Empossada, diretoria da Abramet renova compromisso com o fortalecimento da Medicina do Tráfego no Brasil

Mais dois anos de trabalho pelo fortalecimento da medicina do tráfego, apoiando o médico especialista e produzindo o conhecimento necessário para transformar a mobilidade brasileira em uma experiência segura e saudável. Este compromisso foi renovado pelos integrantes da Diretoria e Conselho Fiscal da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), empossados na noite da quarta-feira (26/01) para o biênio 2022/2023. “Agradeço toda a confiança e não medirei esforços para fazer um bom trabalho”, avisou Antonio Meira Júnior, reeleito presidente da entidade.

Meira Júnior, diretores e conselheiros foram reconduzidos em 2021, em eleição por chapa única. Para reduzir custos e em respeito à prevenção da Covid-19, cuja transmissão impõe uma nova onda de contágio no Brasil, a diretoria eleita tomou posse em evento virtual, realizado pela plataforma Zoom. O presidente destacou a importância do trabalho de todos os diretores e conselheiros, cuja união e compromisso ajudaram a construir avanços inquestionáveis para a medicina do tráfego durante sua primeira gestão.

“Eu confio na nova gestão, fizemos muita coisa. Se fizermos a metade do que foi feito nestes últimos dois anos já será muito bom. Mas tenho convicção de que faremos muito mais”, afirmou o diretor científico da entidade, Flavio Emir Adura. Destacando a atuação de Meira Júnior, cuja eleição em 2019 desencadeou o processo de renovação das lideranças da especialidade, Adura endossou a continuidade do trabalho e renovou seu compromisso com a Abramet.

Diretor administrativo da Abramet, José Heverardo da Costa Montal, destacou que a qualificação continuada do médico do tráfego segue como missão permanente nos esforços da diretoria. Segundo ele, a Abramet tem como prioridade criar novas ações de interesse do médico associado, mantendo foco na valorização profissional e atualização científica permanente, com o preparo de novas diretrizes de conduta e treinamentos. “Nós temos a felicidade de ter um especialista em cada canto do Brasil e queremos estar ao lado deles”.

Conquistas e desafios – Em breve pronunciamento, o presidente da Abramet destacou marcos importantes da primeira gestão, como o reconhecimento da prerrogativa do médico do tráfego na avaliação do candidato a concessão e renovação da carteira de motorista, regra incluída na modernização do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que passou a vigorar em 2021.

Meira também mencionou a divulgação de novas diretrizes de conduta e a criação de novas comissões: a Abramet instituiu a Comissão de Estudos Epidemiológicos para Enfrentamento da COVID-19; a Comissão de Assuntos Políticos; a Comissão de Integração do Médico Jovem; a Comissão de Saúde Mental; e a Comissão de Micromobilidade.

O evento virtual foi marcado pelo reconhecimento dos resultados alcançados no último período, em que a medicina do tráfego viu fortalecido seu papel na preservação da vida e redução de sinistros de trânsito. “Fizemos nesses dois anos uma evolução de dez”, disse Dirceu Rodrigues Alves Junior, diretor de comunicação da Abramet. “Chegamos onde não parecia possível e tivemos uma revitalização da entidade, com muita vontade de crescer”. Primeiro vice-presidente da Abramet, Ricardo Hegele destacou os desafios superados, aumentados pela pandemia. “Fizemos um trabalho árduo, pesado e bem-sucedido”.

A nova diretoria registra duas alterações. São seus titulares: presidente: Antônio Edson Souza Meira Júnior; 1º vice-presidente: Ricardo Irajá Hegele; 2º vice-presidente: Juarez Monteiro Molinari; 3º vice-presidente: Fabio Ford Feris Racy; diretor Financeiro: Dirceu Diniz; diretor Científico: Flavio Emir Adura; diretor Administrativo: José Heverardo da Costa Montal; diretor de Qualidade Profissional: Alberto Francisco Sabbag; diretor de Comunicação: Dirceu Rodrigues Alves Junior; diretor de Ética Médica: João Roberto Adura. Chegam ao colegiado o novo diretor de Relações Institucionais: Arilson de Souza Carvalho Júnior; e o diretor de Relações com Federadas: Adriano José Fontes Isabella.

Para o Conselho Fiscal, foram eleitos: Alcides Trentin Júnior; Geraldo Guttemberg Soares Júnior e Luis Fernando Gagliardi. O Conselho Fiscal da Abramet terá como atribuição examinar e emitir parecer sobre as prestações de contas e as demonstrações financeiras da Associação.

