20,7 milhões de motoristas e motociclistas.

Os dados inéditos, divulgados pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), corroboram avaliação da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) sobre o impacto das condições de saúde do condutor sobre os sinistros de trânsito no País. “Esse é um alerta de grande relevância e que devemos observar ao aplicarmos o Exame de Aptidão Físico e Mental (EAFM)”, avalia Flávio Adura, diretor científico da Abramet.

Na avaliação do vice-presidente do CBO, Cristiano Caixeta Umbelino, o aumento dos índices de pessoas com problemas visuais no trânsito está relacionado à conjunção de alguns fatores, principalmente ao envelhecimento da população brasileira e a maior facilidade de acesso ao atendimento oftalmológico.

“É um contexto amplo. A expectativa de vida aumentou consideravelmente nas últimas décadas. Nesse sentido, é natural que o envelhecimento dos olhos seja acompanhado do surgimento de problemas de vista. Há ainda outras causas externas, como a popularização das mídias digitais. Hoje, a sociedade está imersa em novos hábitos, que sobrecarregam a visão, como a exposição diária dos olhos e por longos períodos a telas”, pondera.

Distúrbios visuais – O levantamento aponta quais tipos de anotações aparecem com maior frequência na CNH dos motoristas brasileiros. Na primeira colocação está a necessidade do uso de lentes corretivas (restrição de código A), com mais de 20 milhões de condutores que não podem dirigir ou pilotar se não estiverem fazendo uso de óculos ou lentes de contato.

Em segundo lugar, com mais de 332 mil casos, constam as restrições associadas à visão monocular (código Z), hoje excluída da Resolução do Contran que trata das restrições médicas. Em terceiro lugar, com aproximadamente 102 mil casos, estão os motoristas impedidos de dirigir após o pôr-do-sol (código U).

A inclusão dessas anotações na CNH é feita pelo médico do tráfego, ao final da avaliação prévia exigida para a concessão ou renovação da CNH. No exame, o especialista analisa as condições do candidato de conduzir um veículo sem oferecer perigo para outros motoristas, passageiros e pedestres.

São analisadas a acuidade visual, o campo de visão, a capacidade do candidato de enxergar à noite e reagir prontamente – com resposta rápida e segura ao ofuscamento provocado pelos faróis dos demais veículos; e a capacidade de reconhecer as luzes e sua posição dos semáforos.

Ao identificar a existência ou sintoma de deficiência de visão, o médico do tráfego orienta a busca por uma avaliação especializada, de um médico oftalmologista, para que seja feito o diagnóstico e prescrição do tratamento. “No resultado do exame, o médico do tráfego poderá considerar o candidato apto, apto com restrições ou inapto”, completa Adura.

Segundo números oficiais da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o comprometimento da saúde visual foi responsável por 1.659 sinistros de trânsito em rodovias federais, em apenas três anos (2016-2019). Conforme avaliam os especialistas da área, se levado em conta sinistros verificados em pistas, ruas e avenidas dos centros urbanos, certamente o número seria ainda maior.

Outras restrições – Além das restrições relacionadas à saúde visual, existem ainda outras restrições passíveis de anotação na CNH. A resolução 425/2012 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que dispõe sobre a realização do exame de aptidão física e mental para condutores e candidatos a condutores e veículos automotores, prevê a indicação de eventual restrição médica do motorista e a solução indicada para a direção segura, incluídas adaptações dos veículos para serem conduzidos por pessoas com deficiência.

Considerando-se as restrições obrigatórias para a condução de veículos adaptados por pessoas com deficiência, a de maior frequência, com mais de 492 mil casos, é a que obriga os motoristas a dirigir veículos com transmissão automática (código D). Em seguida aparecem as anotações de obrigatoriedade do uso de veículo com direção hidráulica (código F): são 408 mil casos em todo o País.

Em 2018, a ABRAMET publicou diretriz específica para a avaliação clínica desses candidatos, estabelecendo os procedimentos a serem observados pelo médico do tráfego durante a realização do Exame de Aptidão Física e Mental.  O protocolo apresenta critérios para qualificar o exame, indicando os passos da avaliação clínica inicial e os casos que devem ser apreciados por junta médica e durante a prova prática de direção. Para cada alternativa, a entidade sinaliza os procedimentos a serem adotados pelo médico especialista.

