COVID-19: Abramet e Abramca lançam guia com orientações para a saúde de condutores de ambulância

A Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet) divulga nesta semana uma cartilha para orientar os condutores de ambulância a realizar, de maneira segura e eficaz, o transporte de pessoas doentes, durante a pandemia de Covid-19. O Guia de Orientação – desenvolvido em parceria com a Associação Brasileira dos Condutores de Ambulância (Abramca) – traz uma série de recomendações práticas especialmente elaboradas para garantir proteção a esses profissionais, em meio à rotina diária de salvamentos.

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“A segurança dos condutores de ambulâncias também precisa ser priorizada neste momento de pandemia. Eles têm tido papel fundamental no transporte de pacientes”, destaca o presidente da Abramet, Antonio Meira Júnior. Além do aumento da jornada de trabalho, consequência direta da crise ocasionada pelo novo coronavírus, a falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) tem gerado apreensão e angústia em parte dos trabalhadores que atuam com o transporte sanitário.

Segundo os últimos dados obtidos pela Abramca em 11 estados brasileiros, mais de 1.380 condutores foram afastados do trabalho por contágio ou suspeita de Covid-19, muitos deles devido à escassez de insumos hospitalares. Segundo a associação, os EPIs têm sido priorizados para outros setores da assistência e, em diversas situações, os condutores são obrigados a utilizar o mesmo equipamento além do limite de tempo recomendado.

ORIENTAÇÕES – Diante desse cenário, a Abramet e Abramca – em consonância com as normas estabelecidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) – elencaram uma série de recomendações para garantir segurança aos profissionais que atuam no transporte de pacientes, durante a pandemia.

O Guia de Orientação apresenta ainda um passo a passo para o uso adequado dos EPIS, com foco em como colocar e retirar corretamente cada equipamento. “Diferentemente do que ocorre no ambiente controlado de um estabelecimento de saúde, o transporte de contaminados pelo novo coronavírus impõe desafios mais sensíveis pela natureza e características do socorro. Por isso, é muito importante que estes profissionais saibam exatamente o que fazer antes, durante e depois da jornada de trabalho”, destacou o diretor científico da Abramet, Flávio Adura.

Segundo ressalta o presidente da Abramca, Alex Douglas dos Santos, o cumprimento de todas essas orientações ainda não está vigente em diversas cidades, fato que representa uma grave ameaça à vida dos condutores. “Já se passaram cerca de três meses desde o início da pandemia no Brasil e ainda hoje temos relatos de protocolos inadequados sendo praticados. Essa situação é alarmante, pois ao mesmo tempo em que a saúde dos condutores é posta em risco, cada trabalhador que adoece é um desfalque a mais na assistência”, conclui.