Parlamentares elogiam atuação da Abramet nos debates sobre o PL que pretende mudar o Código de Transito Brasileiro

Deputados que integram a Comissão Especial que revisa o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) defendem a manutenção do médico de tráfego como especialista para realização de exames para obtenção e renovação da CNH. Uma das mentoras e porta-voz desse entendimento é a deputada Christiane Yared (PR-PR) que, em sua manifestação, expressou a percepção que tem da seriedade e relevância da atuação desses profissionais no processo de habilitação de condutores, quando se dedicam a colocar o conhecimento a serviço da preservação da saúde e da integridade física da população brasileira.

“É preciso entender que o debate sobre o trânsito não pode estar restrito à questão da multa. Pois vamos ter menos multas quando houver menos infrações”, disse Christiane Yared aos outros parlamentares da Comissão, durante a reunião realizada no dia 18 (terça-feira) para discutir o substitutivo ao PL nº 3297/2019.

Exames – Ela defendeu a necessidade de exames médicos com especialistas em medicina de tráfego, conforme consta no relatório que substitui o texto inicial encaminhado pelo Governo. “Dirigir não é para quem quer, é para quem pode. O Estado não tem que dar carteira de habilitação para todo mundo. Pois um motorista imprudente coloca em risco a saúde dos nossos filhos e da nossa família. Todos que pretendem dirigir devem passar obrigatoriamente por exame médico e psicológico. Isso é imprescindível”, afirmou.

Na sequência, a parlamentar do Paraná também destacou a importância de se educar a população para o trânsito. Segundo disse, é um caminho longo que, no final, resultará em mais vidas salvas. “Sabemos que no Brasil ninguém quer ouvir que não pode beber e dirigir. Ainda é indigesto. Esse tema do trânsito é indigesto para o Congresso Nacional porque não dá voto. Mas nós temos que lutar para aprimorar nossos regulamentos e salvar milhares de crianças e adultos brasileiros”, disse.

Substitutivo – Outro parlamentar que reconheceu o trabalho realizado pelos dirigentes da Abramet junto aos integrantes da Comissão Especial é o deputado Mauro Nazif (PSB-RO). “Eu vejo que o substitutivo tem avanços importantes em relação àquela matéria que foi enviada pelo Executivo, quando não se falava no resguardo da vida das pessoas”, destacou o representante de Rondônia. Na sua opinião, o trabalho está sendo realizado de forma coletiva com a participação das diversas entidades envolvidas nas questões de trânsito, dentre as quais parabenizou a Abramet.

“Quero parabenizar o trabalho que vocês – representantes da Abramet – fizeram em defesa de um trânsito mais seguro para a população brasileira. É um projeto que foi construído com a participação de todos. O ruim é quando não se tem a participação das categorias”, disse Azif. Conforme expressou, o envolvimento da Abramet ajudou na tentativa de se construir um ambiente mais seguro no trânsito: “a gente vive no meio de uma epidemia, com muitos acidentes, deixando vítimas fatais e sequelados”.

Vidas – Por sua vez, o presidente da Comissão Especial, Luiz Carlos Mota (PL-SP) também deu destaque para o aspecto coletivo das discussões focadas na preservação de vidas e mais segurança no trânsito, nas quais a Abramet teve participação ativa. “Essa é a nossa preocupação, assim como a dos demais parlamentares que participam dessa comissão. Essa revisão do CTB é para isso: o máximo que a gente puder amenizar. Essa é a intenção de todos os integrantes da comissão”.

Finalmente, o relator Juscelino Filho (DEM-MA) também reafirmou o comprometimento dele com um texto final que reforce a segurança dos brasileiros no trânsito e elogiou a participação das diferentes entidades que atuam na área de trânsito. Segundo contou, nem todas as emendas sugeridas pelos membros da Comissão foram acatadas, sendo que a votação do texto substitutivo deve acontecer em 10 de março.

Segundo acrescentou, na sessão da Comissão, em 18 de fevereiro, com a reabertura dos trabalhos, alguns parlamentares pediram vistas do substitutivo. “Vamos utilizar esse prazo para dialogar e, se necessário, fazer adequações no relatório encaminhado, mas sem prejudicar as três diretrizes que nos orientam: proteção à vida, segurança das pessoas e redução de acidentes”, arrematou.