Diretoria da Abramet – Biênio 2022/2023

Cargo Nome
Presidente Antonio Edson Souza Meira Júnior
1ºVice-Presidente Ricardo Irajá Hegele
2ºVice-Presidente Juarez Monteiro Molinari
3ºVice-Presidente Fabio Ford Feris Racy
Diretor Financeiro Dirceu Diniz
Diretor Científico Flavio Emir Adura
Diretor Administrativo José Heverardo da Costa Montal
Diretor de Qualidade Profissional Alberto Francisco Sabbag
Diretor de Comunicação Dirceu Rodrigues Alves Junior
Diretor de Relações Institucionais Arilson de Souza Carvalho Júnior
Diretor de Relações com Federadas Adriano José Fontes Isabella
Diretor de Ética Médica João Roberto Adura

Abramet participa de iniciativa do Estadão para eleger as 100 empresas brasileiras mais influentes em mobilidade

A Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet) participou da eleição das 100 empresas brasileiras mais influentes no campo da mobilidade em 2021. Iniciativa do jornal O Estado de São Paulo — com o caderno especial Mobilidade Estadão — em parceria pioneira com o Connected Smart Cities, a escolha é feita por uma comissão formada por 30 profissionais com grande experiência e atuação reconhecida nos diversos campos da mobilidade. A Abramet foi representada por seu presidente, o médico do tráfego Antonio Meira Júnior. O resultado foi publicado pelo jornal em 26 de janeiro.

CONHEÇA OS ESCOLHIDOS AQUI

“Para além da honra de compor a comissão do Estadão e Connected Smart Cities, fizemos um exercício de grande relevância ao avaliar o que está sendo feito de inovador no tema mobilidade”, diz o presidente da entidade. “Esta é uma iniciativa inspiradora, que reconhece e estimula os avanços que precisamos construir no Brasil”.

Segundo ele, o convite para compor a comissão julgadora reconhece a credibilidade da Abramet e a importância de sua atuação para a preservação da vida e a construção de uma mobilidade saudável e segura no país.

Foram escolhidas as empresas mais influentes em um universo de 288 companhias dos mais variados portes e áreas de atuação — foram avaliadas de pequenas startups a grandes montadoras, percorrendo todos os segmentos da mobilidade. Em respeito à prevenção da Covid-19, os integrantes da comissão julgadora avaliaram as concorrentes e definiram seus votos online.

Abramet abre inscrições para a primeira prova de título em Medicina do Tráfego de 2022

A Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet), em parceria com a Associação Médica Brasileira (AMB), iniciou nesta segunda-feira, 10 de janeiro, as inscrições para a primeira prova para a obtenção do Título de Especialista em Medicina do Tráfego de 2022: os interessados terão até o dia 24 para acessar o edital e aplicar para o processo seletivo. Expedido pela AMB, o Título de Especialista em Medicina do Tráfego abre as portas para uma das especialidades que mais cresce no Brasil. A prova será aplicada em 27/03/2022, das 09 às 12 horas, simultaneamente nas cidades de Goiânia (GO) e Porto Velho (RO), conforme estabelecido no edital.

ACESSE O EDITAL AQUI

O exame de suficiência envolve prova teórica, prova teórico-prática e análise curricular. O edital estabelece critérios aderentes às exigências firmadas em convênio entre a AMB e a Abramet, garantindo aos participantes a segurança necessária para obter sua titulação. A medicina do tráfego é uma especialidade médica marcada pela interface com diversos ramos da medicina e da saúde.

Sem burocracia – Para realizar a inscrição, o médico deve encaminhar todos os documentos exigidos no edital para a Abramet, exclusivamente por meio do endereço eletrônico provadetitulo2022@abramet.org.br, até as 23h59 do dia 24 de janeiro e aguardar o envio do boleto bancário para pagamento da taxa de inscrição. A confirmação da inscrição será informada ao candidato pelo email cadastrado, até o dia 14/02/2022. A Abramet fixou prazo até 17/02/2022 para que sejam anexados os documentos requeridos.

Em 01/03 será divulgada pela entidade a lista de candidatos aptos a realizar a prova de título. Aplicado o exame, o gabarito e o espelho de correção das provas serão apresentados em 28/03, dia seguinte ao certame. Candidatos terão até o 01/04 para apresentar recurso, cujo desfecho será apresentado até o dia 15/04 pelo site da entidade – www.abramet.org.br.

Estão aptos a participar do concurso os médicos que concluíram residência médica em Medicina do Tráfego, em programa devidamente reconhecido pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM); ou aqueles que possuam certificado de conclusão em Treinamento em Medicina do Tráfego, previamente reconhecido pela Abramet. Também estão habilitados os médicos que, comprovarem o exercício de atividades profissionais em Medicina do Tráfego num período mínimo de quatro anos.

Prova – A avaliação dos candidatos será realizado por:

  • uma prova de conhecimento teórico, exame escrito tipo teste, com questões de múltipla escolha, composta de 50 (cinquenta) questões com 5 (cinco) respostas alternativas e com duração de duas horas, equivalente a 60% da nota final (peso seis);
  • uma prova teórico-prática escrita através de apresentação de cenários e/ou casos relativos à especialidade, e com duração de uma hora equivalente a 30% da nota final (peso três);
  • análise do currículo do qual devem constar os itens estabelecidos no edital (ver o ANEXO II), equivalente a 10% da nota final (peso um).

Serão considerados aprovados os candidatos que obtiverem média igual ou superior a 6 (seis), sendo necessário obter para a aprovação, no mínimo, nota 6 (seis) na prova escrita. As notas serão calculadas com uma casa decimal, numa escala entre 0 (zero) e 10 (dez).

