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No XV Congresso Brasileiro, Abramet aponta iniciativas para valorização da especialidade

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Uma atuação focada na preservação da vida, na valorização da especialidade e no apoio ao médico especialista: essa é a síntese da trajetória da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (ABRAMET) apresentada durante o XV Congresso Brasileiro de Medicina do Tráfego, realizado pela entidade na cidade de Florianópolis (SC). Com moderação do presidente da entidade, Antonio Meira Júnior, e do diretor administrativo da entidade, José Heverardo da Costa Montal, o painel falou sobre a importância da valorização do médico do tráfego junto ao poder público, como parceiro estratégico para a realização de políticas destinadas a prevenir sinistros e reduzir a morbimortalidade no trânsito brasileiro.

“A Abramet é uma das entidades científicas mundiais que mais produziram conhecimento para demonstrar que existem causas controláveis para os sinistros de trânsito”, comentou Montal, ao pontuar que os sinistros de trânsito são considerados uma tragédia epidemiológica, que mata 1.3 milhão de pessoas a cada ano no mundo e 40 mil pessoas só no Brasil. É por motivos como estes que o poder público deve ser convencido da importância de investir no controle das causas e na prevenção.

A ABRAMET atua não apenas na produção e disseminação de conhecimento técnico e científico, como também na capacitação continuada do médico especialista para que esse conhecimento se transforme em benefício para o cidadão. E não é à toa que, desde 1980, as ações da entidade influenciam e induzem ações emblemáticas para a redução dos sinistros de trânsito, tais como a criação e modernização do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), o embasamento técnico que sustenta a chamada Lei Seca e a criação da Lei das Cadeirinhas.

Abramet e as políticas médicas andam juntas

Participaram do painel Gutemberg Fialho, Presidente do SindMédico – DF, o senador Hiran Gonçalves, também Presidente da Frente Parlamentar Mista de Medicina, e Juarez Molinari, 2º Vice-Presidente da Abramet.

Gutemberg destacou que os sinistros de trânsito estão na lista das doenças compulsórias e que a Medicina do Tráfego é responsável por evitá-los. “Médicos precisam sim se envolver com política, para lutar pelos direitos dos profissionais e da população”, completou, concluindo que a saúde e a preservação da vida das pessoas são funções dos especialistas. 

Hiran Gonçalves concordou, defendendo que é com a política que os profissionais conseguirão resguardar os interesses e boas práticas no trânsito. “A união é que faz a diferença na conquista dos resultados e na proteção da atividade dos profissionais”, disse o senador, solidificando seu compromisso com uma medicina séria, comprometida e exercida com dedicação.

Juarez Molinari finalizou o painel pontuando as conquistas e lutas da Abramet, como o relacionamento com os DETRANs, com a Abrapsit, as jornadas médicas realizadas em todos os Estados, visando a capacitação dos médicos do tráfego, e também a luta pela valorização e reconhecimento da classe.