A diretriz também apresenta um conjunto de casos especiais, apontando doenças e outros distúrbios que possam impactar a capacidade de dirigir como a presença de próteses, tumores cerebrais, distrofias etc.

 

Fonte: https://www.abramet.com.br/noticias/um-terco-dos-motoristas-brasileiros-tem-algum-problema-de-visao-que-necessita-de-restricoes-na-cnh/

Com carros ou motos, aumenta o número de habilitação de mulheres no Brasil

A mulher brasileira tem ampliado a ocupação de espaços também no trânsito. Mapeamento da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (ABRAMET) com dados do Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN) registra 25,8 milhões de condutoras de automóveis habilitadas até março de 2021, o equivalente a 35% do total de carteiras válidas no Brasil. Entre elas, 6,8 milhões dirigem também motocicletas. Os números oficiais mostram que o contingente de condutoras cresceu cerca de 2,5% entre 2013 e 2020 e que o número de mulheres envolvidas em sinistros de trânsito é menor: segundo o Ministério da Saúde 82% das vítimas fatais são do gênero masculino.

“A mulher é um público cada vez mais importante para a medicina do tráfego e sua conduta oferece um exemplo a ser seguido por toda a sociedade”, afirma Antonio Meira Junior, presidente da ABRAMET. “A mulher é mais cuidadosa, mais atenta aos limites de velocidade e mais prudente na direção. Essa postura contribui decisivamente para a prevenção de sinistros e deveria ser adotada por todas as pessoas”, destaca.

O estudo revela os Estados brasileiros com o maior número de mulheres habilitadas: São Paulo ocupa a primeira posição, com 8,8 milhões de carteiras; seguido por Minas Gerais, com 2,5 milhões; Paraná, com 1,9 milhão; Rio de Janeiro, com 1,8 milhão; Rio Grande do Sul, com 1,7 milhão e Santa Catarina, com 1,4 milhão de mulheres habilitadas. O Amapá é a unidade da federação com o menor número de mulheres habilitadas: 49,8 mil.

Os dados compilados pela ABRAMET também indicam as faixas etárias preponderantes entre as motoristas brasileiras: o grupo com o maior número de habilitações, com 7,5 milhões de condutoras, situa-se entre 31 e 40 anos de idade. Em segundo lugar, com 5,5 milhões, mulheres entre 41 e 50 anos. Agrupadas, as mulheres entre 51 e 70 anos representam 5,6 milhões de condutoras no país.

Cautela e atenção – No mês em que é celebrado o Dia Internacional da Mulher, especialistas destacam que a presença feminina no trânsito representou um grande avanço para a sociedade. “A mulher tem um papel fundamental no trânsito e estamos cada vez mais mobilizados para orientá-las sobre como reduzir riscos”, afirma a dra. Rita Moura, diretora da federada ABRAMET no Estado de São Paulo. “A conduta da mulher é cultural, muito enraizada. Ela é mais delicada e menos agressiva”.

“Nós conferimos ao trânsito uma maior calma, segurança e elegância. Estudos demonstram que as mulheres estão menos envolvidas em colisões, talvez por utilizarem adequadamente a sinalização dos veículos, por aproximarem-se com velocidade apropriada aos sinais, cruzamentos e interseções, por guardarem melhor a distância entres os demais veículos e respeitarem os limites de velocidade. São mais cautelosas nas manobras, menos afoitas e agressivas quando atras do volante”, comenta a dra. Joan Faber, diretora científica da federada ABRAMET no Estado do Amazonas.

Elas destacam diretrizes exaradas pela ABRAMET de grande relevância para esse público: a que trata do uso do cinto de segurança por gestantes, de 2003; e a que orienta o uso de equipamentos de segurança para o transporte de crianças, de 2006 e que ancorou a formulação e aprovação da chamada Lei das Cadeirinhas pelo Congresso Nacional. “A Lei das Cadeirinhas, assim como a diretriz da ABRAMET, além de proteger a criança também dá à mulher condutora mais concentração, sabendo que a criança está segura dentro do veículo”, avalia a dra. Rita. “Além das diretrizes, trabalhamos sempre com a orientação do condutor e as medidas de prevenção são importantes também para a mulher. Temos que pensar na segurança sempre em primeiro lugar”, frisou.