2021: um ano de grandes vitórias

2021: UM ANO DE GRANDES VITÓRIAS

EM 2022, VAMOS CONSTRUIR JUNTOS NOVOS AVANÇOS!

 

A medicina do tráfego se despede de 2021 FORTALECIDA e RECONHECIDA como uma especialidade médica decisiva para a qualidade de vida da população brasileira. Consagrada na revisão do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), cuja modernização foi discutida no Congresso Nacional e entrou em vigor em 2021, a prerrogativa do médico do tráfego na aplicação do Exame de Aptidão Física e Mental (EAFM) para a concessão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) foi uma grande conquista da nossa especialidade, da Medicina e da sociedade brasileira.

O fortalecimento de mecanismos que ajudem a preservar vidas no trânsito e o apoio incondicional ao médico do tráfego são os objetivos maiores que ancoram a atuação da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet). Mais que seu DNA, são sua principal razão de existir.

Temos sido, desde a fundação, coerentes a estes propósitos e assim seguiremos pelo ano que se aproxima. O ano de 2022 haverá de ser mais um período de avanços e conquistas, em que a medicina do tráfego seguirá PROTAGONISTA do debate e da indução de políticas públicas e do engajamento da sociedade em torno de uma mobilidade mais saudável e segura, em torno da redução e prevenção do sinistro de trânsito e capacitação continuada do médico especialista. Esta é a pauta da Abramet.

Não podemos nos despedir de 2021 sem destacar as entregas mais importantes de nossa entidade, resultado do esforço articulado e intenso de sua diretoria. O avanço da imunização contra o novo coronavírus nos permitiu, num gesto de CONFIANÇA e certa OUSADIA, realizar a primeira edição híbrida do Congresso Brasileiro de Medicina do Tráfego – presencial e online, evento que contou com a participação de autoridades e especialistas de renome e relevância, conduzindo debates e temas de grande importância para o dia a dia do médico do tráfego.

O ano que se encerra também foi oportunidade de publicarmos um conjunto de novas diretrizes de conduta, fruto do trabalho atento do nosso departamento científico: ao debruçar-se sobre os mais novos temas e desafios da rotina diária do médico especialista, a Abramet colocou à disposição da comunidade médica e de todos os profissionais que atuam no binômio saúde e trânsito a atualização e MELHORES PRÁTICAS em temas como o uso do celular ao volante; da habilitação de portadores do espectro autista e de doenças renais crônicas dialíticas, do transporte de animais de estimação, entre outras.

Em meio a esse trabalho intenso e focado, foi com muita honra, e conscientes da grande responsabilidade, que recebemos a eleição para um novo mandato, no biênio 2022/2023. A nova gestão dará continuidade ao TRABALHO EXITOSO que a Abramet tem feito, agregando todos os avanços que pudermos construir na defesa do médico do tráfego e no fortalecimento da nossa especialidade.

Seguiremos buscando protagonismo no debate das questões médicas e de saúde nos deslocamentos humanos, cada vez mais importantes em um Brasil que ainda busca cumprir as metas para redução de sinistros e mortalidade no trânsito recomendadas pelas Nações Unidas.

Essa consciência nos estimulou a adotar a SOLIDARIEDADE como tema de nossa mensagem de encerramento do ano, mais uma iniciativa pela conscientização da comunidade médica e de toda a sociedade brasileira em torno deste objetivo comum.

É por isso que convidamos a todos a um Natal mais solidário!

Todo dia é dia de olhar para o outro com atenção e empatia.

Quando falamos em segurança no trânsito, estamos valorizando a sua vida e as relações entre todos os usuários do sistema de trânsito. São os pedestres, os motoristas, motociclistas, ciclistas e todos aqueles que, conscientes e unidos no mesmo propósito, podem tornar o trânsito brasileiro mais SAUDÁVEL e SEGURO, preservando vidas.

Com a chegada do período de festas, sentimentos de RESPEITO e GENTILEZA ficam ainda mais fortes. Por isso, neste fim de ano, dê passagem para a solidariedade!

Afinal, precisamos nos CUIDAR e cuidar do próximo. No trânsito e fora dele. Todos os dias.

A todos vocês, um Natal feliz e solidário! E um 2022 cheio de realizações e saúde!

Esses são os votos da Abramet para você e seus familiares!

Antonio Meira Júnior

Presidente

Diretoria Gestão 2020-2021

Abramet renova mensagem em defesa de trânsito seguro para o Dia Mundial em Memória da Vítima de Trânsito

A Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet) mobiliza toda a comunidade vinculada à especialidade e se une aos atores públicos e privados para celebrar, no terceiro domingo de novembro, o Dia Mundial em Memória da Vítima de Trânsito. Em 2021, a data acontecerá em 21 de novembro, com o objetivo de reverenciar as vítimas de sinistros e, mais uma vez, alertar a sociedade para a urgência e importância de uma nova conduta no trânsito.

