Em nova live, Abramet debaterá relação entre idoso e trânsito no Brasil

Na próxima sexta-feira (24), a partir das 19h, a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) promoverá uma live para debater o tema “No trânsito a mais de 60: o espaço do idoso nas calçadas, vias e rodovias”. O encontro virtual, que será transmitido por meio do canal da Abramet no Youtube e em sua página oficial no Facebook, terá como intuito debater diferentes aspectos relacionados à condução de automóveis por idosos e a prevenção de acidentes entre pedestres nessa faixa etária.

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As apresentações ficarão sob responsabilidade de duas autoridades no assunto: o diretor científico da Abramet e professor aposentado do Departamento de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Flávio Adura; e a médica de tráfego, geriatra e a chefe do Serviço de Perícia Médica do Departamento de Trânsito do Estado do Rio de Janeiro (Detran-RJ), Verônica Hagemeyer. O presidente da Abramet, Antonio Meira Júnior, assumirá a moderação do evento online.

Conforme adiantam os especialistas, não há no Código de Trânsito Brasileiro limite de idade para que as pessoas possam dirigir. No entanto, a partir dos 65 anos, os condutores precisam ser aprovados nos exames de aptidão física e mental para renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) a cada três anos. Abaixo dessa idade, atualmente o prazo de manutenção é de cinco anos.

“O envelhecimento pode trazer limitações físicas e mentais aos motoristas. Em muitos casos, quando o problema é físico, como a perda de visão e audição, há mais chances de o próprio idoso reconhecer que não pode mais dirigir. Entretanto, essa conscientização é mais difícil quando envolve critérios da saúde mental, como a perda de atenção e concentração. De todo modo, o acompanhamento de um médico de tráfego é essencial para precisar o diagnóstico”, frisaram.

LIMITAÇÕES – De acordo com o diretor científico da Abramet, Flávio Adura, a redução da força muscular, da flexibilidade, da coordenação e do tempo de reação são outras condições naturalmente provocadas pelo avanço da idade que predispõem a acidentes de trânsito. Por outro lado, muitos idosos conseguem manter a habilidade de dirigir com segurança e competência, uma vez que a idade cronológica nem sempre é sinônimo de limitação, sendo sempre necessária a avaliação individual dos pacientes.

Além disso, ressalta o especialista, para elevar a qualidade do trânsito no País, é importante que a sociedade como um todo também esteja atenta à condição do idoso como pedestre, que integra em números substanciais a população e circula ativamente pelas ruas e avenidas das cidades brasileiras.

“Esse é outro ponto sensível que vamos abordar na live. Entre aqueles que mais morrem por atropelamentos no Brasil, estão crianças e idosos. Existem algumas medidas que podem modificar esse cenário. Para debater essas e mais questões, a Abramet convida todos a participarem do nosso encontro na próxima sexta-feira. Será uma excelente oportunidade para aprimorar conhecimentos e disseminar informação qualificada sobre a medicina de tráfego entre os brasileiros”, afirmou.

Fonte: https://abramet.com.br/noticias/em-nova-live-abramet-debatera-relacao-entre-idoso-e-transito-no-brasil/