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Abramet reúne mais 400 médicos do tráfego em Jornada Científica de São Paulo

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“Queremos que os médicos do tráfego estejam preparados para cumprir o seu papel e realizem um Exame de Aptidão Física e Mental (EAFM) de qualidade. Precisamos mostrar para a sociedade a importância e a relevância do nosso trabalho para a saúde e a segurança dos brasileiros”. Com esse recado o presidente da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet), Antonio Meira Júnior, abriu a Jornada Científica realizada no último sábado (24), na capital paulista. Entre associados e convidados, mais de 400 pessoas lotaram o auditório do Sheraton WTC Hotel durante uma programação intensa, com palestras, treinamentos e workshops.

Para Meira Júnior, a principal mensagem do evento foi reforçar a importância da especialização para atuar na medicina do tráfego, tanto na definição e aplicação de diretrizes médicas como também no papel das entidades na aprovação de uma legislação eficiente junto ao poder público. “Durante a pandemia, nos dedicamos muito em Brasília para debater as leis, mas não deixamos a ciência de lado. Nos últimos três anos, batemos recorde na produção científica”, destacou o presidente da Abramet, ao citar que, entre 1980 e 2020, a entidade publicou oito diretrizes médicas. “Nos últimos três anos, conseguimos entregar mais dez diretrizes à sociedade”, completou.

As Diretrizes Médicas têm como principal objetivo conciliar informações da área médica a fim de padronizar condutas que auxiliam o raciocínio e a tomada de decisão do médico. E sobre isso, o presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), César Eduardo Fernandes, destacou o trabalho realizado pela Abramet.

“Eu tenho plena consciência da importância dessa especialidade para segurança do tráfego e, com mais de quatro décadas de existência, a associação (Abramet) se mostra assertiva nas suas ações e na sua missão, que é muito clara e fundamental”, disse César. Ele também garantiu que a AMB está de portas abertas. “Não existimos hoje sem as nossas sociedades de especialidades”.

O entendimento sobre a formação e o conhecimento foi unânime durante todo o dia. O presidente da Abramet São Paulo, José Heverardo Montal, disse que a identificação de pessoas para conduzir veículos depende da qualidade do exame realizado. “O conhecimento é a chave da história. Quanto mais conhecimento tivermos a respeito da nossa especialidade, melhor executaremos nossa perícia”, alertou Montal, que também é diretor administrativo da Abramet.

Além da formação dos médicos, o Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) chamou a atenção para outros pontos sobre o trabalho realizado pelos especialistas. A presidente da entidade, Irene Abramovich, disse que é preciso discutir cada vez mais a formação dos médicos. “O principal recado de hoje é que o médico tenha boas condições de trabalho, que ele seja qualificado, tenha o título de especialista, seja bem formado e que o sigilo médico seja defendido”, reforçou.

CARTILHA SOBRE EAFM – A Jornada Científica também foi uma oportunidade para o lançamento de uma cartilha que resume os prazos de validade dos Exames de Aptidão Física e Mental para cada patologia. O conteúdo foi apresentado pelo diretor científico da Abramet, Flavio Adura. “Fizemos uma revisão para quem ainda está com dificuldade de entender quando diminuir o prazo de validade de um exame. A cartilha propicia ao médico ver em quais condições será possível fazer essa diminuição baseado em evidências científicas”, destacou Adura, que também apresentou o cenário de mortes e lesões no trânsito, além de alertar sobre a responsabilidade que têm os médicos do tráfego

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 3,5 mil pessoas no mundo morrem todos os dias no trânsito e cerca de 50 milhões de pessoas ficam lesionadas a cada ano. É a principal causa de morte de crianças e jovens globalmente. Até 2030, os acidentes de trânsito devem causar mais 13 milhões de mortes e deixar 500 milhões de pessoas lesionadas, sobretudo em países de baixa e média renda.

HOMENAGEM – Um momento emocionante do dia aconteceu com a homenagem a um dos funcionários mais antigos da Abramet, que estava presente no auditório. Arnaldo Alves é bibliotecário da entidade e completou 20 anos de trabalhos prestados. Portador de Síndrome de Down, ele foi convidado ao palco pela diretoria da Abramet, momento em que recebeu homenagem e aplausos dos presentes no evento.