A mobilização envolve desde o Conselho Nacional de Trânsito (Contran), até entidades e parlamentares dedicados à busca por um trânsito mais saudável, com a redução da incidência de sinistros com vítimas fatais e portadores de sequelas. “A construção de uma mobilidade mais saudável e segura está na origem da Abramet e da medicina do tráfego. É uma busca incessante para nós, para todos os médicos do tráfego, que atuamos em defesa da preservação da vida no trânsito e da prevenção do sinistro”, afirma Antonio Meira Júnior, presidente da entidade médica.

A data foi criada em 1993 pela RoadPeace, instituição de apoio as vítimas de trânsito do Reino Unido, e adotada em escala planetária em Assembleia Geral Das Nações Unidas de 2005. Com isso, o Dia Mundial em Memória das Vítimas do Trânsito é celebrado no terceiro domingo de novembro no mundo todo, pela promoção de ações de mobilização e educação para o trânsito, com foco na conscientização e em busca de um conjunto de objetivos:

  • Demonstrar que por trás de cada um dos milhares de números frios das estatísticas de mortos e dos feridos do trânsito brasileiro há um rosto, uma história de vida interrompida. Além dos familiares e amigos que não aparecem nas estatísticas, mas sofrem as consequências da violência no trânsito com a perda de um ente querido.
  • Promover a divulgação pública da dimensão dessa tragédia que, além do eterno custo emocional para os familiares, representa pesadíssimo impacto econômico e social para o país.
  • Promover a consciência de que as ocorrências trágicas nas ruas e estradas brasileiras são previsíveis e, portanto, absolutamente evitáveis.
  • Convocar a sociedade para, de forma civilizada e decidida, exigir das autoridades em todas as esferas de poder que enfrentem com determinação, coragem e respeito ao cidadão o desafio de reduzir essa “doença social” a níveis aceitáveis.
  • Convencer as autoridades municipais sobre a destinação de espaço público (via pública, praça ou jardim) destinado a reverenciar a memória das munícipes vítimas de trânsito na cidade, por meio da construção do Monumento em Memória das Vítimas de Trânsito.

Por iniciativa da ONG Trânsito Amigo, a data foi celebrada no Brasil pela primeira vez em 2007. A partir daí várias entidades e órgãos do SNT (Sistema Nacional de Trânsito) vêm realizando ações que, ao longo do tempo, vem se ampliando com novas adesões e alcançando quase todo o território nacional. A Abramet apoia a iniciativa desde o início.

Mobilização ampla – “Nossa expectativa é marcar a data de alguma forma, seja por meio de uma caminhada reunindo não só familiares de vítimas dos sinistros de trânsito, mas também cidadãos que entendam que podem melhorar a segurança no trânsito para todos que transitam, seja a pé, de bicicleta, num veículo ou mesmo no transporte público”, informa Fernando Diniz, presidente da ONG Trânsito Amigo.

Segundo ele, neste ano a Trânsito Amigo e seu braço nas rodovias, o SOS Estradas, assumiram a missão de dar visibilidade a essa data nas rodovias, buscando impactar todas as pessoas, entidades e empresas que atuam em prol da segurança rodoviária. “A data é uma oportunidade para aumentar a consciência pública em relação à inaceitável perda de vidas no trânsito, além de estimular a sociedade e os governos a apoiarem e desenvolverem ações e políticas que permitam reduzir as vítimas”, explica.

“Estamos todos juntos na busca de um trânsito mais seguro e iniciativas como a da ONU, que envolvem pessoas do mundo inteiro, são importantes momentos de mobilização e reflexão”, diz a deputada federal Christiane Yared (PL-PR), que perdeu um dos filhos em sinistro de trânsito e dedica o mandato parlamentar a construir avanços para estimular uma mobilidade mais segura. “Uma data como o Dia Mundial em Memória das Vítimas de Trânsito pode, também, trazer algum alento aos corações enlutados de quem tem que conviver diariamente com a dor da perda violenta de seus entes queridos em tragédias de trânsito”, acrescenta.

Segundo ela, para conscientizar é preciso continuar mobilizando a sociedade e o poder público. “É preciso continuar falando sobre o assunto e agindo. O trânsito une todos nós, motoristas, passageiros e pedestres. Necessitamos dele para ir e vir e precisamos que seja seguro, que proteja vidas!  Esta é a luta que nos impulsiona a seguir, em defesa de um trânsito mais seguro”, testemunha.

“No Brasil, assim como em outros países do mundo, observamos uma verdadeira epidemia de mortes decorrentes de sinistros de trânsito. São vidas que se perdem em incidentes absolutamente previsíveis e evitáveis, cuja proteção cabe a cada um de nós”, afirma Flávio Emir Adura, diretor científico da Abramet. Segundo ele, evitar o sinistro de trânsito é possível e deve ser objetivo de todo cidadão que se desloca. “Nós, na Abramet, lutamos por uma nova mentalidade, para engajar a sociedade em uma nova forma de se portar no trânsito, com mais respeito”.