“A Medicina do Tráfego foi crucial para a proteção da mulher gestante e de seus fetos, quando do estudo e elaboração da diretriz sobre o uso do cinto de segurança nessas motoristas e passageiras. O cinto de segurança confere proteção superior ao binômio mãe-feto”, comenta a dra. Joan. “Na atuação como médica do tráfego, posso orientar minhas motoristas, gestantes e mães, sobre as alterações hormonais próprias do período gravídico que influenciam no ato de dirigir, sobre o posicionamento correto do cinto de segurança, do assento da motorista e dos dispositivos para o transporte das crianças, desde a saída da maternidade”, acrescenta.

Vanguarda – Registros históricos revelam que, em 1888, Bertha Benz foi a primeira pessoa a dirigir um automóvel e por longa distância na Alemanha: acompanhada apenas de seus filhos, contornou os obstáculos que o veículo apresentava no percurso como falta de combustível, resfriamento do motor, problemas com o sistema de freios. Esta viagem foi essencial para o desenvolvimento técnico do automóvel.

No ano seguinte, na França, a duquesa Anne d’Uzé foi a primeira mulher do mundo a obter habilitação para dirigir. No mesmo ano, foi também a primeira mulher a ser multada por excesso de velocidade, trafegando a 15km/h em ruas onde o limite era de 12km/h. Já no Brasil, a primeira mulher a tirar carteira de habilitação foi Rosa Helena Schorling. A motorista habilitou-se em 1932 no Espírito Santo. Em 1933, conquistou o direito de conduzir motocicletas.

Abramet endossa defesa do uso de máscaras para combater a covid-19

A Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) é uma das entidades médicas que assina nota divulgada pela Associação Médica Brasileira (AMB) em defesa do uso de máscaras faciais como medida essencial na prevenção à covid-19. Coerente com o trabalho realizado desde o início da pandemia, a entidade tem orientado os médicos do tráfego e alertado a população sobre os cuidados para evitar a transmissão do novo coronavírus no Brasil.

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“A pandemia não acabou e alcança seu momento mais grave no Brasil, com o aumento significativo do número de casos e o colapso iminente do atendimento à saúde. É muito importante que todos estejamos atentos e unidos no enfrentamento dessa crise”, justifica o dr. Antonio Meira Júnior, presidente da Abramet. “Não é possível fazer prevenção sem o uso da máscara facial, combinada ao distanciamento social e higiene frequente das mãos”.

Na nota, as entidades signatárias avaliam o agravamento da pandemia e pedem que a população mantenha os cuidados para evitar a covid-19. “A AMB e suas federadas estaduais em conjunto com as sociedades de especialidades médicas que assinam esta recomendação, fazem um apelo à população brasileira e à sociedade civil, para o uso imprescindível de máscaras e reforçam a sua importância”, diz o documento.

Em mais um alerta para o respeito à prevenção e à ciência, a nota enfatiza a importância de cada cidadão fazer a sua parte. “É urgente que as medidas efetivas para diminuir a transmissão da doença sejam assumidas pela população como compromisso social para diminuir a possibilidade do surgimento de novas variantes do vírus e o colapso total dos serviços de saúde de todo país.”.

Focada na proteção e preservação da vida no trânsito, a Abramet tem atuado para orientar a população desde a chegada do novo coronavírus ao Brasil. A entidade preparou e disseminou estudos e dados científicos, assim como cartilhas e outras ações para esclarecer e levar informação confiável e contribuir com o esforço na prevenção e controle da transmissão do vírus.

“No dia a dia, se todo cidadão usar máscara sempre que sair de casa, menos pessoas se contaminarão e menor também será a presença de vírus nas superfícies. Parados e sem usar máscara, as gotículas que exalamos caem no chão após percorrer uma distância de 1,5 a 2 metros”, esclarece Carlos Eid, coordenador da Comissão de Estudos Epidemiológicos para Enfrentamento da covid-19 da Abramet.

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