Em seus mais de 40 anos de atuação, a Abramet tem contribuído para a criação de legislações e políticas públicas focadas na redução de sinistros com vítimas fatais e portadores de sequelas, assim como para o fortalecimento da prevenção já na concessão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), pela avaliação criteriosa do candidato a condutor. A entidade médica também produz e dissemina o conhecimento científico para balisar as melhores decisões do médico especialista, referenciando também todo o atendimento e atuação dos entes do sistema nacional de trânsito.

Abramet destaca importância da nova mobilização pela segurança no trânsito lançada pela ONU

A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou, em 28 de outubro, a nova Década de Ação para a Segurança no Trânsito 2021/2030, renovando o desafio da construção de um trânsito mais saudável e seguro em todo o planeta. Transmitido ao vivo pela internet, o evento marcou mais uma rodada de mobilização para a redução em 50% da incidência de óbitos e ferimentos graves decorrentes de sinistros de trânsito. Para alcançar tal objetivo, os governos são estimulados a adotar políticas públicas e programas que revertam os indicadores de sinistros e morbidade no trânsito.

Confira aqui o documento da nova Década de Ação para a Segurança no Trânsito 2021/2030

“Essa é uma iniciativa decisiva, de grande relevância, que mobiliza e conscientiza todos os países ao redor do mundo da urgência de mudarmos o ambiente da mobilidade. É preciso construir um trânsito que preserve a vida humana”, diz o presidente da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet). “O Brasil tem produzido avanços, mas ainda temos um longo caminho a percorrer. A Abramet tem atuado não apenas para contribuir com o poder público nesse esforço, como principalmente alertar a sociedade da importância de todos adotarem uma nova conduta com este objetivo”.

A entidade tem mantido uma atuação focada na melhoria e fortalecimento de mecanismos legais que estimulem uma conduta mais segura de condutores, como por exemplo o Código de Trânsito Brasileiro; e na produção e disseminação de conhecimento científico e boas práticas para orientar a atuação do médico do tráfego e dos demais profissionais envolvidos com o sistema de trânsito, assim como para ações educativas para engajar a sociedade em uma nova conduta.

“Temos trabalhado para impedir retrocessos na legislação e conseguimos uma vitória importante durante o debate da revisão do Código de Trânsito. Houve o fortalecimento de mecanismos como as cadeirinhas e, também, o reconhecimento do médico do tráfego como especialista responsável pela realização da avaliação física e mental do candidato a condutor”, destaca o presidente da Abramet. “E temos publicado novas diretrizes de conduta, com vistas a manter o médico especialista e todo o sistema atualizados quanto aos temas mais relevantes no binômio trânsito-saúde”.

“Os sinistros de trânsito causam cerca de 1,3 milhão mortes evitáveis e 50 milhões de feridos a cada ano. A Segunda Década de Ação para a Segurança no Trânsito 2021-2030 tem como meta reduzir pela metade o número de mortes e feridos no trânsito até 2030. O propósito da nova década pode, então, ser entendido como evitar que 6,5 milhões de vidas sejam perdidas e 250 milhões de leitos hospitalares sejam ocupados por vítimas de sinistros de trânsito, muitas retornando às suas casas com graves sequelas”, comenta Flávio Emir Adura, diretor científico da entidade.

“A ABRAMET foi criada, há mais de 40 anos, com o propósito de “preservar vidas nos deslocamentos humanos” e se revigora com o reconhecimento, mesmo que tardio, dessa tragédia humana que nos acompanha há tanto tempo, com os governos de todo o mundo declarando, por unanimidade, uma segunda década de ação para estradas Segurança 2021-2030, acrescenta.

O lançamento do Plano Global para a Década de Ação dá início a um período intensivo de seis semanas de atividades de segurança no trânsito em todo o mundo, incluindo o Dia Mundial da Memória das Vítimas do Trânsito, em 21 de novembro, e reunião de alto nível sobre a melhoria da segurança rodoviária global, marcada para o início de dezembro.

“A perda de vidas e meios de subsistência, as deficiências causadas, a tristeza e a dor e os custos financeiros por acidentes de trânsito representam um preço insuportável para famílias, comunidades, sociedades e sistemas de saúde”, declarou Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS. “Muito desse sofrimento é evitável, tornando as vias e os veículos mais seguros e promovendo caminhada, bicicleta e maior uso do transporte público com segurança. O Plano Global para a Década de Ação pela Segurança no Trânsito apresenta as etapas práticas e baseadas em evidências que todos os países e comunidades podem adotar para salvar vidas.”

Globalmente, mais de 3,5 mil pessoas morrem todos os dias nas vias, o que equivale a quase 1,3 milhão de mortes evitáveis e cerca de 50 milhões de pessoas lesionadas a cada ano – tornando-se a principal causa de morte de crianças e jovens em todo o mundo. Neste cenário, os sinistros de trânsito devem causar mais de 13 milhões de mortes e deixar 500 milhões de pessoas lesionadas durante a próxima década, especialmente em países de baixa e média renda.

(Com informações da OPAS)

Internações de crianças e adolescentes por atropelamentos volta a subir em 2021; SUS já registra mais de 6 mil casos

Um dos grupos mais vulneráveis aos sinistros de trânsito, o público infantil exige um cuidado especial nas ruas e estradas. Entre janeiro e agosto de 2021, o índice de internações por atropelamentos de crianças e adolescentes entre zero e 19 anos, na condição de pedestres ou ciclistas, cresceu 9% – em comparação ao mesmo período no ano passado. No total, mais de seis mil delas foram hospitalizadas em estado grave em todo o País e quase 500 foram a óbito no local onde foram atropeladas.

Os dados, divulgados no Mês das Crianças, fazem parte de um estudo conduzido pela Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), com o suporte da agência 360° CI, que mapeou os índices de morbimortalidade infantojuvenil no Sistema Único de Saúde (SUS) provocados por atropelamentos.

“O levantamento reacende o alerta de que a segurança das crianças e adolescentes depende da conscientização de todos. Esses atropelamentos, na sua maioria, não são acidentais, mas sim resultados da não observância de medidas voltadas para o controle de riscos, quer por parte de condutores, quer por parte de pais e responsáveis pelas crianças”, ressalta Antônio Meira Júnior, presidente da Abramet. “Nesse momento de retorno às aulas presenciais e maior circulação das crianças nas ruas, precisamos reforçar o alerta aos pais, educadores e também provocar as autoridades para que invistam em políticas públicas voltadas à educação para o trânsito”, afirma.

Panorama nacional – Para avaliar o aumento das internações motivadas por atropelamentos durante 2021, o mapeamento considerou os registros do Sistema de Informações Hospitalares do SUS, do Ministério da Saúde. Na análise por Regiões, a Abramet identificou aumento mais significativo no Centro-Oeste e Sudeste, com alta de 45% e 14%, respectivamente, em relação ao mesmo período do ano anterior. Já o Nordeste (-7%) e Norte (-14%) registraram queda nos índices; e Sul foi a única região que não apresentou variação no período analisado.

Apesar do primeiro recorte sugerir que os atropelamentos são uma questão regional, na análise por Estado é possível observar que o problema se alastra por todo o País.  Goiás lidera o ranking com um aumento de 94% nas internações. Na sequência, Tocantins (88%) e Rio de Janeiro (58%) registraram os índices mais alarmantes, seguidos por Rondônia (23%), Paraíba (22%) e Minas Gerais (18%).

Segundo o diretor científico da Abramet, Flavio Adura, a visualização das localidades mais afetadas permite a elaboração e implementação de estratégias específicas para promover a educação no trânsito e cumprimento das leis para uma mobilidade urbana mais saudável e segura para as crianças e adolescentes. “As estratégias de educação devem abranger todos os públicos. Além dos próprios condutores, que devem respeitar sempre os pedestres – sobretudo nas proximidades de escolas –, pais, responsáveis, comunidade e as próprias crianças precisam incorporar essa cultura de segurança”, disse.

Perfil – Nos primeiros oito meses de 2021, o aumento mais expressivo, em termos percentuais ocorreu no grupo de crianças com idade entre 10 e 14 anos. Nesta faixa, o aumento nas hospitalizações foi de 17%, seguidos por adolescentes de 15 a 19 anos (10%) e crianças entre 5 e 9 anos (8%). Entre os menores de 5 anos houve queda nos atropelamentos. Dos pacientes internados no período, os meninos representam 76% das vítimas. Com 4,6 mil hospitalizações em 2021, aumento de 12% em relação ao ano anterior.

Desafio frequente – A pesquisa demonstra ainda que a questão não é recente. No estudo da série histórica, foi demonstrado que na última década cerca de 120 mil crianças e adolescentes foram hospitalizados no SUS e mais de 8,6 mil morreram vítimas de atropelamentos.

“É característico da criança o não conhecimento do risco, a constante exposição ao perigo, condição que coloca sua saúde e sua vida sob constante ameaça. Trazer as regras do trânsito para uma linguagem compreensível para esse público é um desafio que a sociedade tem que enfrentar se quiser evitar ou atenuar essa dolorosa realidade”, pontua o José Montal, diretor da Abramet. Para ele, é fundamental que os adultos sejam o exemplo que ajudará a criança a tornar-se cidadã apta para o convívio pacífico, em respeito à vida.

Nesse contexto, o especialista também reforça o papel dos familiares e responsáveis para supervisionarem as crianças na travessia pelas ruas e orientá-las sobre as regras e sinais de trânsito; a importância de utilizar a faixa de pedestre e olhar para os dois lados ao atravessar; nunca correr pela rua ou entre veículos; e outros ensinamentos que podem ser passados no dia a dia em conversas e brincadeiras.

Em Brasília, Abramet prestigia AMB e participa do lançamento do núcleo de atuação parlamentar

A Associação Médica Brasileira (AMB) criou uma representação para acompanhar as atividades do Congresso Nacional e manter diálogo institucional continuado com deputados federais e senadores para a defesa e fortalecimento de pautas positivas para a saúde da população. No dia 06 de outubro, o Núcleo de Atuação Parlamentar (NAP) foi lançado na sede da entidade, na cidade de Brasília, em cerimônia que recebeu representantes de sociedades de especialidades médicas, de suas Federadas e outras autoridades.

Antonio Meira Júnior, presidente da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet), esteve na capital federal para prestigiar o evento e destacou a importância do diálogo com o poder legislativo para construir avanços na área da saúde. “A Câmara e o Senado tem uma atuação decisiva para impedirmos retrocessos e fortalecermos os mecanismos e políticas públicas focadas na democratização do acesso à saúde e na defesa do ato médico”, afirmou Meira.

O NAP chega com a missão institucional de acompanhar junto ao Congresso Nacional e órgãos do Poder Executivo as demandas das Sociedades de Especialidades e Federadas; projetos legislativos, audiências com parlamentares e reuniões de Comissões onde estejam tramitando proposta de interesse da medicina e da saúde brasileira e que digam respeito aos interesses específicos de cada Especialidade e Federada.

“A AMB tem compromissos que, mais do que tudo, são pilares para sua ação: trabalhar por saúde de qualidade aos cidadãos e pela melhor prática da Medicina”, pontuou o presidente da entidade, César Fernandes. “Assim, ao fixarmos um de nossos braços na capital da República, o fazemos com esse foco. Vamos acompanhar par-e-passo o que se passa no Congresso Nacional e colaborar com o Legislativo para proposituras em favor do acesso integral e da assistência de excelência, pela valorização dos médicos e da Medicina”.

O Núcleo de Atuação Parlamentar, a AMB, de agora em diante, disponibiliza às Federadas e às sociedades de especialidades médicas, sem custos ou contrapartida, os seguintes serviços:

  • Assessoria Parlamentar junto ao Congresso Nacional
  • Consultoria Jurídica
  • Estrutura física completa de Coworking em Brasília

Abramet apoia criação do Dia Nacional em Memória das Vítimas de Sinistros de Trânsito

A Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet) participou de audiência pública realizada pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal para discutir o Projeto de Lei 5.189/2019, que cria o Dia Nacional em Memória das Vítimas de Sinistros de Trânsito e estabelece a data de 7 de maio para a sua celebração anual. De autoria do senador Fabiano Contarato (REDE-ES), a proposta busca estabelecer um novo mecanismo para alertar a sociedade e engajar a população e o poder público na prevenção a sinistros de trânsito com o objetivo de contribuir para um tráfego mais saudável no Brasil.

“Este projeto de lei traz conforto e chama atenção para que trabalhemos no sentido de reduzir o sinistro”, afirmou o dr. Flávio Emir Adura, diretor científico da Abramet. “As vítimas têm nome, não são números. Nos deixam saudade do futuro, de um futuro que deixa de existir”, acrescentou. Primeiro convidado a se pronunciar, Adura destacou que a missão maior da Abramet é a preservação da vida e a mitigação do sofrimento no trânsito. “A apresentação de projetos como este, e saber que podemos contar o senhor, nos leva a concluir que vamos conseguir vencer esta batalha”.

Em sua apresentação, o diretor científico da Abramet mencionou casos emblemáticos de sinistros de trânsito com vítimas fatais – como os que mataram a princesa Diana, o piloto Ayrton Senna e o avô do próprio médico; para reafirmar a importância de ações cada vez mais rigorosas e efetivas para prevenir o sinistro e melhorar a conduta dos condutores. Flávio Adura mencionou o estímulo à alcoolemia zero e ao uso do cinto de segurança, assim como a conscientização em torno dos riscos da combinação de celular e volante.

“Estamos correndo um risco. O STF se prepara para analisar, em caráter definitivo, a ADIN que discute a validade da Lei Seca. A ação já está na pauta”, alertou Adura. O combate a combinação do consumo de álcool e direção é bandeira histórica da Abramet, entidade que participou decisivamente da criação e aprovação da lei.

Números de epidemia – Em defesa do projeto de lei, o senador Contarato destacou que sinistros de trânsito causam milhares de mortes no Brasil todos os anos, com impacto social e na saúde: 60% dos leitos hospitalares do Sistema Único de Saúde (SUS) são ocupados por vítimas de acidente de trânsito, bem como 50% dos centros cirúrgicos. “A data pretende manter viva a memória das vítimas e deixar um alerta para a segurança no trânsito”, justificou.

O parlamentar apropria sinistro emblemático acontecido na cidade de Curitiba em 07 de maio de 2009, em que o então deputado estadual Fernando Ribas Carli Filho provocou a morte de dois jovens. Dirigindo embriagado e alta velocidade, Carli tinha a carteira de habilitação cassada, e bateu no carro em que estavam Gilmar Rafael Souza Yared e Carlos Murilo de Almeida. O sinistro, de grande repercussão no país, matou um dos filhos da deputada federal Christiane Yared (PL-PR), parlamentar com atuação dedicada à causa da redução de sinistros de trânsito.

O senador destacou a importância da atuação da Abramet e colocou-se a disposição para contribuir com propostas e ações recomendadas pela entidade para reverter o número de mortos e sequelados por sinistros de trânsito no Brasil. “Quando vemos uma instituição que tem compromisso com a preservação da vida, nós parlamentares temos de estar de portas abertas”, afirmou Contarato. “Precisamos entender que é preciso diminuir o abismo entre o que se diz e o que se faz. Sair do discurso e entrar no campo da efetividade, alterando a lei onde for necessário. Parabéns à Abramet e contem comigo de forma incondicional”.

Também participaram da audiência Julianna Guimarães, diretora científica da Associação Brasileira de Psicologia de Tráfego (Abrapsit); Fernando Alberto da Costa Diniz, presidente da ONG Trânsito Amigo; Everaldo Valenga Alves, coordenador-geral de Educação de Trânsito da Secretaria Nacional do Trânsito (Senatran); Francisco Vieira Geronce, do Observatório Nacional de Segurança Viária; e Luis Carlos Paulino, coordenador-geral da Associação Brasileira de Educação de Trânsito no Nordeste (Abetran).

(Com informações da Agência Senado)

Desafios na avaliação médica de condutores ou candidatos à condução em debate no XIV Congresso da Abramet

Os desafios na avaliação médica da aptidão para a condução de veículos automotivos ganharam destaque no sábado (18), último dia do XIV Congresso Brasileiro de Medicina do Tráfego. As exposições do psiquiatra Alcides Trentin Júnior e do diretor científico da Abramet, Flavio Adura, trouxeram importantes reflexões envolvendo exames de avaliação de aptidão física e mental em motoristas com esquizofrenia, transtorno do espectro autista e aqueles que informam ser usuários de drogas.

De acordo com o capítulo 1 da Resolução 425 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), no exame de aptidão física e mental são exigidos a anamnese; questionário e interrogatório complementar. No entanto, segundo destaca Trentin, a anamnese não é só aquilo que se percebe no questionário, sendo necessário criar um diálogo com o candidato. “Avaliação mental é diferente de avaliação física. Ela começa desde a observação do candidato na sala de espera e só termina quando ele sai do consultório. É a avaliação mental que torna o exame diferencial, porque um candidato é diferente do outro”, disse.

Em sua apresentação, o especialista abordou a relação da esquizofrenia com a direção veicular. Com prevalência de 0,3% a 3% na população brasileira, a doença é uma das que mais provocam o suicídio, sendo a quarta patologia mais incapacitante do mundo segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). “Mesmo bem treinado, o psiquiatra precisa avaliar o comportamento do candidato e se ele apresenta sugestão de diagnóstico de esquizofrenia de seis meses a um ano”, frisou.

Segundo o médico, citando a diretriz que expõe critérios e cuidados para pessoas com esquizofrenia da Abramet, há controvérsias quanto à capacidade de direção de candidatos a condutores com diagnóstico da doença, já que a aptidão pode variar entre os indivíduos devido às características da enfermidade. Citou ainda que é necessário um parecer do médico assistente ou psiquiatra que abranja boa aderência ao tratamento há pelo menos 12 meses; ausência de surto psicótico ou necessidade de internação nos últimos seis meses e posicionamento favorável para a direção nos aspectos clínicos e farmacológicos.

No entanto, o condutor que é portador de esquizofrenia ou de transtorno de espectro autista, por exemplo, não deve ser necessariamente imputado. “Compete ao médico do tráfego, no contexto do exame de aptidão física e mental avaliar, a capacidade da condução do veículo automotor com segurança, podendo se valer de exames complementares e pareceres especializados para definir sua conduta. Se houver dúvida da capacidade civil ou penal, o médico assistente pode e deve ser questionado”.

Quanto à avaliação do condutor como sendo suspeito do uso de substâncias psicoativas, Flávio Adura afirmou que atualmente há uma redução importante no número de condutores das categorias C, D e E que são usuários de drogas na realização do exame do exame toxicológico para a renovação da carteira. “Temos que minimizar o máximo possível o uso de drogas pelos motoristas e que causam enormes tragédias nas rodovias brasileiras”, atestou.

ESPECTRO AUTISTA – A habilitação para direção de condutores com transtorno do espectro autista (TEA) também foi tema de apresentação do especialista. Tendo como base a diretriz da Abramet sobre o tema, ele comentou sobre estudos que, dentre eles, mostram que um em cada três adultos jovens com diagnóstico do transtorno se habilita como motorista, apesar de levar mais tempo no processo de habilitação quando comparados com indivíduos sem comprometimento.

Contudo, uma preocupação no TEA é a possibilidade de se associar a epilepsia, que é uma doença de alto risco para a direção. “Enquanto na população geral a prevalência de epilepsia é de 1%, em pessoas com TEA pode variar de 7 a 42%, devendo essa comorbidade ser sempre considerada no processo de habilitação”.

Segundo afirmou, no Brasil e em grande parte dos países não há restrições legais relacionadas ao TEA e direção. “Desde que a pessoa com TEA seja aprovada nos exames exigidos e demonstre um comportamento seguro ao dirigir durante os testes obrigatórios, poderá obter uma permissão para conduzir veículos”, afirmou.